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Explicações das teorias de Kenday - parte2

As explicações das teorias de Kenday em sua primeira parte teve explicações que sequer não existem nos meios acadêmicos e nem sequer em teses de doutorado, vou continuar expondo o que no seu livro parece de difícil entendimento até para os mais experientes.

Os efeitos da forma da partícula e o teor de finos (silte) permanecem com o problema de que a superfície específica nas suas frações mais finas da peneira  procuram mais água. 

Há uma explicação que é dada por Kenday que é assim:

Uma areia quando fica molhada pode envolver uma espessura de película uniforme de água sobre toda a sua superfície. Se isto é o que acontece, então é muito claro por que exigência de água deve ser exatamente proporcional à superfície específica. No entanto, a areia também irá estar molhada, se todos os espaços vazios em uma massa estão cheios de água.

Não há nenhum efeito no tamanho dos grãos envolvidos nos vazios percentuais em uma areia. Um único agregado 40 milímetros terá o mesmo índice de vazios de que um como uma fração de peneira de tamanho único de 150 um, se as formas de partículas são as mesmas.

Temos assim que a quantidade de água necessária para encher os espaços vazios estabelece um limite superior para a água, que se aplicará por menos do que isso e sendo calculada a partir da área de superfície. É por isso que as frações de peneiras menores podem ser atribuídas apenas um efeito limitado sobre a 'Superfície Específica Modificada -SS ' “isso é ser um predito de necessidade de água”.

Uma vez que os valores são empíricos, uma dificuldade surge quando uma série de peneiras diferentes são utilizadas. Isto tem sido limitado anteriormente a aplicabilidade internacional do sistema. Recentemente Kenday cita que os valores originais foram plotados em um valor de SS em função de logarítmico que significa um gráfico de tamanho e uma curva regular.

A confecção de uma tabela de valores interpolados a partir desta curva permite que um valor de SS para ser atribuído ao registo de tamanho do material entre quaisquer dois crivos de uma série.

Isto eu o fiz no gráfico que é exponencial logo abaixo,veja que a curva é quase perfeita, e coloquei para verificar o seu desvio e tem-se um R2 de 0.9827 bem próximo ao verdadeiro em curva exponencial aos valores recomendados por Kenday para a Superfície Especifica Modificada, falta um pequeno ajuste em algumas partículas,veja o gráfico abaixo :



Kenday sugere os valores dos Fatores para o SS modificado da tabela abaixo, estes foram os valores que estão no gráfico,Os valores apresentados nesta tabela podem ser utilizados, quer por uma mistura para dois agregados ou para uma mistura de classificação previamente combinada. Sendo ai onde reside a dificuldade para se misturar mais de dois agregados.


Os valores de SS para o Road Note 4 (RRL, 1950) estão  apresentados abaixo


Kenday cita que os Finos (silte) ou argila numa mistura de concreto certamente tem o potencial de causar um aumento muito substancial na necessidade de água. A sua experiencia mostra que para valores de até 6% em volume não há efeito na quantidade do teor de água e que para valores acima deste, o efeito do aumento do teor de água tende a ser razoavelmente linear.

Tal como acontece com a angularidade de partículas, as partículas mais finas (silte) aumentam as necessidades de água, sem justificar uma redução de compensação em porcentagem areia. Portanto, se a superfície específica é para ser usado para a dosagem total, o efeito do teor de finos também deve ser permitido separadamente em vez de serem incluídas na figura superfície específicas.

O aumento da água causada depende tanto da quantidade de finos (silte) e da sua natureza. Para um certo peso de de silte muito fino cita que fará aumentar cerca de três vezes mais o aumento na demanda de água do que em pó britados.

Kenday orienta para o estudante novo de concreto ao teste de sedimentação para integrar ambos os fatores e dar uma boa proporcionalidade ao aumento da demanda de água.

Outro exemplo a necessidade de avaliar a importância relativa refere-se a testes de agregado fino, em geral. A imprecisão na determinação de qualquer silte ou classificação é muitas vezes menos importante do que a dificuldade de obtenção de uma amostra verdadeiramente representativa.

Alguns agregados finos são extremamente consistentes ao longo do percurso de sua entrega, mas outros podem não o ser se as condições de transporte e descarga forem inadequadas. Esta variação pode ser significativa, com os testes relativamente fáceis de fazer nesta hora  podem ser mais valiosos do que com determinações muito mais precisas. Se um teste indica uma mudança significativa, a primeira ação deve ser a repeti-la em uma segunda amostra para confirmação.

Agora vou encerrar esta segunda parte para não cansar e para que se entenda estas ideias novas e lembre que não são muito novas ....


Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra


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Explicações das teorias de Kenday - parte1

A utilização de superfície específica para se dosar concretos não é uma ideia muito nova, como cita Kenday em seu livro, já em 1954, Newman e Teychenné estabeleceram um processo pelo qual figuras superficiais específicas poderiam ser até utilizadas para substituir as curvas tipo de classificação do Road Note 4.

Estes tecnólogos afirmaram o princípio de que:

1-Se a granulometria de uma mistura combinada é alterada de tal forma que a superfície específica total seja alterada, será obtido concretos de propriedades diferentes

2-Se a granulometria de uma mistura combinada é alterada mas a superfície específica total é mantida constante, as propriedades podem ser as mesmas nestes concretos obtidos.

Veja o que Abrams também já dizia na sua publicação no ano de 1918 na página 5 (bem antes de Newman e Teychenné-1954), praticamente já diziam a mesma coisa....


"Agregados de qualidades equivalentes na feitura do concreto podem ser produzidos por um número infinito de diferentes granulometrias de um dado material. Agregados de qualidades equivalentes na feitura do concreto podem ser produzidos a partir de materiais com tamanhos e granulometrias muito diferentes.

Em geral, agregados finos e agregados graúdos, de tamanhos ou granulometrias muito diferentes, podem ser combinados de modo a produzir resultados similares no concreto."

Mas como Kenday comenta que já existia uma discussão sobre este assunto de superfície especifica que foi publicada por Newman e Teychenné e que contém referências ao uso anterior (1918-1919) do conceito por Edwards (1918) e Young (1919) nos EUA. Estes conceitos são de data ainda anterior em 25 anos, como é citado em seu livro.

Nesta época (25 anos antes de 1919) Edwards não tinha meios de medição de área de superfície e realmente se contava o número de partículas em cada fração de peneira para iniciar o seu cálculo da área de superfície, Mas para as partículas mais finas isso é claro que foi um obstáculo !!

Nessa época muitos tecnologistas perceberam então que a superfície específica não poderia ser a chave para quantificar o efeito pela superfície específica.

Mas prosseguindo com a discussão Newman e Teychenné (1954) relata Young como tendo desenvolvido o conceito Módulo de Superfície. Este utiliza o fato de que a série normal de aberturas de peneiras diminui em progressão geométrica e, por conseguinte, assumindo que as partículas esféricas, as suas áreas de superfície aumentam em uma progressão geométrica.

Isto é, cada um é o dobro da precedente na série de 38 mm, 19,0 mm, 9,5 mm, 4,75 mm, 2,36 mm, 1,18 mm, 0,60 mm, 0,30 mm, 0,15 mm , veja o quadro abaixo.



O Módulo de Superfície ( última coluna da figura acima) nada mais é que o peso para multiplicar cada parcela retida numa peneira, isso foi feito numa dosagem do concreto pelo método de Kenday, veja AQUI

Esta é uma técnica bastante simples. Mais tarde, foi retomada por Stewart (1951) e por Kenday que comenta que para ele não ficou claro o por que desta técnica não ganhar aceitação naquela época, mas cita que os tecnologistas deste tempo eram muito preocupados com as falhas do concreto para tomar a forma de partículas em suas dosagens.

Como se sabe a forma da partícula faz alterar a sua área de superfície para determinados tamanhos. No caso dos agregados finos, em particular, certamente também irá afetar a exigência de uma maior quantidade de água numa mistura, pelo aumento substancial da área de superfície que devera ser molhada.

A questão é que seria útil para corrigir o Módulo de Superfície  para este efeito, mesmo que fosse fácil de quantificar isto com precisão.

Deve-se ter em mente que há dois objetivos para se utilizar o Módulo de Superfície:

-O primeiro objetivo é a determinação do teor de água, para que tal correção quando se altera uma mistura seja útil para o processo de dosagem do concreto.

- O segundo objetivo é mais crucial. Esta é a utilização de a superfície específica como uma base num projeto de mistura para um teor variável de agregado fino.

A redução do percentual de agregado fino para ir CONTRA O AUMENTO  DA FINURA com as suas consequências depende de três efeitos, como cita Kenday: (isto é muito importante)

1-O primeiro que é o principal efeito será para combater o aumento necessidade de água. Isso é possível desde que uma porcentagem menor de um agregado fino tenha a mesma coesão ou resistência a segregação do que uma quantidade maior de um agregado com grossos e finos.

No entanto, continua a haver uma justificação adicional necessária para esta redução de agregados finos.

2-Esta justificação é que um agregado fino causa menos perturbação para a embalagem do agregado graúdo. Um agregado graúdo bem empacotado requer um agregado inferior fino para preencher seus vazios e, portanto, não pode haver uma quantidade similar livre ou aparente de agregado fino (na verdade argamassa) nestes dois casos.

3- Nas partículas mais angulares que têm uma superfície específica mais elevada, mas causam mais, e não menos, interrupção no empacotamento do agregado graúdo.

Portanto, uma forma das partículas mais angulares não justificaria um reduzido teor de agregado fino. Assim, um Módulo de Superfície que teve angularidade de partículas em conta com um critério menos satisfatório pela qual se avalia a porcentagem agregado fino desejável, ou seja, partículas angulares requerem uma maior quantidade de agregados finos.

A resposta para este dilema é não incluir qualquer fator de forma na superfície específica, mas sim para permitir separadamente para o efeito da forma na necessidade de água.

Vou encerrar esta primeira parte aqui, o texto já está muito longo e fica cansativo se entender estas ideias novas e lembre que não são muito novas ....


Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra




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Dpcon - Kenday - Jay Shilstone

Por mais de 100 anos muitos esforços têm sido feitos para alcançar um concreto de propriedades desejadas por meio ajustes na graduação de seus agregados. 

Os esforços iniciais procuraram tratar o conceito com uma  densidade máxima com a ideia de que esta graduação tornando o concreto mais denso se faria conter menos espaços vazios necessários para serem preenchido com a pasta de cimento. 

Infelizmente as misturas formuladas com poucos espaços vazios podem tender a ser muito duras e ainda não temos aditivos ou adições que possam fazer mudar este comportamento. Acredito que estes aditivos deverão formar a linha da quarta geração ainda não descoberta, e que também existirão no futuro novos meios de adensamento para o concreto com este comportamento. 


Jay Shilstone tecnólogo de Command Alkon, Inc.trata o concreto com o seu fator de aspereza, com o fator de argamassa e com o gráfico da força 0.45 para uma verificação da utilização de uma mistura de agregados.Se utilizam diversos gráficos para analise da mistura e se verifica em que zona esta mistura se encontra. 

O gráfico de aspereza (Coarseness Factor Chart - FC) não é um sistema de classificação ele é simplesmente um gráfico que ajuda a garantir misturas uniformes de agregado , sem grandes lacunas na classificação ( Jay Shilstone , 2002). Veja uma planilha em Excel sobre este assunto:
http://www.clubedoconcreto.com.br/2014/04/coarseness-factor-chart-fc.html 


 Kenday tecnólogo da Austrália reconheceu que a área de superfície das partículas dos agregados deveria ser usado para se dosar já que estas partículas dos agregados são revestidas com a pasta e isto então é utilizado como uma chave de comportamento para uma utilização do concreto.


Kenday com seu MSF (Mix Suitability Factor) utiliza fatores de peso para cada grão e com isso explora a área de superfície na mistura com o seu SS (specific surface) e com outros parâmetros que desenvolveu.Como se observa KenDay não considera a granulometria dos grãos em sua dosagem.

O conceito de Módulo de Finura para se dosar o concreto tem sido demonstrado que não deve ser o único modo para se graduar os agregados porque para um mesmo MF existem muitas graduações nos agregados que se obtêm este  mesmo MF. Apesar de ser especificado na  ACI 214 este método de projeto de mistura. É reconhecido que as misturas dos agregados devam ser mais bem classificadas para esse entendimento.

Se nota que Jay Shilstone  utiliza o uso de frações distintas para os grossos e os finos e Kenday com a superfície especifica, para se idealizar a mistura do concreto e para os dois tecnólogos observe que ambos se preocuparam com a formalização de parâmetros para a utilização da mistura encontrada. 

Vejamos no geral que quando temos uma certa mistura esta poderá servir ou não para uma determinada utilização, seja esta concreto convencional, bombeado, fluido,estrutural, para pré-fabricados e outro usos e sempre esta utilização depende diretamente de seus finos e/ou da finura da mistura.

Como certa lógica a curva da mistura que serve como padrão deve então ser ajustada a utilização para a a qual se destina, engrossando ou afinando a mistura, subindo ou descendo o módulo de finura, subindo ou descendo o MSF de Kenday , subindo ou descendo a aspereza de Jay.

A curva padrão que adoto a qual chamo de curva mãe a curva de Fuller deve ser ajustada para uma determinada utilização para que não se faça uma aproximação para uma curva irreal a qual foi obtida para um certo DMT.

O método de dosagem que desenvolvi o DPCON vem sendo hoje atualizado vagarosamente com estas novas ideias porque o meu tempo é muito escasso devido a  minha dedicação atual para o calculo estrutural de pré-fabricados de concreto.

Creio que foi avançado muito e agora eu não poderia de deixar de agradecer a Ronit Manojcumar que de uma concreteira de Maputo em Moçambique vem ajudando com muito afinco a desenvolver as novas versões de evolução do DPCON.

Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra


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Dosagem de concreto por Kenday

Vou mostrar um exemplo de como Kenday da Austrália dosa um concreto. A sua dosagem se baseia na superficie especifica dos grãos, cada grão tem um fator de peso. Vejamos um pequeno exemplo:




Temos acima então um SS (modified Specific Surface) para a areia de 48.69 e para a brita19 um valor de 4.16

Veja agora a sua tabela para utilizações e a continuação do exemplo:






Como se observa KenDay não considera a granulometria dos grãos, e uma mistura com mais de dois agregados torna-se dificultosa a dosagem.

Mas fica evidente que Kenday criou uma solução para que cada concreto seja dosado para uma determinada utilização com base no seu teor de finura.


Não deixe de visitar o seu site:  http://www.kenday.id.au/

Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra




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MODULAÇÃO (1)

Faço parte de uma grande empresa de estruturas pré-fabricadas em sua atividade industrial aqui em Caruaru em Pernambuco, no Brasil. Sendo então que recebo muitos projetos para fazer a compatibilização das suas medidas para utilizar os componentes dos pré-fabricados que produzimos.

Estas componentes produzidos, basicamente são as seguintes: sapatas, pilares, vigas, lajes alveolares, tesouras de coberta, terças entre outros. 

O primeiro ponto a ser observado quando recebemos um projeto arquitetônico é a verificação de sua modulação. A modulação neste tipo de estrutura que poderá estar nos dois sentidos da obra, no eixo x, y . quanto ao eixo z (alturas) o pé esquerdo deve ser observado. tudo para que não ocorra na obra o corte de blocos de concreto e ou tijolos cerâmicos, gerando desperdícios.    

Vejamos os princípios da coordenação modular

O QUE É COORDENAÇÃO MODULAR 

Coordenação modular é a técnica que permite relacionar as medidas do projeto com as medidas de um módulo básico que por norma (ABNT NBR 15.873:2010)   tem a medida modular de 10 cm (com as juntas) utilizando para isso um reticulado modular de referência ou seja uma malha modular com dimensões múltiplas do módulo básico de 10 cm conforme a norma da ABNT.

Observa-se então que temos na própria peça vários conceitos de medidas, vejamos o exemplo com blocos de concreto nas figuras abaixo:





A modulação servirá de base para uma coordenação das dimensões que se utilizam nas edificações de alvenaria estrutural tudo com o intuito de evitar trabalhos e desperdícios na obra.

O projetista deverá trabalhar nos primeiros traços de um projeto sobre uma malha modular com medidas baseadas nos múltiplos do módulo básico adotado como padrão que serão utilizado na alvenaria.




Para uma coordenação modular ser alcançada com SUCESSO deve-se ter os blocos/tijolos e TODOS os demais elementos utilizados como embutidos na alvenaria serem padronizados com o módulo do projeto, e claro que para isso os demais projetos da obra também devem ser compatibilizados. Veja o exemplo para esquadrias na figura abaixo para uma esquadria com medidas externas:



COMO FAZER UMA MODULAÇÃO COM BLOCOS DE CONCRETO

A modulação pode ocorrer nos dois sentidos da planta de um projeto, tanto na vertical quanto na horizontal.

Primeiro se escolhe o módulo básico que deverá ser um múltiplo do comprimento modular do bloco/tijolo (dimensões do bloco mais espessura de juntas).

Em segundo deve-se realizar um  traçado reticulado no projeto que es realiza .Se leva em conta as alturas e larguras das paredes que devem ser múltiplos do módulo básico (por norma 10 cm). 

Em terceiro no reticulado se posicionam os blocos de forma que suas faces estão tangenciadas nas linhas do reticulado.

Em quarto deve-se compatibilizar os vãos de quaisquer aberturas nas suas dimensões externas (com a junta) e se lançam estas aberturas no reticulado.

Estas aberturas de portas e janelas devem ser previamente estudadas para que as tolerâncias sejam estabelecidas conforme o tipo de material, seja com madeira, ferro ou alumínio, sempre levando em conta as medidas externas e somando-se com as suas juntas.

Existem blocos de concreto com diversas medidas que são fabricados em cada região do Brasil, para termos um ajuste nas medidas necessárias que o projeto necessite,

Existem em blocos de concreto uma definição de Família de Blocos usualmente se utilizam duas famílias de blocos: a família 29 e a família 39 que estão no mercado para a comercialização.

A família 29 e 39 são compostas por vários tipos de peças consulte o fabricante de sua região.

Depois continuo esse interessante assunto,

Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra

bibliografia:
http://www.abcp.org.br/conteudo/imprensa/fim-do-quebra-quebra-agora-tudo-se-encaixa-na-construcao
http://www.mom.arq.ufmg.br/mom/23_cm/p_pdf/pdf/cm-todos.pdf
http://slideplayer.com.br/slide/1241039/
https://pt.scribd.com/doc/58336467/Manual-Tecnico-de-Blocos

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Compromisso dos agregados para que?



       Agregados com Compromisso

A palavra compromisso deriva do termo latim compromissum e refere-se a uma obrigação contraída. E para os agregados existe compromisso com o concreto? A resposta é: Para a tecnologia de hoje é SIM. O compromisso é que seja obtida uma MISTURA que seja trabalhável, de baixa área específica, coesa, livre de segregação, densa etc. Não esquecendo também o fator custo, que pode exigir soluções as vezes bem longe das ideais.

Como saber se uma MISTURA (determinada combinação dos agregados miúdos e graúdos) é ou não a ideal? Quais as propriedades para uma boa curva granulométrica? Como saber se uma granulometria dos agregados é ou não adequada para a dosagem do concreto?  

Existe por norma nacionais e internacionais faixas granulométricas ideais de agregados para serem utilizadas no concreto, mas podemos utilizar outras faixas ou mesmo para um ideal realizar uma MISTURA com uma solução de  COMPROMISSO. 

Vamos ver o principal ponto deste compromisso que é a trabalhabilidade. Sabe-se que a resistência de um determinado concreto que está completamente adensado com uma determinada relação água/cimento (a/c) não depende da granulometria dos agregados, a granulometria dos agregados tem como influencia direta a trabalhabilidade do concreto (pela sua área específica). Como temos que obter uma determinada resistência que corresponde a um determinado a/c exigindo um adensamento completo, este só irá ocorrer se este concreto for suficientemente trabalhável, sendo este adensável ao máximo possível com uma quantidade de energia que será utilizada na sua confecção. 

Pode-se afirmar que: NÃO EXISTE A CURVA GRANULOMETRICA IDEAL, mas sim se procura uma solução de COMPROMISSO, a curva de Fuller realiza este compromisso matematicamente ou seja  parabolicamente, mas existem diversos outros estudos como os de Bolomey e Faury que utilizam as curvas de Fuller (a qual chamo de curva MÃE) com alterações que foram introduzidas. Esta alterações foram realizadas no seculo passado onde não existiam aditivos e vibrações que possuímos hoje, logo volto a curva mãe: A curva de Fuller. 

Vejamos um outro ponto para alcance desta validade de compromisso: se a curva parabólica tem validade para concreto plástico ela logicamente é valida para concreto semi seco com umidade ótima, ou seja se é compacta para um tipo deve ser compacta para o outro tipo de concreto desde que não se afete a trabalhabilidade e fazer com que a resistência seja alterada. 

Alguns autores querem atribuir um consumo mínimo de cimento de 300kg/m3 para termos a curva de Fuller com validade, ora com a evolução dos aditivos e das vibrações e prensagens, tal regra não tem finalidade uma vez que podemos alcançar uma excelente trabalhabilidade com este concreto dosado pela curva de Fuller/Thompson, mas sempre verificando os teores de finos da mistura.

Então vamos apertar as mãos dos agregados ...

Eng. Ruy Serafim de Teixeira Guerra


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Blocos e Pavers -Umidade Ótima


O teor de umidade ótima em blocos e pavers onde temos um concreto semi-seco é quando a água utilizada no concreto consegue formar veios de água que surgem nas suas faces, como na foto que está logo abaixo, neste caso foi feito o ensaio de umidade do concreto e chegou-se a 7,08%, o que é a ideal para uma cura controlada, 

Para os concretos plásticos, a quantidade de água ótima é a quantidade mínima possível para adensa-lo formando na sua superfície uma argamassa espelhada e lisa sem os agregados graúdos sobressaírem.

Cada equipamento para a produção dos artefatos de cimento tem uma determinada energia de vibração e a maioria destes equipamentos também possuem uma força de prensagem, em resumo temos artefatos de cimento vibrados, prensados por equipamentos mecânicos, hidráulicos e pneumáticos, vibro-prensados e extrudados (telhas de concreto).

A quantidade de água para ser utilizada na confecção do artefato de cimento está diretamente ligada a esta energia de vibração e de compactação para cada tipo de equipamento e para uma determinada mistura. Então para uma determinada mistura granulométrica existe um certo teor de água ótimo que é constante no traço em um equipamento previamente regulado. Falando de outra forma: o teor de água/materiais secos é constante para um traço em uma certa regulagem de um determinado equipamento.





Para se controlar na prática a umidade ótima: é aquela que permite moldar-se uma pelota de concreto com as mãos, sem que essa se esboroe (falta de água) ou suje excessivamente as mãos (excesso de água). Nada como se dizer que existem operários práticos que utilizam o aspecto visual da mistura pelo brilho do concreto dentro do misturador, quando a mistura "solta" o brilho o concreto certamente estará na umidade ótima. 

Para se controlar precisamente a umidade ótima podemos fazer por dois modos. O primeiro seria controlar o peso e o segundo modo seria controlar a resistência da peça. Este controle é feito no equipamento logo após a prensagem das peças em um palete.

Para se obter resultados imediatos se controla com o peso da peça e para resultados mais demorados se controla a resistência de cada peça, mas é bom neste segundo modo sempre identificar cada posição de cada peça neste palete, para que se possa verificar posteriormente se o equipamento está bem regulado.Não se pode fazer nenhuma regulagem nos equipamentos durante este processo de procura da umidade ótima para não falsear os resultados. Se escolhido pelo método de resistência é realizado estes ensaios com vários teores de umidade para se obtenha o gráfico de a/c versus resistência como o modelo que está na figura logo abaixo.





O objetivo final é que se procura obter sistematicamente uma mistura com uma consistência com umidade ideal no equipamento que foi previamente regulado com os  tempos de ciclo para se obtenha a melhor densidade da mistura com a maior resistência na peça que queremos fabricar.

O gráfico abaixo demonstra a evolução da umidade no concreto em um concreto semi-seco. Observe que existirá uma faixa ótima de utilização e não uma só medida de umidade ótima.

Nada como depois continuar a falar sobre este tema...

Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra


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Trena a laser Bosch DLE 70 - REVIEW E TUTORIAL


Com um raio de ação médio de dezenas de metros, a trena digital é ideal para o cálculo preciso de distâncias e áreas de diferentes ambientes e superfícies. Essa ferramenta é constituída geralmente por um sensor a laser, um display iluminado para a fácil leitura do operador, um inclinômetro embutido e contar com uma memória interna que armazena medições recentes.



Características da Trena Digital à Laser (Medidor de Distância) DLE 70 Bosch:

  • Eficiente e compacta.
  • Fácil de usar, com apenas umna função por botão.
  • Precisão milimétrica.
  • Medição de distâncias até 10 vezes mais rápido graças à função de valor máximo e mínimo e para paredes..
  • Design robusto e proteção contra pó e respingos de água (IP 54), ideal para o uso em construções.

  • video de Vida Engenharia:


  • Possibilidade de medições lineares, quadradas e volumétricas.
  • Economia de tempo, graças a outras funções como por exempli medição contínua
  • Possui nível de bolha na lateral para alinhar o medidor.
  • Pino de medição estável em metal para medir em cantos e locais de difícil acesso.
  • Desligamento de medições em quatro pontos de referência.
  • Acompanha dela bolsa azul para armazenamento e transporte.

video de narzedziapl



Dados técnicos:Mede com precisão prossional, oferecendo uma ampla variedade de aplicações. Seu tamanho compacto proporciona vantagens evidentes, ajustando-se perfeitamente ao bolso de uma camisa, ou ainda, sendo carregado num bolsa ou cinto. O design robusto idela para o uso diário. Proteção macia da empunhadeira Soft Grip que protege a trena contra pequenos impactos. Possui nível de bolha na lateral.
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Como encher a viga com a laje pré moldada? Vida Engenharia

É melhor encher a viga toda, cobrindo os estribos, e depois bater a laje, ou é melhor deixar uma parte da viga para ser concretada junto com a laje?



Detalhes para o projeto de laje pré-moldada e ouça os detalhes importantes de como comprar lajes:


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Software para cálculo de laje treliçada

O software LT 1.0 utiliza o mesmo método de cálculo da laje nervurada.

Descrição do software:
  • Parametrizar o cálculo (escolha FCK, cobrimento, dias escoramento, base painel, etc);
  • Dimensões da laje (vão livre x largura);
  • Tipo de cálculo (apoio simles, engastada, balanço);
  • Calcula com Cerâmico e EPS (Qualquer intereixo);
  • Carregamentos (escolhar a carga para dimensionar);
  • Escolha tipo de aço adicional (CA50 ou CA60);
  • Verifica cisalhamento (quando houver ruptaura, o programa já alerta e não continua o cálculo);
  • Resultados (área de aço painela, área de aço negativo, tipo de tela (malha), momento fletor positivo e negativo, escalonamento adicional);
  • Cadastrar o cálculo (permite salvar o cálculo no banco de dados);
  • Impressão (emite relatório do cálculo com todos os dados).

acesse aqui:

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Software para cálculo de laje painel treliçado

O software LPT 1.0 utiliza o mesmo método de cálculo da laje nervurada, porém trabalha com a geometria da laje painel.

Descrição do software:
  • Parametrizar o cálculo (escolha FCK, cobrimento, dias escoramento, base painel, etc);
  • Dimensões da laje (vão painel x vão transversal);
  • Tipo de cálculo (apoio simles, engastada, balanço);
  • Calcula com Enchimento EPS;
  • Carregamentos (escolhar a carga para dimensionar);
  • Escolha tipo de aço adicional (CA50 ou CA60);
  • Verifica cisalhamento (quando houver ruptaura, o programa já alerta e não continua o cálculo);
  • Resultados (área de aço painela, área de aço negativo, tipo de tela (malha), momento fletor positivo e negativo, escalonamento adicional);
  • Cadastrar o cálculo (permite salvar o cálculo no banco de dados);
  • Impressão (emite relatório do cálculo com todos os dados).

acesse aqui:



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Passo a passo - Tabuleiro de Concreto para Xadrez

Imagem de tabuleiro de betão armado
chess_board_instructable_final_03.jpg
Aqui está uma maneira fácil de lançar um tabuleiro de concreto utilizando mosaicos quadrados.
As mesmas técnicas também podem ser utilizadas para moldar pequenas ou mesmo grandes tampos de mesa.
Materiais e Suprimentos:
  • Luvas de borracha, óculos de segurança, máscara de poeira
  • chapa galvanizada
  • Régua e marcador
  • Azulejos quadrados
  • Spray adesivo
  • espuma Paredes
  • Fita de embalagem clara
Ferramentas:
  • Velocidade Variável polidor e blocos de concreto (opcional)
  • Pads Diamante mão

Passo 1: Marcar
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Fundição de superfície:
Para este projeto foi utilizada uma folha de aço galvanizado. Você também pode usar uma folha fina de plástico acrílico ou similar. Você também pode usar um pedaço de 1/2 "de melamina espessura. 3/4" materiais de folha que irá funcionar, mas é muito mais fácil de remover o concreto se você ficar com alguma coisa fina.
Há um pedaço de madeira debaixo do aço galvanizado por isso fica plana. É gravada em torno das bordas para evitar que ela deslize.
Azulejos:
. Os azulejos usados ​​aqui são 1 e 7 / 8 "quadrado Este é um bom tamanho para peças de xadrez padrão 


Demarcar o perímetro:
Esta peça é 16 e 3 / 8 "quadrado. Este é o tamanho que trabalhou com os          1 e 7 / 8" telhas, além de uma borda de 1/2.

Passo 2: Cole telhas para baixo

Imagem de Glue telhas para baixo
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Cole as telhas no lugar com um adesivo spray.
Spray de um lado do azulejo, pressione-o no lugar, levante-o, pulverizar mais adesiva, espere um pouco, em seguida, pressione-o de volta para baixo. Esta é uma maneira fácil de obter adesivo em ambas as superfícies sem a necessidade de pulverizar a superfície de vazamento, que terá de ser limpo mais tarde.

Passo 3: Adicionar as paredesImagem de Adicionar as paredes

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Aqui estamos usando 1 " com tiras de isopor e fita de dupla face.
Coloque fita de embalagem clara sobre a superfície interna. Isto dará ao concreto um acabamento suave e vai fazer a remoção da espuma realmente fácil.
Selar qualquer grandes lacunas e calafetar com silicone.

Passo 4: Agregado decorativo e detalhesPicture of Aggregate decorativa e detalhes

chess_board_instructable_15.jpg
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Polvilhar o agregado decorativo no molde. Isso vai aparecer na superfície quando a peça é polida.
Você também pode furar outros detalhes decorativos nas paredes da forma como carimbos de borracha ou minerais decorativos

Passo 5: Concretando

Imagem de Elenco
Vibrar a forma movendo-o lado a lado e levantando uma borda e soltando-o para a mesa. O ShapeCrete não precisa de muita vibração para obter uma superfície muito fechada, mas o agregado decorativo pode prender um monte de ar.
Cubra a peça com plástico e deixe curar.

Passo 6: Cura e desmoldagem

Imagem de cura e desmoldagem

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chess_board_instructable_28.jpg


chess_board_instructable_29.jpg
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Deixe a cura peça para 2-3 dias.
Erguer fora as paredes de espuma.
Virar a peça mais e descascar a folha galvanizada.
Limpar o adesivo spray extra.

Passo 7: polaca e Seal

Imagem de polaco e Seal
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A peça agora é polida com um polidor para concreto de velocidade variável para expor o conjunto decorativo. Assim como lixa, você trabalha com vários discos.
Então selado é que irá dar-lhe um acabamento acetinado natural e ajudar a manter a aparência agradável.

Passo 8: Check-mate! O tabuleiro de xadrez Finalizado

Imagem de Checkmate!  O tabuleiro de xadrez Finalizado
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Alguns pequenos pedaços de feltro ou cortiça na parte inferior do tabuleiro irá mantê-lo de tampos de mesa sem estragos.
Confira alguns dos estes grandes Instructables para algumas idéias sobre como fazer suas próprias peças de xadrez.

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