MONOVIAS – BÁSICO: O QUE PRECISO SABER?

12 de agosto de 2018

DEFINIÇÃO

Como todo os assuntos nesta categoria de içamento, o assunto Monovias pode ser simples de ser entendido, mas tem muitas alternativas sobre como poderá ser executado. Basicamente, para entender uma monovia, imagine uma viga, que pode ser de qualquer tipo, e nela, trafegará uma talha de qualquer tipo, com um trolley de qualquer tipo.
Há no entanto, e veremos mais abaixo, diversas formas de sustentar esta viga, assim como a viga pode ter uma curva – calandrada. Neste artigo, vamos falar principalmente sobre as formas de sustentação a partir do piso, e algumas informações sobre os impactos de uma curva e raios.
Convidamos os nossos visitantes a nos apresentar suas necessidades, e prepararemos gratuitamente uma apresentação em Powerpoint com as características do seu projeto – trabalharemos nos moldes de consultoria gratuita. Nosso objetivo é fazer clarear a informação com imagens, facilitando seu contato com os fornecedores e o entendimento das suas apresentações e necessidades.

ALIMENTAÇÃO ELÉTRICA

Quando o sistema for elétrico, haverá que ser definido a forma de alimentação, que pode ser por cortina de cabos do tipo festoon, barramento blindado, trolleys de cabo por tráz da talha ou enroladores de cabo / cable reels (menos comum para esta aplicação).
Conheça mais sobre os tipos de alimentação. O sistema de alimentação pode sofrer influência por diversos fatores, dentre eles: comprimento da monovia, se a monovia tem curvas e/ou bifurcações/interlock, a quantidade de talhas na monovia, classificação de área explosiva, temperatura e umidade, dentre outros.

TIPOS DE SUSTENTAÇÃO OU APOIOS

Vamos dar nomes para os tipos de sustentação que descreveremos neste tópico. Estes nomes são aleatórios, e cada fabricante pode utilizar um nome distinto – portanto, nada como uma imagem para se fazer entender. Vale lembrar que uma mesma monovia, em função de características pontuais, pode ter várias sustentações diferentes ao longo da viga. Pontos que serão analisados neste sentido serão: tamanho da peça içada/transportada, interferências indesejadas com colunas / locais que não podem receber duas colunas, ou mesmo uma, quantidade de fundações, se necessárias, e o custo para implementá-las, etc.

TIPO H: GOLEIRA, OU, TRAVESSÃO DE GOL, OU, TRAVE DE GOL

A-3d
Na imagem ao lado, vemos duas traves de gol. Em nosso site, chamamos de Tipo H. Cada uma delas é composta por uma viga transversal, apoiada em duas colunas. Pode ser referida como um travessão bi-apoiado ou bi-sustentado.

A viga da monovia pode ser montada com parafusos ou soldada abaixo do travessão, permitindo a passagem da talha, ou acima do travessão, impedindo a passagem da talha (seria usado nas extremidades da monovia). É uma solução que, por ser bi-apoiada, pode gerar economia para o projeto se comparada com a mono-apoiada
Quando a distância a ser percorrida pela talha é considerada grande, faz-se necessário o uso de várias traves de gol, com passagem da viga por baixo do travessão.
Cálculos dos fornecedores entregarão a carga gerada no piso, e normalmente, a fundação, quando necessária, será realizada por empresa de Civil, contratada pelo cliente.

DISTÂNCIAS “A” E “B”

Um dos pontos importante para ajudar a definir pelo uso desta trave de gol está relacionada à distância “a”, que deve sofrer influência do tamanho da peça que está sendo içada. Claro que se for uma peça comprida, sempre se pode girá-la de forma que ela consiga passa pela abertura. No entanto, cabe na análise de segurança, que a maior medida da peça deve ser inferior à distância “a” mostrada na figura, para evitar colisões por falta de atenção.
Já a distância “b”, que é a distância a ser vencida até a próxima sustentação ou apoio da monovia, é crucial para determinar o perfil da monovia. Pode acontecer de esta distância ser definida por características do layout da planta, e neste caso, o cliente é quem define esta distância, e o fabricante calcula o perfil adequado. Caso não haja problema de interferências de layout ao longo da monovia, recomenda-se que o fabricante da monovia dimensione a melhor distância em função do melhor custo benefício na relação do número de traves de gol ou diversos outros tipos de apoios, e o aumento ou redução da massa do perfil da monovia para cada metro.
É possível unir os dois conceitos, mediante necessidades analisadas, vide imagens mais abaixo.

TIPO A: FORMATO A, A-FRAME, TIPO A

a-3d
Na imagem ao lado, vemos dois apoios com o formato da letra A. Chamamos de Tipo A.

Cada uma delas é composta por duas colunas em ângulo que se unem no topo, e devem estar amarradas por pelo menos uma barra transversal (na imagem, há 3 barras transversais), criando portanto, a “letra A”.
Este também é o conceito de muitos pórticos manuais montados sobre rodízios ou rodas de diversos tipos.
É possível unir os dois conceitos, mediante necessidades analisadas, vide imagens mais abaixo.

TIPO L: FORMATO L, L-FRAME, MÃO FRANCESA, COLUNA UNILATERAL

Monovia L
Na imagem ao lado, vemos dois apoios com o formato da letra L, de cabeça para baixo. Chamamos de Tipo L.
Cada uma delas é composta por apenas uma coluna em um dos lados, e com uma mão francesa sustentando ou apoiando uma barra transversal engastada na coluna. Soldada ou montada com parafusos, a monovia será sustentada pela barra transversal.
É possível unir os dois conceitos, mediante necessidades
analisadas, vide imagens mais abaixo.

TIPO MIX: USO DE VÁRIOS APOIOS

monovias

Observem que dependendo da complexidade e das necessidades do solicitante, uma monovia pode ter diversos tipos de apoios. Cada projeto é um projeto distinto, e não pode ser estimado por um profissional que não esteja preparado legalmente para esta função. Consulte os fornecedores de pontes rolantes e talhas. Todos poderão precificar as alternativas

MONOVIAS CURVAS

São muito comuns quando o trajeto tem obstáculos, e a viga da monovia precisa ter curvas. Um ponto dos mais importantes é que os trolleys tem distâncias das mais variadas entre suas rodas, mas estas distâncias podem ser empecilhos para o avanço suave em uma curva.
Quando for identificada a necessidade de uma monovia curva, faz-se necessário verificar como fornecedor da talha qual é o raio mínimo que a talha exige na monovia, e então, usar esta informação no desenvolvimento do trajeto completo da monovia.

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