Compromisso dos agregados para que?

11 de abril de 2016



       Agregados com Compromisso

A palavra compromisso deriva do termo latim compromissum e refere-se a uma obrigação contraída. E para os agregados existe compromisso com o concreto? A resposta é: Para a tecnologia de hoje é SIM. O compromisso é que seja obtida uma MISTURA que seja trabalhável, de baixa área específica, coesa, livre de segregação, densa etc. Não esquecendo também o fator custo, que pode exigir soluções as vezes bem longe das ideais.

Como saber se uma MISTURA (determinada combinação dos agregados miúdos e graúdos) é ou não a ideal? Quais as propriedades para uma boa curva granulométrica? Como saber se uma granulometria dos agregados é ou não adequada para a dosagem do concreto?  

Existe por norma nacionais e internacionais faixas granulométricas ideais de agregados para serem utilizadas no concreto, mas podemos utilizar outras faixas ou mesmo para um ideal realizar uma MISTURA com uma solução de  COMPROMISSO. 

Vamos ver o principal ponto deste compromisso que é a trabalhabilidade. Sabe-se que a resistência de um determinado concreto que está completamente adensado com uma determinada relação água/cimento (a/c) não depende da granulometria dos agregados, a granulometria dos agregados tem como influencia direta a trabalhabilidade do concreto (pela sua área específica). Como temos que obter uma determinada resistência que corresponde a um determinado a/c exigindo um adensamento completo, este só irá ocorrer se este concreto for suficientemente trabalhável, sendo este adensável ao máximo possível com uma quantidade de energia que será utilizada na sua confecção. 

Pode-se afirmar que: NÃO EXISTE A CURVA GRANULOMETRICA IDEAL, mas sim se procura uma solução de COMPROMISSO, a curva de Fuller realiza este compromisso matematicamente ou seja  parabolicamente, mas existem diversos outros estudos como os de Bolomey e Faury que utilizam as curvas de Fuller (a qual chamo de curva MÃE) com alterações que foram introduzidas. Esta alterações foram realizadas no seculo passado onde não existiam aditivos e vibrações que possuímos hoje, logo volto a curva mãe: A curva de Fuller. 

Vejamos um outro ponto para alcance desta validade de compromisso: se a curva parabólica tem validade para concreto plástico ela logicamente é valida para concreto semi seco com umidade ótima, ou seja se é compacta para um tipo deve ser compacta para o outro tipo de concreto desde que não se afete a trabalhabilidade e fazer com que a resistência seja alterada. 

Alguns autores querem atribuir um consumo mínimo de cimento de 300kg/m3 para termos a curva de Fuller com validade, ora com a evolução dos aditivos e das vibrações e prensagens, tal regra não tem finalidade uma vez que podemos alcançar uma excelente trabalhabilidade com este concreto dosado pela curva de Fuller/Thompson, mas sempre verificando os teores de finos da mistura.

Então vamos apertar as mãos dos agregados ...

Eng. Ruy Serafim de Teixeira Guerra


0 comentários:

Postar um comentário

Os comentários são muito bem vindos e importantes, mas assine com seu Nome/URL, onde trabalha e de qual estado/cidade você é.

 
Clube do Concreto | by TNB ©2010