1 2 3 4

JOÃO FILGUEIRAS LIMA - LELÉ (1/2)

1-Introdução 

Ninguém pode contestar a inventividade de João Filgueiras Lima conhecido por Lelé um arquiteto brasileiro da contemporaneidade, com os seus métodos de construção, a racionalização dos canteiros que o fizeram a desenvolver novos pré-fabricados, não deixando de lado as suas  magnificas obras. João Figueiras Lima nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1932.

Estas suas obras e fabricas se espalharam pelo Brasil no final da década de 50 que começou em Brasília e nas décadas de 80 a 90 entraram as suas fabricas.

Saiba que não existiu ninguém até hoje com uma gama tão grande de novos produtos de concreto pré-fabricado e que Lelé pode ser considerado, entre outros, como precursor e desbravador da industrialização da construção no Brasil. .

Vale ainda destacar a referencia internacional de Lelé pelo Grande Prêmio da Primeira Bienal de Arquitetura e Engenharia de Madrid pelo projeto da unidade do Sarah em Salvador, em 1998. Ganhou o premio pela PINI  pelo seu “Reconhecimento Setorial”.


Vejamos então o que é Argamassa Armada

É um tipo particular de concreto armado, composto por argamassa de cimento e agregado miúdo e armadura difusa, em geral constituída de telas de aço de malhas de pequena abertura, distribuídas em toda a seção transversal da peça. (HANAI, 1992)


Vou mostrar em diversas publicações o seu trabalho de a argamassa armada que ainda hoje tem destaque na sua aplicação em favelas e no saneamento básico, quando Lelé em 1979, trabalhou para a Prefeitura de Salvador,

2-Escadarias Drenantes e Rampas

Começando com as escadarias drenantes  em Salvador (Brasil),onde com uma proposta para a infra-estrutura pela  OCEPLAN - Órgão Central de Planejamento, se deu inicio a ideia de ser construído com tijolos e por cima destes colocados placas de concreto armado que iriam servir a circulação de pedestres, Com esta proposta inicial Lelé aperfeiçoou a ideia e em 1979 Lelé implanta sua primeira fábrica de edificações, a Companhia de Renovação Urbana de Salvador (Renurb) e em 1982, monta sua segunda fábrica, onde realiza sua primeira obra integralmente construída com componentes em argamassa armada, com montagem inteiramente manual .

Principais objetivos que deveriam ser resolvidos:
-as escadarias e rampas de acesso
-coletar as águas pluviais e servidas
- ter peças para poder se transportar por dois homens devido aos problemas dos taludes íngremes das favelas,
- que os locais são de dificílimo acesso devido ao acesso por ruas estreitas
-os  terrenos são de baixa resistência de suporte.

Esta problemas foram assim solucionados por Lelé:
- com peças leves,
- peças fáceis de se fabricar,
- sem exigência de maquinários,
- com encaixes simples
- montagem manual
- com custo baixo em relação a outros sistemas
- com cura do concreto e da argamassa armada

E resolvendo todos os problemas citados, veja como ficou este produto:


Foto da bibliografia de CRISTINA CÂNCIO TRIGO- Módulo drenante e placa de degrau




Foto de http://www.vitruvius.com.br/media/images/magazines/grid_9/79ac_377-01.jpg

Serviços para a montagem das escadarias/rampas drenantes

- Abertura das cavas de fundação para assentamento dos pré-fabricados
- Limpeza
- Fazer a base em solo-cimento bem compactada por processos mecânicos
- Carregar/transportar/descarregar e assentar os elementos
- Reaterro das cavas nas laterais com o solo-cimento
- Proteção nas laterais dos elementos com argamassa de comento e areia
-  Acabamento em geral

Claro que tem-se um projeto para cada obra a ser executada, com suas medidas e o total de cada elemento.

Veja abaixo as fotos inéditas que digitalizei  de meu particular acervo:








Esclareço que a bibliografia será colocada na última publicação, assim como uma ideia de produtividade na implantação de cada produto, e seus volumes e taxas de armaduras utilizados

Então  até a próxima,

Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra
Leia Mais

Que assentamento de blocos intertravados !!!



e para espalhar a areia:





O vídeo diz tudo,sem comentários...veja que produtividade em assentamento de blocos intertravados......

link youtube
machinaalbestratingsbedrijf van der fels
link site
http://www.vanderfelsbestratingen.nl/


Leia Mais

TESTE SLUMP pela norma europeia

 

    
O Teste de queda do concreto que mede a a capacidade do concreto fresco, verificando a consistência do concreto fresco e o fluxo de concreto. É rápido e fácil se checar e ver se o concreto é adequado para o trabalho ou não.

Basicamente o teste de Slump é realizado da mesma forma no Brasil, descrevo essa publicação sobre a norma Européia.  

Slump teste é um teste importante que nos ajudar a chegar concreto fresco homogêneo antes de ser aplicado no local. O teste de queda é efeito direto sobre a resistência à compressão do concreto endurecido, mas não garante a resistência do concreto.

Aparelho de teste para o Slump 

(Sempre aparelhos limpos e secos após cada uso)
  1. cone de queda (feita de metal forte) 1,5 mm de espessura, dimensão interna é de 20 cm (8 polegadas) e superior a 10 cm (4 polegadas) de diâmetro e a altura do cone 30 cm (12 polegadas).
  2. Barra de aço para compactação 15 mm de diâmetro e 60 cm de altura.e ponta semi esférica (no Brasil é 16mm)
  3. Base  
  4. Funil
  5. Régua de aço 
  6. Escova e desmoldante 
  7. Balde ou carrinho de mão 

Procedimento Passo a Passo 

  1. Misturar a amostra de concreto adequadamente 
  2. Certifique-se de molde e placa de base estão limpos 
  3. Coloque o molde na mesa horizontal ou qualquer piso ou da terra (no chão ou terra deve ser limpo) 
  4. Encher o molde em três camadas 
  5. Em cada camada fazer 25 golpes 
  6.   Se faltar concreto encher o cone  
  7. Cuidadosamente limpar o que se derramou na placa de base e em  todo o molde 
  8. Retire cuidadosamente o molde para cima no máximo de 10 segundos
  9. Medir a distância entre o lado inferior da haste e o ponto mais alto do concreto - esse valor da diminuição da altura é o valor do Slump  

Classes de Slump

De acordo com a norma europeia EN 206-1: 2000 cinco classes de queda:
      • S1 - 10 mm a 40 mm
      • S2 - 50 mm e 90 mm,
      • S3 - 100 mm a 150 mm
      • S4 - 160 mm a 210 mm
      • S5 -     >  220 milímetros 

Tipos de Queda 

Betão teste Slump
Tipos de Queda 
  1. Verdadeiro 
  2. Colapso 
  3. Corte 
    1. Verdadeiro  
      • No verdadeiro existe a  queda do  simples concreto, e mantem mais ou menos à forma. 
    2. Colapso
      • No  colapso o concreto desmorona completamente.
    3.  Corte
      • Em corte o concreto cai da parte superior para fora com deslizamento lateral.  











Slump Teste pelo engenheiro Muhammad Arfan





Slump Teste pelo engenheiro Muhammad Arfan


Slump Teste pelo engenheiro Muhammad Arfan


Slump Teste pelo engenheiro Muhammad Arfan



Nota:-


  • Se a queda não é verdadeira, tirar uma nova amostra e repetir esse procedimento novamente, se a segunda queda não é verdade reavalie,
  • Completar os certificados de amostragem e ensaio 
Bibliografia:
Leia Mais

Finalidades do Slump Test

Tenho uma publicação que é  Afinal Slump Test Para Que? que já alcançou mais de 67.000 visualizações, nesta publicação cito que devemos ter todo cuidado na utilização deste ensaio de recebimento do concreto que deveria utilizado somente em laboratório para se conferir a coesão, teor de argamassa, teor de areia, estabilidade do traço, etc ...

Logo abaixo temos uma publicação do IME em que consta as utilizações e  recebi esta sugestão de Ronit de Moçambique sobre as utlizações do Slump Test:

Devemos fazer uma verificação de estabilidade do traço. Depois de se fazer o ensaio do Slump e após a remoção do cone, devemos dar golpes na travessa (que fica em baixo do cone) para ver se o concreto flui circularmente, fazendo um "SLUMP" e ver também se os agregados se descolarão, isto é como uma avaliação da estabilidade. Esse tipo de traço é muito resistente a variações.

Em outra conversa com Ronit ficou claro que quando Abrams idealizou o ensaio de abatimento não EXISTIAM ADITIVOS, e hoje podemos fazer um concreto mais fluido e com maior abatimento colocando mais aditivo ou mesmo colocando um aditivo de melhor qualidade.

Vale lembrar que o  ensaio de abatimento foi idealizado a mais de 100 anos, portanto não recusem caminhões de concreto porque o slump saiu de faixa, deve-se averiguar o que está havendo, essa é deve ser a opinião de qualquer tecnólogo de concreto..

É bom sempre lembrar que Slump conforme não garante a resistência do concreto...


Vídeo abaixo de como deve ser o Slump 













Veja agora  as tabelas abaixo onde são utilizados valores que devem ser revistos, os concretos atuais permitem utilizar Slumps bem maiores do que os constantes abaixo. Tem-se utilizado valores bem maiores veja pelo Dr. B. Bhattacharjee grande conhecedor do assunto





Bibliografia :
http://aquarius.ime.eb.br/~moniz/matconst2/conc09.pdf
Leia Mais

O que é Slump Test (ensaio de abatimento)?


Para o realizar precisamos de ter o equipamento para o ensaio de abatimento do tronco de cone é realmente muito simples.

Consiste de uma haste de socamento e de um tronco de cone de 300 mm de altura, 100 mm de diâmetro no topo e 200 mm de diâmetro na base.

O tronco de cone é preenchido com concreto, em três camadas com 25 golpes penetrando parcialmente a camada anterior, e depois vagarosamente suspensa. O concreto sem suporte abate-se pelo seu próprio peso.Veja a postagem de passo a passo com a sequencia da explicação.




A diminuição da altura do tronco de cone é chamada de abatimento do concreto. O ensaio de abatimento não é adequado para medir a consistência de concreto muito fluido ou muito seco.

Não é uma boa medida da trabalhabilidade, embora seja satisfatório para medida da consistência ou das características de fluidez de um concreto. A principal função deste ensaio é fornecer um método simples e conveniente para controlar a uniformidade da produção de concreto de diferentes betonadas. Assim, uma variação fora do normal no resultado do abatimento pode significar numa mudança imprevista nas proporções da mistura (traço), granulometria do agregado ou teor de água.

Abaixo também uma tabela dos abatimentos recomendados para o concreto utilizados com diversos usos, mas é bom lembrar que os aditivos evoluiram e hoje temos concretos com slump muito superiores a estas recomendações.
 ABATIMENTOS RECOMENDÁVEIS PARA O CONCRETO

TIPOS DE CONSTRUÇÃO

ABATIMENTO ( CM)*
Máximo
Mínimo
Muros de arrimo e sapatas reforçadas
Sapatas massivas, muros de subestruturas
Lajes, vigas e muros s
Colunas de edifícios
Pavimentos                                                                
Construção massiva pesada
12.5
10.0
15.0
15.0
7.5
7.5
5.0
2.5
7.5
7.5
5.0
2.5
*    Quando se utiliza vibradores de alta frequência os valores mostrados devem ser reduzidos em cerca de um  terço.

Consistência- Assentamento (cm)
      Seca 0-2
      Plástica 3-5
      Branda 6-9
      Fluida 10-15

Leia Mais

Veja o Concreto Atual Dosado pelo DPCON



Este vídeo foi realizado hoje em uma concretagem de uma laje. Muito longe daqui esse feito foi realizado, em uma central de concreto em Moçambique/Maputo. O vídeo me foi enviado por Ronit, essa dosagem obedeceu a dosagem do concreto pelo método que venho divulgando, o DPCON.

Observe o teor de argamassa, parece que o concreto não vai adensar, mas tudo sob controle. Controlado o teor de água, de finos, de argamassa,a granulometria, resistência, tudo colocado em ordem, como resultado um concreto espelhado. Agradeço a Ronit a sua persistência na melhoria deste método.





Muitos ajustes foram feitos neste método de dosagem desde a versão um, e a mudança mais importante eu posso citar que é o controle dos finos no concreto. Veja abaixo o vídeo do SLUMP , sem comentários, uma perfeição de um concreto Tixotropico ...e  digo ainda que os seus materiais não o ajudam a dosar....

Leia aqui sobre o que é um concreto tixotrópico:

A tixotropia é a propriedade que alguns materiais apresentam, quando no estado plástico, de adquirirem uma consistência gelatinosa quando deixados em repouso, mas ao serem solicitados ou agitados por esforços externos retornam a um estado fluido, viscoso (GIAMMUSSO, 1989).

Veja um vídeo:

http://www.clubedoconcreto.com.br/2015/08/tixotropia-o-que-e-isso.html


Só resto a dizer que valeu RONIT , um grande abraço a você e a todos os seu COLABORADORES.

Ruy Serafim de Teixeira Guerra

Leia Mais

Como Otimizar o Custo de Vigas (4) Otimização

Agora é começar a analise. 

Uma analise em conjunto no QUADRO RESUMO com os 4 índices básicos de cálculo (-Momentos
-Cortantes-Flechas-Fissuração) nos facilita para que possamos procurar as variáveis (h,fck,ɸl e ɸt) com a finalidade de se atender uma relação de esforços solicitantes e resistentes próxima a 1 e com o Custo desse elemento sendo analisado.

Tudo muito diferente do usual, hoje a maioria dos calculistas calculam as armaduras longitudinais/transversais/pele e verificam as flechas e fissuras mas não analisamos tudo conjuntamente com a intenção de obter o menor custo para o elemento analisado.....

Esforços:
Rd – esforço resistente de cálculo
Sd – esforço solicitante de cálculo

Elementos básicos de cálculo:
1-Momentos
2-Cortantes
3-Flechas
4-Fissuração

Variáveis:
1-a altura (h) da seção transversal, 
2-a resistência característica do concreto à compressão (fck) e 
3-o diâmetro das armaduras longitudinais ɸl e transversais ɸt .

Uma boa partida para pré-dimensionar a altura h é se adotar h= raiz(6*Md/(b*Fck)) + 2* cobrimento.

Começando então agora é só  utilizar com variação a altura h até obter para Momentos um valor de Sd / Rd = 1 e verificar a relação nos outros 3 itens e é claro deve-se ver o seu custo.

Altere o fck e verifique o aumento de  Sd / Rd  e o custo da peça.

Temos que reduzindo a altura a Flecha poderá não ser atendida mas temos a opção de minimizar estas deformações excessivas utilizando contra-flecha.


O que é contra-flecha:
é o deslocamento vertical intencional aplicado durante a montagem das escoras, ou seja, no sentido contrário ao da flecha.

A expressão proposta por Pinheiro (2007) está logo abaixo, mas lembre-se que pela norma NBR6118 o valor da contra flecha não poderá ser superior a relação L/350

ac=ai+af/2 <  L/350

Onde:
ac = contra-flecha;
ai = flecha imediata
af = flecha diferida

Uma outra opção é de se aumentar o tempo de escoramento desse elemento, aumentando assim o tempo de aplicação inicial  das cargas. Existe também a importância da realização de uma cura adequada e com controle para minimizar os efeitos de fluência e retração.

Outra opção que não é muito usual porque onera o custo da viga, seria se adotar uma armadura superior (A's) maior fazendo com que o valor do fator de fluência seja diminuído. (na razão inversa de = 1+ A's/Aconcreto)

Se houver problemas de Fissuração pode-se alterar os diâmetros das armaduras longitudinais para se verificar se o problema se corrige, não corrigindo deve-se aumentar a altura h do elemento.

Veja que temos muitas opções de análise para corrigir o elemento quando não está em conformidade em algum item no dimensionamento e temos também um acompanhamento do custo desta viga.

Vou terminar esta etapa, creio que consegui explicar o básico de um cálculo estrutural MODERNO de uma viga:

Não se deve ter as armaduras simplesmente calculadas em separado mas sim em um único cálculo com um QUADRO RESUMO e com um QUADRO DE CUSTO.

Vou ver se faço uma ultima publicação que se trata de MEDIR a eficiência do projeto em suas armaduras, tudo conforme o que já expliquei numa anterior publicação A IMPORTÂNCIA DE MEDIR.



Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra



Leia Mais

Como Otimizar o Custo de Vigas (3) Variáveis



Para se desenvolver uma analise simples de otimização, as variáveis para serem consideradas no cálculo de uma viga de concreto armado são:

-as dimensões da base (b), 
-a altura (h) da seção transversal, 
-a resistência característica do concreto à compressão (fck) e 
-o diâmetro das armaduras longitudinais ɸl  e transversais ɸt .

Quanto ao valor da base (b) normalmente é determinado pelo projeto arquitetônico da estrutura ou mesmo quando for pré-fabricada temos por termos largura minima para apoios de lajes, então este valor da base não será objeto de otimização.

E temos através de cálculo estrutural um quadro de Resultados:



É preciso ter neste quadro de Resultados o valor de  Sd / Rd  1  para se atender as instruções normativas.

Para se fazer este quadro de Resultados temos quando no cálculo estrutural se analisar as restrições, que são os indicados pela norma NBR6118-2014, restrições tais como: minimo para base/flechas/fissuras/tensão de compressão nas bielas/taxa de armadura longitudinal entre outros.

 O quadro abaixo representa a analise de custo da viga que estaríamos dimensionando:


Repare neste quadro que temos para a viga: o consumo de concreto em m3 , a taxa de aço em Kg por m3 e a quantidade das formas por m2 e frete por m3 de concreto.

Temos os valores unitários do concreto aplicado, do aço pronto aplicado, das formas e do frete (válido para  vigas pré-fabricadas)

Deveremos então agora começar o trabalho de refinamento para otimizar o custo de vigas pelas suas variaveis (h, fck, ɸl  ɸt) vou tentar explicar como se fazer em cada item do dimensionamento, mas deve-se ter em mente que a procura deverá ser para o menor custo possível da viga em dimensionamento. 

Na quarta parte tratarei de cada variável para que se possa atender a um menor custo da viga em questão.

Só quero lembrar que cada item do quadro de resultado deve ser analisado por profissional que tenha experiencia em cálculo estrutural.

Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra




Leia Mais

Como Otimizar o Custo de Vigas (2) Analises



No Brasil temos a norma NBR6118 /2014  Projeto de estruturas de concreto - Procedimento,  da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.

Vejamos o item 12.5.2 o qual trata das condições de segurança:

 12.5.2 Condições analíticas de segurança

As condições analíticas de segurança estabelecem que as resistências não podem ser menores que as solicitações e devem ser verificadas em relação a todos os estados-limites e todos os carregamentos especificados para o tipo de construção considerado, ou seja, em qualquer caso deve ser respeitada a condição:

Rd ≥ Sd

Para a verificação do estado-limite último de perda de equilíbrio como corpo rígido, Rd e Sd devem assumir os valores de cálculo das ações estabilizantes e desestabilizantes respectivamente.

onde:
Rd – esforço resistente de cálculo
Sd – esforço solicitante de cálculo

Logo poderemos escrever essa fórmula assim:  Sd / Rd <  1 

Basicamente em um cálculo de vigas teremos de dimensionar (não considerarei Torção)

1- As armaduras longitudinais necessárias para combater o esforço de flexão. Teremos vigas com armadura simples e teremos armaduras duplas quando o esforço solicitante é elevado.O cálculo dessas armaduras são obtidos por equações de equilíbrio estático na seção transversal de cálculo.

2- A armadura longitudinal lateral chamada de armadura de pele, deve ser utilizada com vigas de altura superior a 60cm, de acordo com o item    17.3.5.2.3  da norma NBR6118/2014, veja este item:

17.3.5.2.3 Armadura de pele

A mínima armadura lateral deve ser 0,10 % Ac,alma em cada face da alma da viga e composta por barras de CA-50 ou CA-60, com espaçamento não maior que 20 cm e devidamente ancorada nos apoios, respeitado o disposto em 17.3.3.2, não sendo necessária uma armadura superior a 5 cm2/m por face.

Em vigas com altura igual ou inferior a 60 cm, pode ser dispensada a utilização da armadura de pele.

As armaduras principais de tração e de compressão não podem ser computadas no cálculo da armadura de pele.

3-Para as armaduras transversais que vão combater o esforço cortante, seu cálculo se baseia na teoria da treliça de Morsch, onde temos os banzos e diagonais comprimidos são estruturados pelo concreto e o banzo tracionado pelas armaduras longitudinais e as diagonais comprimidas pelos estribos.

4-Temos que analisar a deformação da viga, esta deformação é analisada pela equação da linha elástica conforme a teoria da resistência dos materiais.Essa deformação é analisada por dois itens na norma NBR6118/2014, a flecha de origem instantânea e a flecha diferida com o tempo, onde se associa ao fenômeno de fluência. Veja os itens:  

17.3.2.1.1 Flecha imediata em vigas de concreto armado e o item 
17.3.2.1.2 Cálculo da flecha diferida no tempo para vigas de concreto armado

5-Por último demos avaliar a abertura de fissuras, de acordo com o item 17.3.3.2 Controle da fissuração através da limitação da abertura estimada das fissuras

Parece tudo muito complicado mas não o é bem assim, vejamos:

Temos de calcular os momentos/cortantes/armaduras de pele/deformações/fissuração e fazer a relação Sd / Rd  e verificar em cada item o quanto estamos utilizando e este valor é claro que deve ser  1

Sempre calculamos as armaduras mas não é usual se fazer e analisar um quadro resumo com estes RESULTADOS destas relações...veja como ficaria este quadro em uma planilha em Excel:


Na próxima publicação teremos a analise de custo de vigas para poder finalmente se otimizar...

Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra 



Leia Mais

Como Otimizar o Custo de Vigas (1) Introdução



Com a definição da estrutura que certamente foi realizada por um Projeto Arquitetônico básico, o calculista determina:

1-Materiais a serem utilizados nas alvenarias (gesso, bloco cerâmico, bloco de concreto..)
2-Tipo de laje a ser utilizada (alveolar protendida, maciça, treliçada, volterrana...)
3-Dimensões preliminares de todos elementos estruturais tais como vigas, pilares,escadas, etc
4-Locação preliminar de pilares
5-Vãos de vigas e lajes
6-Tipo de obra para a definição de sobrecargas
7-Tipo de material a ser utilizado nos elementos estruturais.
8-Carregamento da estrutura pelas definições dos itens anteriores.

A escolha destes itens normalmente é feita pela experiencia do calculista ou pode até ser exigida pelo arquiteto em seu projeto básico. As dimensões para os elementos estruturais, o calculista normalmente se baseia em projetos similares anteriores, mas tudo pode ser revisto durante o processo de cálculo para que se defina a elaboração do Projeto Estrutural.

As soluções para definição das dimensões dos elementos estruturais são muitas e com isso se procura uma solução que forneça um Custo Otimizado a qual deveria ser a solução mais econômica para o projeto estrutural como um todo.

Embora as ferramentas computacionais para analise e dimensionamento de estruturas tenham evoluído, não é usual por estes programas existirem módulos para a busca de soluções que otimizem o custo de cada elemento estrutural. Refinar um projeto, ou seja procurar soluções que otimizem cada elemento se torna praticamente inviável porque sempre os prazos são muito curtos para a elaboração do Projeto Estrutural  e no finalmente.... se adota usualmente a solução que atenda a todos os requisitos exigidos por instruções normativas. 

Na segunda publicação tratarei de ideias para se otimizar o custo em vigas, e aguardo sugestões para o assunto que serão muito bem vindas,

Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra

Leia Mais

O que são Vergas,contravergas e cintas de amarração?

Os contornos dos vãos de portas e janelas estão sujeitos a tensões concentradas, em virtude das solicitações mecânicas a que as paredes estarão sujeitas, causando fissuras indesejáveis nos cantos e no meio do vão dos caixilhos. Para evitar este problema, lança-se mão das vergas, contravergas e cintas. Tal reforço deve dar suporte às movimentações e as caragas sobre ela.


Entende-se como:

  • Verga: elemento estrutural executado acima dos vãos dos caixilhos.
  • Contraverga: elemento estrutural executado imediatamente abaixo dos vãos de janelas e vãos abertos em alvenarias.
  • Cinta de amarração: viga de pequena seção executada no final da alvenaria (respaldo) com a finalidade de promover a solidarização (ou "amarração") entre as alvenarias da construção. Tem também a função de melhor distribuir o peso da laje e da cobertura sobre a alvenaria.
As vergas e contravergas devem ultrapassar 40 cm cada lado de vão e quando o vão for superior a 1,20 m, as vergas devem ser dimensionadas como vigas armadas.

No caso de paredes com altura superior a três metros, devem ser previstas vigas de cintamento intermediárias para absorção das tensões laterais a que as paredes estiverem sujeitas. Acima de cinco metros, as paredes devem ser calculadas como alvenaria estrutural.

As vergas e contravergas são executadas colocando tábuas em ambas as faces das paredes preenchidas com concreto convencional, porém com brita um ou zero, e como sugestão serem armadas com dois ferros de 8 mm (para vão até 1,20 m). 

Pode-se optar pela utilização de blocos do tipo canaletas para a execução desses elementos. No caso das cintas de amarração o procedimento é idêntico, porém com a colocação dos ferros ao longo de toda a extensão (perímetro) da alvenaria. É prática comum para pequenas obras a colocação desses ferros entre as duas ultimas camadas de alvenaria e assentados com argamassa de cimento e areia no traço em volume 1:3.



Leia Mais

Montagem das casas Dome


Como é fácil se montar uma casa Dome:


veja mais casas construídas:
http://www.i-domehouse.com/case.html


2sets de DomeHouse7700 + PointedArchLongDome1
Leia Mais
 
Clube do Concreto | by TNB ©2010