Cobrimento de armaduras

6 de novembro de 2013

Espessura de camada de concreto sobre o aço de pilares, vigas e lajes varia de acordo com o ambiente em que a obra é construída

Reportagem: Juliana Nakamura
Marcelo Scandaroli
Quando não estão bem-protegidas pelo concreto, as barras de aço ficam sujeitas às agressões do meio ambiente que podem corroê-las e, em casos mais severos, comprometer a estabilidade da construção. Daí a importância de se garantir adequada proteção das armaduras.
O concreto, além de sua capacidade de suporte de cargas verticais, também tem o importante papel de proteger as armaduras, cobrindo o aço de modo a evitar seu contato direto com agentes agressivos, como atmosferas poluídas e a água.
De forma geral, quanto maior for a espessura da camada de concreto sobre o aço, maior será a sua proteção contra a corrosão. “Quando o cobrimento é muito fino em relação à agressividade de um ambiente, defeitos na estrutura ocorrem em poucos anos, levando ao desplacamento do concreto, à fissuração intensa e, finalmente, ao desaparecimento das armaduras, à ruptura, deformação e até queda da estrutura”, alerta o engenheiro Egydio Hervé Neto, diretor técnico da Ventuscore e especialista em estruturas de concreto.
Para evitar esse tipo de situação tão perigosa, a norma técnica brasileira NBR 6118:2007 “Projeto de Estruturas de Concreto – Procedimento” estabelece requisitos de qualidade para o concreto empregado nas estruturas, bem como o cobrimento mínimo das armaduras em função da agressividade do ambiente onde ela foi construída.

AGRESSIVIDADE AMBIENTAL
A norma estabelece quatro classes de agressividade, como demonstrado a seguir:

Classe de agressividade 1 – Fraca
axyM/Shutterstock
Estruturas expostas a uma atmosfera mais limpa não sofrem com as agressões químicas decorrentes da poluição urbana, como a chuva ácida, por exemplo. O risco de deterioração da estrutura é insignificante. Por isso, é possível utilizar uma camada menos espessa de concreto sobre as armaduras. Enquadram-se nesse grupo as edificações implantadas em ambientes rurais.
Cobrimento das armaduras
Laje de concreto armado: 20 mm
Pilar e viga de concreto armado: 25 mm
Concreto protendido: 30 mm

Classe de agressividade 2 – Moderada
Dariush M. /Shutterstock
Os ambientes classe 2 estão mais expostos a agressões ambientais, como as provenientes do gás carbônico e dos cloretos presentes no ar. Mas não há tanta umidade constante e o risco de deterioração da estrutura é pequeno. Nesse grupo enquadram-se as estruturas construídas nas cidades, residenciais e comerciais.
Cobrimento das armaduras
Laje de concreto armado: 25 mm
Pilar e viga de concreto armado: 30 mm
Concreto protendido: 35 mm

Classe de agressividade 3 – Forte
Sergej Khakimullin/Shutterstock
Nessa categoria estão as edificações expostas à atmosfera marinha, como as construções em cidades litorâneas. Também estão algumas indústrias. Com maior teor de umidade, esse tipo de ambiente possui atmosfera com agentes agressivos mais concentrados. Para se ter uma ideia, a velocidade de corrosão em ambiente marinho pode ser da ordem de 30 a 40 vezes superior à que ocorre em atmosfera rural.
Cobrimento das armaduras
Laje de concreto armado: 35 mm
Pilar e viga de concreto armado: 40 mm
Concreto protendido: 45 mm

Classe de agressividade 4 – Muito Forte
Bruce Rolff/Shutterstock
Nesse grupo estão as estruturas implantadas em locais úmidos, dentro de indústrias, ou diretamente em contato com a água do mar. Esse tipo de ambiente é extremamente agressivo ao concreto e às suas armaduras. Daí a necessidade de maior proteção.
Cobrimento das armaduras
Laje de concreto armado: 45 mm
Pilar e viga de concreto armado: 50 mm
Concreto protendido: 55 mm

ESPAÇADORES
O uso dos espaçadores (também chamados de distanciadores) fixados às armaduras é um recurso de grande valia para garantir o cobrimento das armaduras nas estruturas e também para assegurar o posicionamento das armaduras no centro das fôrmas. Esses elementos podem ser confeccionados em materiais diversos, como concreto e plástico de alta densidade.
Para exercer adequadamente seu papel, o espaçador deve ser fixado no local para o qual foi previsto e instalado. “Também deve ser resistente às cargas para evitar que se deforme, e concebido de forma a não deixar caminhos para a penetração do ar e da água entre a superfície e a armadura”, salienta o engenheiro Egydio Hervé Neto. O engenheiro conta que os espaçadores plásticos, por sua precisão geométrica, dominam o mercado das obras correntes. “Mas é preciso respeitar sua resistência e posicioná-los correta e firmemente em seus locais, para evitar problemas. Em alguns casos a necessidade de maior resistência do espaçador pode ser resolvida com espaçadores industrializados de concreto”, acrescenta.
Tipos mais utilizados
Fotos: Eduardo Gondo
O distanciador plástico circular pode ser utilizado em laterais de vigas, paredes de concreto e prémoldados. A quantidade varia de quatro a cinco peças por metro quadrado, aplicadas de maneira intercalada nos estribos.
O distanciador tipo cadeirinha é indicado para uso em armaduras horizontais, com lajes, fundo de vigas e pré-moldados. Esse tipo de acessório deve ser quantificado de acordo com as dimensões e peso das armaduras, e deve ser posicionado de modo intercalado sob as armaduras.
O distanciador tipo centopeia é indicado para armaduras horizontais, como lajes, fundo de vigas, sapatas e pré-moldados. Resistente a elevadas cargas, cada peça deve apoiar pelo menos dois pontos das armaduras.

Divulgação: JACP
Indicado para apoiar cordoalhas de protensão e armaduras negativas, este espaçador deve ser fixado na fôrma com pregos ou grampos de pressão.
Distanciador indicado para pisos de concreto armado. Pode ser utilizado em solos de brita ou lona. Sua base mais larga impede que a peça afunde.
Os distanciadores de concreto são produzidos industrialmente com concreto de alto desempenho, que lhes garante grande resistência e precisão dimensional. Disponíveis em diferentes modelos, podem ser utilizados em lajes, pisos industriais, etc.

2 comentários:

cttelephonia disse...

como faço para mostrar um produto vamos diser assim. pois ainda esta em processo de registro de patente
mas sera muito usado na construção civil pois gera economia
voce ira usalo e ponto
nada de quebra ou perdas estou falando de uso total nada de perdas
aceito sugestão
317554 3666/31 7300 4086

ruy guerra disse...

Bom dia

Vou tentar dizer o que ocorre com as patentes.

Quando se faz uma patente é preciso ter um bom escritório de advocacia, vejamos o porque:

Muitos vão "copiar" seu produto e então é preciso aciona-los na justiça ou enviar uma advertência
para retirar o produto "plagiado" do mercado.Para realizar o escritório de advocacia entra em ação,
e isto custa bastante tempo e dinheiro, logo é preciso estar preparado para as ocorrências em
TODO o território nacional.

Tenho feito vários produtos mas patentear é fácil mas CORTAR os CLONES é muito dispendioso.
É por isso que quem inventa na maioria das vezes não produz, esta parte fica com os EMPRESÁRIOS
FINANCISTAS.


Minha sugestão procure um bom escritório ou se você for este EMPRESÁRIO vá em frente e
BOA SORTE, quando quiser divulgo seu novo produto


Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra

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