1 2 3 4

3. Ken W. Day: do ConAd às especificações por desempenho

 Clube do Concreto • Memória da engenharia • Parte 3 de 4

Ken W. Day: do ConAd às especificações por desempenho

A informática, a experiência das Torres Petronas e a defesa de um concreto avaliado pelo que entrega.

Milhares de resultados não deveriam simplesmente ocupar arquivos. Deveriam produzir informação — e a informação deveria apoiar decisões. A trajetória de Ken Day ajuda a contar essa aproximação entre tecnologia do concreto e informática.

ConAd: conhecimento transformado em ferramenta

Os conceitos de Day foram incorporados ao ConAd. A homenagem da NRMCA o reconhece como pioneiro na dosagem informatizada e no controle estatístico, registrando a posterior incorporação de seu programa ao software de uma empresa do setor. [fonte]

O ponto mais interessante dessa história vai além do nome comercial de um sistema. Day procurou transformar conhecimento em uma ferramenta utilizável. Um método só alcança a produção quando alguém consegue empregá-lo nas decisões do dia a dia.

Para quem hoje trabalha com planilhas e programas de cálculo, essa intenção é familiar. O ganho não está apenas em fazer contas mais rapidamente: está em organizar informações de modo que possam ser compreendidas e utilizadas.

O valor de uma ferramenta técnica
01
Dados

Registros que descrevem materiais e produção.

02
Análise

Relações e tendências que merecem atenção.

03
Decisão

Conhecimento aplicado ao processo.

Quadro ilustrado editorial • Clube do Concreto.

A experiência das Torres Petronas

Uma aplicação destacada pela NRMCA ocorreu nas Torres Petronas, na Malásia. Segundo a entidade, John Day, filho de Ken, empregou os conceitos do pai no controle da produção de concreto do empreendimento.

O relato menciona um conjunto final de 200 resultados com resistência média superior a 14.000 psi e desvio-padrão de 450 psi — aproximadamente 96,5 MPa de média e 3,1 MPa de desvio-padrão. Esses números descrevem aquele conjunto de resultados; não representam toda a produção da obra nem uma garantia de desempenho para outras situações. [fonte]

A mensagem que interessa à homenagem é a associação entre ambição técnica e acompanhamento da produção. Uma obra extraordinária também oferece a oportunidade de demonstrar o valor de um trabalho cuidadoso, organizado e contínuo.

Especificar o que o concreto deve entregar

Day também se destacou na defesa de especificações baseadas em desempenho. A discussão aparece em sua obra como uma questão central: como aproximar as exigências do projeto, o conhecimento do produtor e a avaliação do concreto? [fonte]

Na apresentação de seu trabalho, o foco não fica restrito à resistência. A quarta edição do livro também discute durabilidade, confiabilidade dos ensaios, materiais cimentícios e sustentabilidade. A especificação é tratada como parte do processo de obter o material desejado. [fonte]

Uma boa especificação precisa orientar a obtenção de um bom concreto.
Reflexão editorial do Clube do Concreto.

Recordar essa posição não significa dispensar exigências normativas ou critérios de projeto. Significa compreender o debate que Day ajudou a estimular: como tornar a especificação tecnicamente coerente com as propriedades que se pretende alcançar e verificar.

O profissional continua no centro

A tecnologia pode facilitar a análise, mas não substitui o cuidado com a informação. Um programa carrega hipóteses, critérios e limites. Conhecê-los é parte do trabalho de quem o utiliza.

Esse aspecto aproxima a história de Ken Day da experiência de muitos leitores do Clube do Concreto. Quem cria uma planilha, organiza um controle de fábrica ou orienta uma equipe sabe que a ferramenta precisa servir à compreensão do problema.

O legado de Day reúne, assim, método, aplicação e comunicação. Ele desenvolveu ideias, procurou torná-las operacionais e dedicou energia a explicá-las. Na última parte, voltaremos ao livro e à passagem em que manifestou a esperança de que outros continuassem a difundir seu conhecimento.

Homenagem do Clube do Concreto
Eng. Ruy Serafim de Teixeira Guerra
Em reconhecimento a quem dedica uma vida à engenharia e compartilha seu conhecimento.
Identificador da série: KEN-DAY-LEGADO-3
Ler Mais

2. Ken W. Day: dosar, acompanhar e compreender o concreto

 Clube do Concreto • Memória da engenharia • Parte 2 de 4

Ken W. Day: dosar, acompanhar e compreender o concreto

As contribuições para a dosagem e o controle estatístico que ajudaram a transformar dados em decisões.

Um resultado de resistência informa o que aconteceu com uma amostra. Um sistema de controle procura compreender o que está acontecendo com a produção. Essa distinção ajuda a entender a importância do trabalho de Ken Day.

Na primeira parte, conhecemos o profissional e sua trajetória. Agora, o olhar se volta às ideias que tornaram seu nome uma referência para quem procura combinar dosagem, acompanhamento e decisão.

Controlar não é apenas acumular ensaios

Uma central pode possuir muitos resultados e, ainda assim, aproveitar pouco a informação que eles contêm. Arquivar números não significa perceber tendências. A utilidade do acompanhamento depende de interpretar esses registros e agir quando o processo apresenta alterações.

Essa é uma leitura central da contribuição de Day: transformar o controle em uma atividade capaz de apoiar a produção, e não apenas registrar sua história depois que o concreto já foi entregue.

Da observação à ação
01
Acompanhar

Reunir resultados e informações da produção.

02
Interpretar

Investigar mudanças de comportamento.

03
Corrigir

Agir sobre causas identificadas e verificar o efeito.

Quadro ilustrado editorial • Clube do Concreto.

Multigrade, Multivariable CUSUM

A NRMCA reconhece Day pelo desenvolvimento da metodologia Multigrade, Multivariable CUSUM aplicada ao controle do concreto. CUSUM vem de cumulative sum, ou soma cumulativa. Sua contribuição está na aplicação e no desenvolvimento dessa abordagem para a produção de concreto, não na invenção da técnica estatística em si. [fonte]

Na apresentação conceitual de seu sistema, diferentes classes de concreto e diferentes propriedades medidas contribuem para reconhecer alterações. A proposta é aproveitar os dados em conjunto para apoiar a identificação de problemas potenciais.

É importante preservar o sentido dessa ideia: um sinal estatístico orienta a investigação; não constitui, sozinho, a identificação automática de uma causa. A leitura técnica e o conhecimento da produção continuam essenciais.

O objetivo não é colecionar números. É fazer com que a informação ajude a melhorar a produção.
Síntese editorial do Clube do Concreto; não é uma citação de Ken Day.

Dosagem pela superfície específica

Outra contribuição reconhecida de Day é o emprego de conceitos de superfície específica dos agregados na dosagem, procurando obter misturas adequadas a diferentes formas de lançamento. [fonte]

Ao recordar essa abordagem, interessa destacar sua intenção: compreender melhor a relação entre os materiais escolhidos e o comportamento da mistura. A dosagem deixa de ser tratada como uma receita isolada e passa a fazer parte de uma investigação sobre o concreto que se deseja produzir.

No artigo que deu origem a esta série, o Clube também relembra o MSF — Mix Suitability Factor, conceito associado à metodologia de Day. Aqui ele é apresentado como parte de seu legado, sem transformar esta homenagem em um roteiro de cálculo ou atribuir a um único indicador a avaliação completa do concreto.

O concreto precisa servir à sua aplicação

Quem acompanha a fabricação de pré-moldados ou a execução de uma concretagem sabe a importância de observar o material durante o processo. É nesse contato com a produção que as perguntas de Day encontram seu valor: o que mudou? Por que mudou? Que informação ajuda a decidir?

Essas perguntas não perdem utilidade com a chegada de ferramentas mais modernas. Planilhas, programas e bancos de dados podem ampliar nossa capacidade de observar; o compromisso de compreender os resultados permanece.

Uma herança que exige participação

Preservar os métodos de um autor não significa repeti-los sem exame. Significa conhecê-los, reconhecer sua origem e avaliar onde continuam úteis. A melhor homenagem técnica é uma leitura atenta, acompanhada da experiência e da verificação.

Ken Day procurou aproximar estatística e prática industrial. Na terceira parte, veremos como essa preocupação encontrou espaço na informática e na discussão sobre o modo de especificar concreto.

Homenagem do Clube do Concreto
Eng. Ruy Serafim de Teixeira Guerra
Em reconhecimento a quem dedica uma vida à engenharia e compartilha seu conhecimento.
Identificador da série: KEN-DAY-LEGADO-2
Ler Mais

1. Ken W. Day: uma vida dedicada ao concreto

Clube do Concreto • Memória da engenharia • Parte 1 de 4

Ken W. Day: uma vida dedicada ao concreto

A trajetória, a família e a paixão de um tecnologista que fez do conhecimento uma missão.

Há profissionais que exercem uma profissão. Outros deixam contribuições. E existem aqueles que dedicam praticamente toda uma vida a compreender um material e compartilhar o que aprenderam. Ken W. Day pertenceu a esse último grupo.

Para quem trabalha com tecnologia, produção, dosagem e controle de qualidade do concreto, seu nome merece permanecer presente. Esta série do Clube do Concreto nasce desse compromisso: recordar a trajetória de um profissional e, sobretudo, manter suas ideias em circulação.

Ken Day, seu trabalho permanece vivo. Nós não esquecemos.
Homenagem do Clube do Concreto.
Retrato de Ken W. Day publicado pela NRMCA
Ken W. Day, em retrato divulgado pela NRMCA na homenagem do Richard D. Gaynor Award de 2011. Fonte: NRMCA; fotógrafo não identificado na página consultada.

Da Inglaterra à indústria australiana

Britânico de origem e com carreira consolidada na Austrália, Ken Day formou-se em Engenharia Civil pela Universidade de Manchester em 1952. Sua atuação reuniu projeto estrutural, ensino universitário, produção industrial e consultoria. Trabalhou com concreto usinado e pré-moldado e investigou problemas em concretos, inclusive como perito. [fonte]

A descrição de sua trajetória feita pela editora de seu livro registra experiência em produção, pesquisa e desenvolvimento e gestão, além de aproximadamente trinta anos à frente de sua própria consultoria. Era um profissional que transitava entre o cálculo, o laboratório e a fábrica. [fonte]

Esse encontro entre conhecimento e prática ajuda a compreender sua obra. O concreto não aparecia apenas como um conjunto de equações: era um produto que precisava ser misturado, transportado, lançado e controlado todos os dias.

Connie e a vida além da profissão

A biografia anteriormente publicada pelo Clube do Concreto também apresenta o homem por trás do tecnologista. Segundo esse relato, Ken e Constance, conhecida como Connie, se conheciam desde os tempos de escola e ambos estudaram em Manchester. Ela se formou em francês e, na Austrália, trabalhou como professora.

O casal construiu sua vida em Victoria e teve três filhos: Peter, Helen e John. A narrativa recorda viagens, atividades de aprendizagem na aposentadoria e interesses de Ken como jardinagem e dança de salão. Connie faleceu em 2012. Esses registros pessoais ajudam a lembrar que uma trajetória técnica também é feita de família, convivência e projetos compartilhados. [fonte]

Um evangelista da tecnologia do concreto

Ken gostava de se apresentar como “an evangelistic concrete technologist”. Essa maneira bem-humorada de se definir foi recordada nas páginas da Concrete International: sua disposição para difundir tecnologia era uma característica marcante. [fonte]

A expressão combina com alguém que não se contentava em desenvolver um método e guardá-lo. Era preciso explicar, debater, demonstrar e convencer. O conhecimento tinha de chegar a quem efetivamente produzia concreto.

Uma carreira entre conhecimento e prática
01
Indústria

Produção de concreto usinado e pré-moldado.

02
Ensino

Formação e difusão de conhecimento técnico.

03
Consultoria

Investigação de problemas e orientação à produção.

Quadro ilustrado editorial • Clube do Concreto.

Reconhecer o profissional é estudar sua obra

Uma homenagem só ganha profundidade quando vai além do nome. No caso de Ken Day, isso significa discutir dosagem, variabilidade, controle estatístico e especificações. São assuntos que chegam à rotina de quem precisa produzir bem e perceber a tempo que algo mudou.

Não é necessário concordar com todas as suas posições para reconhecer seu valor. Um autor permanece relevante também quando suas propostas são examinadas criticamente, comparadas e testadas. O esquecimento começa quando deixamos de fazer essas perguntas.

O Clube do Concreto abre esta série com gratidão. Na próxima parte, entramos no centro de sua contribuição: a diferença entre obter resultados de ensaio e controlar efetivamente a produção.

Homenagem do Clube do Concreto
Eng. Ruy Serafim de Teixeira Guerra
Em reconhecimento a quem dedica uma vida à engenharia e compartilha seu conhecimento.
Identificador da série: KEN-DAY-LEGADO-1
Ler Mais

Lançamento!!

QFERRO

O quadro de ferro que monta-se sozinho, a partir do detalhamento que você já desenhou.

Se você detalha estrutura, sabe como é: o desenho fica pronto rápido, e aí começa a parte chata. Contar ferro, somar comprimento, calcular peso por bitola, montar a tabela, conferir. Uma tarde inteira em algo que não é projeto, é digitação.

O QFERRO faz isso em dez segundos. Ele lê as marcações que você já escreveu na prancha e monta o Quadro de Ferros e o Resumo de Aço prontos, na hora.

São três comandos

Não tem menu, não tem configuração, não tem projeto para importar. Você digita, seleciona e clica.

QFERRO
Seleciona o detalhamento e gera o quadro daquela peça, com o resumo de aço ao lado.

QFTOTAL
Seleciona todos os quadros da prancha e soma a obra inteira, já multiplicando pela quantidade de peças de cada um.

QF-ATIVAR
A janela de licença. Você usa uma vez e esquece que existe.

Na janela do QFERRO os campos ficam à esquerda e, à direita, a lista dos ferros que ele reconheceu. Você confere se ele entendeu tudo antes de inserir o quadro no desenho.

E ele acha o erro que passa despercebido

Duas posições com o mesmo número. Acontece com todo mundo, principalmente quando a prancha cresce e você copia um detalhe para reaproveitar. O problema é que esse erro não aparece: o quadro sai bonito, com uma posição a menos, e a conta de aço vai errada para a obra.

O QFERRO circula em vermelho no desenho toda posição repetida e avisa na tela, antes de montar o quadro. Você corrige em trinta segundos, em vez de descobrir na hora da compra.

O que vem junto

  • O programa, num arquivo só, que carrega no AutoCAD em dois cliques
  • Abas para viga e pilar, com seção retangular
  • Cálculo de volume de concreto e taxa de ferro
  • Manual em PDF, curto, que se lê em dez minutos
  • Suporte por e-mail comigo mesmo, não é robô nem ticket

Quanto custa

A licença é por período e vale para um computador. Você escolhe o prazo que faz sentido para o seu momento. Dá para começar pelo trimestral e migrar para o anual depois.

Preço de lançamento

Estes são os valores de lançamento, válidos até Dezembro. Depois dessa data eles sobem.

Licença anual

preço de lançamento

R$ 360

12 meses · sai por R$ 30 por mês · uma licença por computador

Eu Quero!

Licença trimestral

preço de lançamento

R$ 120

3 meses · para quem quer começar com um compromisso menor

Eu Quero!

qferro.suporte@gmail.com

No anual o mês sai por R$ 30; no trimestral, por R$ 40.
Preço de lançamento, válido até Dezembro.
Escritório com mais de três projetistas? Me escreva que faço o pacote.

O que costumam me perguntar

Funciona na minha versão do AutoCAD?

Funciona em qualquer versão que aceite AutoLISP, o que inclui praticamente todas as versões completas dos últimos anos. No AutoCAD LT não funciona, porque o LT não roda LISP.

Preciso mudar o jeito que eu desenho?

Quase nada. A marcação continua a de sempre — e tanto faz escrever N1-2Ø10-514 ou 4 N4 Ø10-514, com a quantidade antes ou depois da posição. A única regra é que o N venha antes da bitola, e que a marcação esteja num texto só.

Uma licença serve para dois computadores?

Não, cada máquina precisa da sua. Mas se você trocar de computador ou formatar dentro do período contratado, é só me avisar que eu emito outra sem custo.

O que acontece quando o prazo acaba?

O programa para de gerar quadros, mas nada do que você já desenhou se perde. As tabelas continuam no arquivo, são desenho normal do AutoCAD. Para voltar a usar, é só renovar.

Esse programa nasceu de uma irritação minha, e boa parte do que ele faz hoje veio de pedido de quem usa. Se faltar alguma coisa que faria diferença no seu trabalho, me diga. Costumo atender.

Compre Aqui:

qferro.suporte@gmail.com

Ler Mais

Guia prático do Ca.Tel.2D: como modelar e analisar uma estrutura plana de concreto armado em 5 minutos

 O Ca.Tel.2D é um aplicativo implementado no Microsoft Excel para a análise de estruturas planas com base no Método dos Elementos Finitos (FEM). Neste guia, vou mostrar passo a passo como modelar uma estrutura plana de concreto armado composta por dois pisos e três vãos.

Ao longo deste tutorial, veremos em detalhes como definir as seções, criar os nós, inserir as barras, atribuir as restrições e todas as ações necessárias para criar o modelo a ser analisado.

Após concluir a análise, veremos como visualizar a configuração deformada e os diagramas de tensões internas.

Ao longo do tutorial, você poderá baixar gratuitamente o aplicativo Ca.Tel.2D e tentar reproduzir o esquema estático objeto do exemplo.

Baixe o Ca.Tel.2D, o aplicativo para a resolução de esquemas estáticos planos de qualquer configuração (implementado no Microsoft Excel)

O Ca.Tel.2D é o aplicativo para a resolução de esquemas estáticos planos de qualquer configuração. Você pode usá-lo para analisar vigas reticulares, estruturas planas, andaimes metálicos e muito mais…

Para baixar o aplicativo gratuitamente, clique no link abaixo.

Baixe o Ca.Tel.2D >>

Como definir e gerenciar seções no Ca.Tel.2D

Toda análise estrutural começa com a definição das propriedades geométricas e mecânicas dos elementos. No Ca.Tel.2D, esse processo é simples e rápido.

Ao acessar a janela de seções, a interface exibe imediatamente uma lista de seções prontas para uso. Se elas não se adequarem às suas necessidades, você pode usar os comandos localizados na parte direita da janela para definir uma nova seção, modificar uma existente ou eliminá-la definitivamente.


Adicionar uma nova seção

Se, por outro lado, você quiser definir uma nova seção, basta clicar no comando “Adicionar nova” na janela “seções”. O Ca.Tel.2D permite que você escolha entre uma seção retangular clássica, para a qual você precisará simplesmente indicar suas dimensões geométricas (base e altura), ou uma seção genérica, que requer a inserção da área e do momento de inércia.

Em ambos os casos, você tem a possibilidade de atribuir o módulo de elasticidade (E) do material para caracterizar o comportamento mecânico da estrutura.


Após concluir essa configuração, cada seção salva poderá ser associada às barras do seu modelo.

Editar, excluir e atribuir uma seção

Se precisar editar uma seção já presente na lista, selecione o elemento em questão e clique no comando “editar seção”. Dessa forma, você poderá alterar livremente o tipo da seção, seus parâmetros geométricos e todas as suas propriedades mecânicas.

Para excluir uma seção já definida, você pode selecionar o comando “excluir seção”. Aparecerá uma nova janela onde o Ca.Tel.2D solicitará uma confirmação para evitar a exclusão acidental de uma seção.



Você também pode atribuir uma seção diretamente a uma viga existente. Para isso, selecione a seção na lista à esquerda, clique no comando “Atribuir a uma viga” e insira o índice associado à viga. O Ca.Tel.2D aplicará a modificação assim que você clicar no comando “Atribuir”.

Para a estrutura plana em concreto armado que vamos modelar ao longo deste guia, definimos duas seções retangulares:

• 30 × 60 cm para os pilares;

• 30 × 50 cm para as vigas.


Ca.Tel.2D: criação dos nós do modelo

A grade geométrica do nosso quadro plano será formada através da criação de nove nós no plano X-Y. Para defini-los, abra a seção dedicada à inserção dos nós, insira os valores das coordenadas X e Y e, por fim, confirme a operação. Imediatamente após a inserção, você verá aparecer ao lado do nó definido uma etiqueta azul com seu índice de identificação.



Se, após criar os nós, você perceber que cometeu um erro na inserção das coordenadas X-Y, poderá corrigi-lo movendo o nó por meio da função “Mover”. Essa opção permite modificar as coordenadas do nó ou aplicar um incremento de deslocamento ao longo dos eixos X e Y para atualizar rapidamente toda a geometria.


Como criar as vigas do modelo no Ca.Tel.2D

Depois que os nós forem definidos, você pode criar as vigas, os próprios elementos estruturais, unindo os nós entre si. Essa etapa permite criar pilares, vigas ou, no caso de estruturas de aço, treliças inteiras.

Para criar uma barra, na janela apropriada, indique o nó inicial e o nó final da barra que deseja gerar. Nessa mesma janela, você também pode indicar a presença de uma eventual articulação interna, aplicando-a no início ou no final da barra. Essa opção é muito útil quando você precisa modelar esquemas estruturais com articulações internas, como, por exemplo, estruturas reticulares planas.



No menu suspenso específico, você poderá selecionar a seção desejada a ser atribuída à barra. Assim que criar a barra, o Ca.Tel.2D exibirá uma etiqueta vermelha com o número do elemento e, em verde, o tipo de seção associada.

Essa visualização das propriedades da barra pode ser ativada ou ocultada quando você quiser, simplesmente clicando no comando de informações localizado à esquerda da tela.

Restrições externas: como defini-las e atribuí-las a uma estrutura plana no Ca.Tel.2D

Para atribuir restrições externas ao modelo, clique no botão “Restrições”, insira o número de identificação do nó ao qual deseja atribuir a restrição externa e escolha os graus de liberdade a serem restringidos.



Para agilizar a operação, você pode utilizar os botões dedicados às restrições predefinidas, como encaixe, apoio ou carretel. Esses botões configuram automaticamente os graus de liberdade corretos a serem suprimidos com um único clique, agilizando a modelagem.

Se, por outro lado, a restrição que você precisa inserir não estiver entre as predefinidas, você pode optar por operar de forma totalmente manual, atuando nos graus de liberdade individuais presentes na parte inferior da janela de entrada.

Aqui você encontra as caixas de seleção que permitem bloquear seletivamente a translação horizontal ao longo do eixo X, a translação vertical ao longo do eixo Y ou a rotação do nó no plano.

Uma vez confirmada a operação, o símbolo gráfico da restrição aparecerá diretamente no nó correspondente para fornecer uma confirmação visual da inserção correta.

Em nosso estudo de caso, atribuímos aos nós 1, 2 e 3 três restrições externas do tipo encaixe, bloqueando qualquer possível translação ou rotação.

Como aplicar cargas no modelo do Ca.Tel.2D

No Ca.Tel.2D, é possível inserir tanto cargas distribuídas uniformemente nas barras quanto forças concentradas nos nós.

Para inserir uma carga distribuída, abra a seção correspondente, digite o número de identificação da barra e especifique a intensidade da força na direção X ou na direção Y. O Ca.Tel.2D perguntará se você prefere substituir as cargas já existentes nesse elemento ou se deseja somar a nova ação às inseridas anteriormente.

O aplicativo distribuirá a força ao longo de todo o comprimento da barra selecionada.


Se você precisar aplicar forças concentradas nos nós, acesse a função correspondente, insira o número de identificação do nó em questão e indique a intensidade da força horizontal, da força vertical e do eventual momento concentrado.




Nesse caso também, você pode escolher se deseja substituir ou somar a ação no nó.

Ao final da operação, todas as cargas serão exibidas graficamente no modelo com setas que indicam direção, posição e intensidade.

Em nosso treliço, inserimos uma carga distribuída vertical igual a -5 kN/m nas barras 7 e 8, e uma carga distribuída igual a -4 kN/m nas barras 9 e 10.

Execução da análise e visualização dos resultados no Ca.Tel.2D

Assim que o modelo estrutural estiver completo em todos os detalhes e pronto para o cálculo, clique no comando “Resolver” e aguarde alguns instantes enquanto o programa processa os dados.



Ao final da análise, você terá à disposição uma visão geral completa dos resultados, que poderá consultar navegando entre a configuração deformada e os diagramas de tensões internas.


Visualização da configuração deformada

A tela da configuração deformada mostra graficamente como a estrutura se deforma sob o efeito das forças aplicadas. Você pode usar a barra de rolagem para ampliar ou reduzir a magnitude dos deslocamentos exibidos na tela, ou clicar no comando de animação para ver o movimento dinâmico da estrutura.



Se precisar visualizar os dados numéricos dos deslocamentos, clique no botão de visualização dos deslocamentos para ler, nó por nó, o valor exato do deslocamento horizontal, do deslocamento vertical e da rotação expressa em radianos.

Os diagramas de tensões (M, V, N)

Além da configuração deformada, você poderá visualizar os diagramas das tensões de momento, cisalhamento e tensão normal.

O diagrama do momento fletor (M) destaca a evolução das tensões de flexão ao longo de cada barra, permitindo identificar imediatamente as zonas mais solicitadas e os pontos de momento máximo e mínimo.



O diagrama de cisalhamento (V) descreve a distribuição das forças de cisalhamento nos elementos, mostrando claramente as variações e os pontos de descontinuidade causados pelas cargas aplicadas.



O diagrama de esforço normal (N) concentra-se nas ações axiais presentes no interior das barras, permitindo distinguir quais elementos estão sujeitos a tração e quais estão submetidos a compressão.



Também nos diagramas de tensões, você pode usar a barra de rolagem para ampliar ou reduzir visualmente a extensão do diagrama de momento, de cisalhamento e de tensão normal.

Baixe o Ca.Tel.2D, o aplicativo para a resolução de esquemas estáticos planos de qualquer configuração (implementado no Microsoft Excel)


O Ca.Tel.2D é o aplicativo para a resolução de esquemas estáticos planos de qualquer configuração. Você pode usá-lo para analisar vigas reticulares, estruturas planas, andaimes metálicos e muito mais….

Para baixar o aplicativo gratuitamente, clique no link abaixo.

Baixe o Ca.Tel.2D >>


Criação automática de modelos: o assistente no Ca.Tel.2D

Se você deseja agilizar drasticamente a criação do esquema estático e eliminar etapas repetitivas, o Ca.Tel.2D possui uma poderosa ferramenta de geração automática: o assistente.

Você pode gerar automaticamente uma estrutura iniciando o assistente e selecionando a opção dedicada à estrutura plana. Na janela, basta definir os parâmetros fundamentais da estrutura, como o número de andares, o número de vãos, a altura de cada nível e a largura dos vãos.


Você também poderá predefinir a seção a ser atribuída às vigas e pilares, a carga distribuída a ser aplicada nas travessas e o tipo de restrição a ser posicionada nos nós de base. Após a confirmação dos dados, a funcionalidade do assistente define a estrutura completa da estrutura.

O uso dessa automação reduz drasticamente o tempo de criação do modelo, eliminando a inserção manual de nós e barras.

Além disso, o modelo gerado pelo assistente não é um esquema “fixo”, mas constitui simplesmente um ponto de partida rápido. Após a geração automática, você tem total liberdade para modificar cada componente, mover ou eliminar nós e barras, alterar as seções e as restrições e adicionar novas cargas.


Baixe o Ca.Tel.2D Premium para aproveitar o assistente automático


Para aproveitar os recursos avançados do assistente e criar automaticamente esquemas estáticos de estruturas planas e treliças, você pode baixar o aplicativo Ca.Tel.2D Premium clicando no botão abaixo. Você encontrará uma descrição detalhada de todos os recursos avançados da versão Premium.

Baixe o Ca.Tel.2D Premium >>

Conclusões

O Ca.Tel.2D é o aplicativo implementado no Microsoft Excel que permite criar de forma simples e imediata qualquer esquema estático plano, chegando rapidamente ao cálculo final e à visualização dos diagramas de solicitações e da configuração deformada.

Neste tutorial, acompanhamos todo o processo de modelagem e análise estrutural de uma estrutura plana no Ca.Tel.2D.

Ferramentas avançadas, como o assistente automático, tornam seu trabalho ainda mais rápido e eficiente, reduzindo ao mínimo o tempo de projeto. O Ca.Tel.2D se mostra a solução ideal para passar imediatamente da análise estática para as verificações de resistência sem complicações.

Se você achou útil este tutorial sobre o uso do Ca.Tel.2D, recomende-o aos seus colegas no LinkedIn ou aos seus amigos na sua rede social preferida.

Ler Mais
 
Clube do Concreto . | by TNB ©2010