1 2 3 4

Fator água/cimento mínimo

É sempre bom lembrar que temos a norma Brasileira NBR6118/2104 que regulamenta os mínimos do fatores de água/cimento em função da classe de agressividade ambiental. Primeiro se verifica o a classe ambiental pelo quadro 6.1 e depois se verifica pelo quadro 7.1 poe esta classe qual seria a qualidade do concreto Coloco logo abaixo os dois quadros desta norma para que isso possa ser visualizado. A norma NBR 12655 coloca o quadro 3 que deve também ser analisado.




Quadro 3 da NBR 12655 - Concreto de cimento Portland - Preparo, controle e recebimento


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Classificação dos agregados Graúdos

CLASSIFICAÇÃO COMERCIAL DO AGREGADO GRAÚDO PARA CONCRETO:


O critério correto para seleção dos agregados, será mediante comprovação dos ensaios de controle tecnológico de materiais componentes do concreto, conforme estabelecido – NBR 12654

Massa Específica real e absorção;
Massa Unitária dos agregado seco e úmido em estado solto;
Granulometria;
Inchamento dos agregados miúdos;
Teor de argila em torrões;
Teor de Pulverulento;
Impureza orgânica;

ENSAIO ESPECIAIS;
Abrasão “Los Angeles”;
Resistência ao esmagamento para agregados graúdos;
Reatividade Potencial de álcalis;
Apreciação petrográfica;
Constituintes mineralógicos.
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Mais ou menos cimento?

É bom lembrar que:

CONSUMO DE CIMENTO QUANTO MAIOR
Maior impermeabilidade ;
Maior plasticidade;
Maior resistência e durabilidade (se aplicar cura);
Maior coesão;
Maior calor de hidratação;
Maior variação volumétrica (Retração);
Menor segregação;
Menor exsudação;
Menor porosidade capilar.

CONSUMO DE CIMENTO QUANTO MENOR
Mais falha na estrutura, (nichos);
Maior porosidade capilar;
Maior segregação;
Menor plasticidade;
Menor aderência, resistência e durabilidade;
Menor calor de hidratação;
Menor variação volumétrica (Retração);
Menor argamassa.

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Que cimento eu uso?

Tenho recebido constantemente uma pergunta para saber que cimento devo utilizar para um determinado uso e para responder nada como uma tabela  sobre esse assunto. Esta tabela faz parte da publicação do Cimento Itambé que pode ser baixada aqui na sua integra:










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Curvas de Abrams em Excel

Para facilitar o trabalho de iniciar uma dosagem  anexo as curvas de Abrams para diversas resistências do cimento aos 28 dias. As curvas estão em uma planilha em Excel o que facilita mais ainda o trabalho, pode-se tirar as fórmulas destas curvas, tudo livre...

Mas sempre é prudente se fazer estas curvas com seus próprios materiais e principalmente quando os volumes de concreto a serem produzidos forem elevados. O método que divulgo o DPCON (Dosagem Paramétrica do Concreto) realiza isto em uma de suas etapas.  

baixe aqui esta planilha:

http://www.ebah.com.br/content/ABAAAhEAIAF/curvas-abrams-diversas




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DTWARE Engenharia de Software

DTWare tem atualmente dois pacotes de software disponíveis


DTColumn versão 2.1
Este programa rapidamente e facilmente calcula reforçada diagramas de interação coluna de concreto.
É um download gratuito para qualquer pessoa interessada em usá-lo.

DTBeam versão 1.0
Este é um muito poderoso , mas muito fácil de usar, programa de análise de feixe contínuo.
A versão de demonstração do DTBeam irá realizar toda a análise a versão completa é capaz.
Não vai permitir que você salve modelos com feixe para o disco ou para diretamente de impressão resultados de uma análise.
Ele pode ser baixado e usado gratuitamente. Não há limite de tempo imposto sobre o uso da versão de demonstração. 
A taxa de licença / registro é necessário para obter e usar uma versão totalmente funcional do DTBeam.

DT Coluna versão 2.1

imagem programa DTColumn

DTColumn é LIVRE para você baixar e usar.
Você pode distribuir cópias exatas do software a qualquer pessoa interessada. Baixar o arquivo auto-extraível aqui (aprox. 835KB). Baixe o arquivo compactado-zip aqui (aprox. 812KB).

Requer Windows 9x ME NT 2000. Um monitor colorido com resolução mínima de 640 x 480 pixels. Funciona melhor com resolução de 800 x 600 pixels e superior. memória livre do sistema mínimo de 3 MB quando o programa é executado. unidade de disco do computador com 1 MB de espaço livre para a instalação.

DT feixe versão 1.0

imagem programa DTBeam

DTBeam imagem programa de gráficos

versão de demonstração do DTbeam é grátis para você baixar e usar.
Ele vai realizar todas as análises a versão completa é capaz de fazer.
Você pode distribuir cópias exatas do software a qualquer pessoa interessada. Baixar o arquivo auto-extraível aqui (aprox. 1.2MB). Baixe o arquivo compactado-zip aqui (aprox. 1,2MB). 
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Dosagem ou Traço ?




Expressões como dosagem e traço ainda confundem engenheiros e usuários do concreto. Tango (1993) entende assim:

Dosagem como “o ato de dosar ou o conjunto de procedimentos e decisões que permitem o estabelecimento do traço de concreto”

Traço como: “é a forma de se dizerem as doses, que são proporções relativas, ou quantidades dos materiais que constituem o concreto”.

Assim, estabelecer um traço de concreto pode parecer uma tarefa simples, principalmente quando não se têm em conta as questões relacionadas à qualidade, segurança, durabilidade e viabilidade econômica da estrutura do concreto. Sob estes aspectos, a obtenção de um traço que forneça um concreto com as qualidades técnicas desejáveis para a engenharia atual, vai além da simples mistura de seus constituintes básicos, havendo a necessidade de se estabelecer o estudo da dosagem do concreto.

https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/83112/226913.pdf?sequence=1
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Dosagem do Concreto

Trabalhei com diversos tipos de pré-fabricados e atualmente trabalho em uma grande fabrica de estruturas em Caruaru- Pernambuco - Brasil, esta empresa é a Inbrac. Tenho dedicado a minha vida toda em meu trabalho a estudar, fabricar e calcular concreto e pré-fabricados de concreto, e isto fazem mais de 35 anos e veja que ainda estudo assiduamente.  

Tenho visto muitas e muitas empresas utilizando traços de uma maneira não racional, na base de tentativas, o que faz gerar muitas despesas, insatisfação de funcionários/clientes e ainda se obtendo produtos com baixa qualidade.  

Diversas destas empresas chegam a  utilizar receitas de traços que foram trazidas de outras fabricas ou de funcionários práticos e é claro isto é o inicio dos problemas....

Existem diversas variáveis para se realizar uma dosagem final econômica para o concreto plástico e semi-seco. Concreto plástico posso citar alguns exemplos: meio fio, lajotas, vigotas, pilares, vigas, terças, tesouras, peças de concreto dormido e etc. Para o concreto semi-seco estes são alguns tipos: Blocos, pavers, telhas, tubos, meio fio vibro-prensados, etc. Quanto ao concreto plástico este tomou vários rumos nestas dosagens, concreto auto-adensáveis, concreto de alto desempenho, concreto de pós reativos e diversos outros tipos.

A grande diferença de um concreto plastico e um concreto semi-seco é o teor de umidade destas misturas e o seu teor de finos.No caso de concreto semi-seco pode-se atingir em alguns casos umidades de 5.50%. Para que se utilize baixos teores de umidade do concreto (nem todos equipamentos permitem isso)  e para que não ocorra diversos problemas como o de quebras de peças é necessário que se faça uma boa cura. Logicamente esta cura deve ser muito bem controlada quando se utiliza baixíssimos teores de umidade no concreto. Falando mais claramente, se não colocamos água no concreto para que o aglomerante (cimento) possa se hidratar teremos então de curar muito bem este produto. 

Observando os equipamentos de produção que trabalhei, notei que cada equipamento com uma determinada regulagem e com um determinado traço tem como fixo este teor de umidade do concreto. Ou seja assim: cada equipamento previamente regulado tem um mesmo teor de água/materiais secos em um determinado traço.

Estudando então  fiz a formulação no Excel com o comando Solver para se fazer uma mistura com até quatro agregados automaticamente. Na mistura utilizei a curva padrão de Fuller que considero a curva mãe, como tenho fartamente explicado, necessitei de um ajuste nesta curva por ver que a Dimensão Máxima Característica - DMC não é a correta matematicamente e então formalizei a Dimensão Máxima Teórica - DMT.Veja isso AQUI

Foi dado nesta época o inicio da Dosagem Paramétrica do Concreto -DPCON o qual vem sendo ajustado sistematicamente. Agora no DPCON estou analisando juntamente com Ronit/Moçambique  a parcela de finos que nesta fase está sendo muito bem controlado com a procura de parâmetros que se ajustem para uma finalidade desejada.

Ronit chama isto tudo de Concreto Matemático, nada mais justo que isso.

Resumindo dosando concretos para quaisquer finalidades, e se alcançando um patamar superior aos grandes dosadores de concreto do mundo nesta área.

Quero dizer também que não é simplesmente uma planilha que faz resolver o problema de se obter um traço e sim um conjunto de dados que devem ser analisados para que se possa fazer corretamente, economicamente e com qualidade uma dosagem de um traço para uma determinada utilização. 

Fica bem lógico que uma fabrica/concreteira deva possuir pessoal técnico e equipamentos básicos de laboratório para ser possível acompanhar e fazer ensaios que sejam necessários para um aproveitamento destes serviços e para conseguir usufruir de um ótimo produto e com uma certeza de um baixo custo. 

Nada como começar...

Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra


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Mix Design por self consolidating concrete

Transcrevo a publicação de  self consolidating concrete para que se verifique a importância das partículas finas na confecção de uma mistura na dosagem do concreto, leia abaixo e veja a figura ilustrativa :

SCC parece muito diferente do concreto convencional ao misturar. os produtores de concreto deve "treinar novamente seus olhos" para esta mistura muito fluida como se cantos e preenche as formas.Tradicionalmente, concreto com a fluidez do SCC teve uma proporção muito elevada de água-para-cimento, o que reduziria resistência à compressão e durabilidade compromisso. Devidamente concebidos SCC pode economizar tempo e trabalho, sem sacrificar o desempenho.
Duas importantes propriedades específicas à SCC no seu estado plástico são a sua capacidade de escoamento e a estabilidade. A alta fluidez do SCC é geralmente atingida usando misturas de alta gama de redução de água e não por adição de água de mistura extra. A estabilidade ou resistência à segregação da mistura de concreto plástico é alcançado através do aumento da quantidade total de finos no concreto e / ou utilizando aditivos que modificam a viscosidade da mistura. O aumento das multas conteúdo pode ser conseguido aumentando o teor de materiais cimentantes ou por incorporação de minerais finos.
Adjuvantes que afetam a viscosidade da mistura são especialmente úteis quando a classificação de fontes de agregação disponíveis não podem ser optimizadas para as misturas coesas ou com grandes variações de origem. A granulometria do agregado bem distribuído ajuda a alcançar SCC com reduzido teor de materiais cimentícios e / ou dosagem mistura reduzida. Enquanto misturas SCC foram produzidos com sucesso com 1 ½ polegada (38 mm) agregada, é mais fácil para projetar e controle com um agregado de menor porte.Controlo da umidade agregado também é essencial para produzir uma boa mistura. misturas SCC normalmente têm um maior volume colar, agregada menos grosseira, e relação de agregado maior areia-to-grossa do que misturas típicas de concreto.
Misturas SCC pode ser projetado para fornecer as propriedades do concreto endurecido necessários para uma aplicação, semelhante ao concreto regular. Se a mistura SCC é concebido para ter um teor mais elevado de pasta ou multas comparação com concreto convencional, pode ocorrer um aumento da contração.

mix diag concreto

SCC:. Uma inovação concreto de alto desempenho
fluidez da SCC é geralmente conseguido através de misturas à base de policarboxilato de gama alta de redução de água (HRWR) e ingredientes de concreto otimizados, mantendo um baixo teor de água de mistura no concreto. Estabilidade da SCC, ou resistência à segregação da mistura de concreto plástico, é conseguido através de cargas minerais ou multas e / ou utilizando aditivos modificadores da viscosidade.
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Explicações das teorias de Kenday - parte2

As explicações das teorias de Kenday em sua primeira parte teve explicações que sequer não existem nos meios acadêmicos e nem sequer em teses de doutorado, vou continuar expondo o que no seu livro parece de difícil entendimento até para os mais experientes.

Os efeitos da forma da partícula e o teor de finos (silte) permanecem com o problema de que a superfície específica nas suas frações mais finas da peneira  procuram mais água. 

Há uma explicação que é dada por Kenday que é assim:

Uma areia quando fica molhada pode envolver uma espessura de película uniforme de água sobre toda a sua superfície. Se isto é o que acontece, então é muito claro por que exigência de água deve ser exatamente proporcional à superfície específica. No entanto, a areia também irá estar molhada, se todos os espaços vazios em uma massa estão cheios de água.

Não há nenhum efeito no tamanho dos grãos envolvidos nos vazios percentuais em uma areia. Um único agregado 40 milímetros terá o mesmo índice de vazios de que um como uma fração de peneira de tamanho único de 150 um, se as formas de partículas são as mesmas.

Temos assim que a quantidade de água necessária para encher os espaços vazios estabelece um limite superior para a água, que se aplicará por menos do que isso e sendo calculada a partir da área de superfície. É por isso que as frações de peneiras menores podem ser atribuídas apenas um efeito limitado sobre a 'Superfície Específica Modificada -SS ' “isso é ser um predito de necessidade de água”.

Uma vez que os valores são empíricos, uma dificuldade surge quando uma série de peneiras diferentes são utilizadas. Isto tem sido limitado anteriormente a aplicabilidade internacional do sistema. Recentemente Kenday cita que os valores originais foram plotados em um valor de SS em função de logarítmico que significa um gráfico de tamanho e uma curva regular.

A confecção de uma tabela de valores interpolados a partir desta curva permite que um valor de SS para ser atribuído ao registo de tamanho do material entre quaisquer dois crivos de uma série.

Isto eu o fiz no gráfico que é exponencial logo abaixo,veja que a curva é quase perfeita, e coloquei para verificar o seu desvio e tem-se um R2 de 0.9827 bem próximo ao verdadeiro em curva exponencial aos valores recomendados por Kenday para a Superfície Especifica Modificada, falta um pequeno ajuste em algumas partículas,veja o gráfico abaixo :



Kenday sugere os valores dos Fatores para o SS modificado da tabela abaixo, estes foram os valores que estão no gráfico,Os valores apresentados nesta tabela podem ser utilizados, quer por uma mistura para dois agregados ou para uma mistura de classificação previamente combinada. Sendo ai onde reside a dificuldade para se misturar mais de dois agregados.


Os valores de SS para o Road Note 4 (RRL, 1950) estão  apresentados abaixo


Kenday cita que os Finos (silte) ou argila numa mistura de concreto certamente tem o potencial de causar um aumento muito substancial na necessidade de água. A sua experiencia mostra que para valores de até 6% em volume não há efeito na quantidade do teor de água e que para valores acima deste, o efeito do aumento do teor de água tende a ser razoavelmente linear.

Tal como acontece com a angularidade de partículas, as partículas mais finas (silte) aumentam as necessidades de água, sem justificar uma redução de compensação em porcentagem areia. Portanto, se a superfície específica é para ser usado para a dosagem total, o efeito do teor de finos também deve ser permitido separadamente em vez de serem incluídas na figura superfície específicas.

O aumento da água causada depende tanto da quantidade de finos (silte) e da sua natureza. Para um certo peso de de silte muito fino cita que fará aumentar cerca de três vezes mais o aumento na demanda de água do que em pó britados.

Kenday orienta para o estudante novo de concreto ao teste de sedimentação para integrar ambos os fatores e dar uma boa proporcionalidade ao aumento da demanda de água.

Outro exemplo a necessidade de avaliar a importância relativa refere-se a testes de agregado fino, em geral. A imprecisão na determinação de qualquer silte ou classificação é muitas vezes menos importante do que a dificuldade de obtenção de uma amostra verdadeiramente representativa.

Alguns agregados finos são extremamente consistentes ao longo do percurso de sua entrega, mas outros podem não o ser se as condições de transporte e descarga forem inadequadas. Esta variação pode ser significativa, com os testes relativamente fáceis de fazer nesta hora  podem ser mais valiosos do que com determinações muito mais precisas. Se um teste indica uma mudança significativa, a primeira ação deve ser a repeti-la em uma segunda amostra para confirmação.

Agora vou encerrar esta segunda parte para não cansar e para que se entenda estas ideias novas e lembre que não são muito novas ....


Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra


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Explicações das teorias de Kenday - parte1

A utilização de superfície específica para se dosar concretos não é uma ideia muito nova, como cita Kenday em seu livro, já em 1954, Newman e Teychenné estabeleceram um processo pelo qual figuras superficiais específicas poderiam ser até utilizadas para substituir as curvas tipo de classificação do Road Note 4.

Estes tecnólogos afirmaram o princípio de que:

1-Se a granulometria de uma mistura combinada é alterada de tal forma que a superfície específica total seja alterada, será obtido concretos de propriedades diferentes

2-Se a granulometria de uma mistura combinada é alterada mas a superfície específica total é mantida constante, as propriedades podem ser as mesmas nestes concretos obtidos.

Veja o que Abrams também já dizia na sua publicação no ano de 1918 na página 5 (bem antes de Newman e Teychenné-1954), praticamente já diziam a mesma coisa....


"Agregados de qualidades equivalentes na feitura do concreto podem ser produzidos por um número infinito de diferentes granulometrias de um dado material. Agregados de qualidades equivalentes na feitura do concreto podem ser produzidos a partir de materiais com tamanhos e granulometrias muito diferentes.

Em geral, agregados finos e agregados graúdos, de tamanhos ou granulometrias muito diferentes, podem ser combinados de modo a produzir resultados similares no concreto."

Mas como Kenday comenta que já existia uma discussão sobre este assunto de superfície especifica que foi publicada por Newman e Teychenné e que contém referências ao uso anterior (1918-1919) do conceito por Edwards (1918) e Young (1919) nos EUA. Estes conceitos são de data ainda anterior em 25 anos, como é citado em seu livro.

Nesta época (25 anos antes de 1919) Edwards não tinha meios de medição de área de superfície e realmente se contava o número de partículas em cada fração de peneira para iniciar o seu cálculo da área de superfície, Mas para as partículas mais finas isso é claro que foi um obstáculo !!

Nessa época muitos tecnologistas perceberam então que a superfície específica não poderia ser a chave para quantificar o efeito pela superfície específica.

Mas prosseguindo com a discussão Newman e Teychenné (1954) relata Young como tendo desenvolvido o conceito Módulo de Superfície. Este utiliza o fato de que a série normal de aberturas de peneiras diminui em progressão geométrica e, por conseguinte, assumindo que as partículas esféricas, as suas áreas de superfície aumentam em uma progressão geométrica.

Isto é, cada um é o dobro da precedente na série de 38 mm, 19,0 mm, 9,5 mm, 4,75 mm, 2,36 mm, 1,18 mm, 0,60 mm, 0,30 mm, 0,15 mm , veja o quadro abaixo.



O Módulo de Superfície ( última coluna da figura acima) nada mais é que o peso para multiplicar cada parcela retida numa peneira, isso foi feito numa dosagem do concreto pelo método de Kenday, veja AQUI

Esta é uma técnica bastante simples. Mais tarde, foi retomada por Stewart (1951) e por Kenday que comenta que para ele não ficou claro o por que desta técnica não ganhar aceitação naquela época, mas cita que os tecnologistas deste tempo eram muito preocupados com as falhas do concreto para tomar a forma de partículas em suas dosagens.

Como se sabe a forma da partícula faz alterar a sua área de superfície para determinados tamanhos. No caso dos agregados finos, em particular, certamente também irá afetar a exigência de uma maior quantidade de água numa mistura, pelo aumento substancial da área de superfície que devera ser molhada.

A questão é que seria útil para corrigir o Módulo de Superfície  para este efeito, mesmo que fosse fácil de quantificar isto com precisão.

Deve-se ter em mente que há dois objetivos para se utilizar o Módulo de Superfície:

-O primeiro objetivo é a determinação do teor de água, para que tal correção quando se altera uma mistura seja útil para o processo de dosagem do concreto.

- O segundo objetivo é mais crucial. Esta é a utilização de a superfície específica como uma base num projeto de mistura para um teor variável de agregado fino.

A redução do percentual de agregado fino para ir CONTRA O AUMENTO  DA FINURA com as suas consequências depende de três efeitos, como cita Kenday: (isto é muito importante)

1-O primeiro que é o principal efeito será para combater o aumento necessidade de água. Isso é possível desde que uma porcentagem menor de um agregado fino tenha a mesma coesão ou resistência a segregação do que uma quantidade maior de um agregado com grossos e finos.

No entanto, continua a haver uma justificação adicional necessária para esta redução de agregados finos.

2-Esta justificação é que um agregado fino causa menos perturbação para a embalagem do agregado graúdo. Um agregado graúdo bem empacotado requer um agregado inferior fino para preencher seus vazios e, portanto, não pode haver uma quantidade similar livre ou aparente de agregado fino (na verdade argamassa) nestes dois casos.

3- Nas partículas mais angulares que têm uma superfície específica mais elevada, mas causam mais, e não menos, interrupção no empacotamento do agregado graúdo.

Portanto, uma forma das partículas mais angulares não justificaria um reduzido teor de agregado fino. Assim, um Módulo de Superfície que teve angularidade de partículas em conta com um critério menos satisfatório pela qual se avalia a porcentagem agregado fino desejável, ou seja, partículas angulares requerem uma maior quantidade de agregados finos.

A resposta para este dilema é não incluir qualquer fator de forma na superfície específica, mas sim para permitir separadamente para o efeito da forma na necessidade de água.

Vou encerrar esta primeira parte aqui, o texto já está muito longo e fica cansativo se entender estas ideias novas e lembre que não são muito novas ....


Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra




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Dpcon - Kenday - Jay Shilstone

Por mais de 100 anos muitos esforços têm sido feitos para alcançar um concreto de propriedades desejadas por meio ajustes na graduação de seus agregados. 

Os esforços iniciais procuraram tratar o conceito com uma  densidade máxima com a ideia de que esta graduação tornando o concreto mais denso se faria conter menos espaços vazios necessários para serem preenchido com a pasta de cimento. 

Infelizmente as misturas formuladas com poucos espaços vazios podem tender a ser muito duras e ainda não temos aditivos ou adições que possam fazer mudar este comportamento. Acredito que estes aditivos deverão formar a linha da quarta geração ainda não descoberta, e que também existirão no futuro novos meios de adensamento para o concreto com este comportamento. 


Jay Shilstone tecnólogo de Command Alkon, Inc.trata o concreto com o seu fator de aspereza, com o fator de argamassa e com o gráfico da força 0.45 para uma verificação da utilização de uma mistura de agregados.Se utilizam diversos gráficos para analise da mistura e se verifica em que zona esta mistura se encontra. 

O gráfico de aspereza (Coarseness Factor Chart - FC) não é um sistema de classificação ele é simplesmente um gráfico que ajuda a garantir misturas uniformes de agregado , sem grandes lacunas na classificação ( Jay Shilstone , 2002). Veja uma planilha em Excel sobre este assunto:
http://www.clubedoconcreto.com.br/2014/04/coarseness-factor-chart-fc.html 


 Kenday tecnólogo da Austrália reconheceu que a área de superfície das partículas dos agregados deveria ser usado para se dosar já que estas partículas dos agregados são revestidas com a pasta e isto então é utilizado como uma chave de comportamento para uma utilização do concreto.


Kenday com seu MSF (Mix Suitability Factor) utiliza fatores de peso para cada grão e com isso explora a área de superfície na mistura com o seu SS (specific surface) e com outros parâmetros que desenvolveu.Como se observa KenDay não considera a granulometria dos grãos em sua dosagem.

O conceito de Módulo de Finura para se dosar o concreto tem sido demonstrado que não deve ser o único modo para se graduar os agregados porque para um mesmo MF existem muitas graduações nos agregados que se obtêm este  mesmo MF. Apesar de ser especificado na  ACI 214 este método de projeto de mistura. É reconhecido que as misturas dos agregados devam ser mais bem classificadas para esse entendimento.

Se nota que Jay Shilstone  utiliza o uso de frações distintas para os grossos e os finos e Kenday com a superfície especifica, para se idealizar a mistura do concreto e para os dois tecnólogos observe que ambos se preocuparam com a formalização de parâmetros para a utilização da mistura encontrada. 

Vejamos no geral que quando temos uma certa mistura esta poderá servir ou não para uma determinada utilização, seja esta concreto convencional, bombeado, fluido,estrutural, para pré-fabricados e outro usos e sempre esta utilização depende diretamente de seus finos e/ou da finura da mistura.

Como certa lógica a curva da mistura que serve como padrão deve então ser ajustada a utilização para a a qual se destina, engrossando ou afinando a mistura, subindo ou descendo o módulo de finura, subindo ou descendo o MSF de Kenday , subindo ou descendo a aspereza de Jay.

A curva padrão que adoto a qual chamo de curva mãe a curva de Fuller deve ser ajustada para uma determinada utilização para que não se faça uma aproximação para uma curva irreal a qual foi obtida para um certo DMT.

O método de dosagem que desenvolvi o DPCON vem sendo hoje atualizado vagarosamente com estas novas ideias porque o meu tempo é muito escasso devido a  minha dedicação atual para o calculo estrutural de pré-fabricados de concreto.

Creio que foi avançado muito e agora eu não poderia de deixar de agradecer a Ronit Manojcumar que de uma concreteira de Maputo em Moçambique vem ajudando com muito afinco a desenvolver as novas versões de evolução do DPCON.

Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra


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Dosagem de concreto por Kenday

Vou mostrar um exemplo de como Kenday da Austrália dosa um concreto. A sua dosagem se baseia na superficie especifica dos grãos, cada grão tem um fator de peso. Vejamos um pequeno exemplo:




Temos acima então um SS (modified Specific Surface) para a areia de 48.69 e para a brita19 um valor de 4.16

Veja agora a sua tabela para utilizações e a continuação do exemplo:






Como se observa KenDay não considera a granulometria dos grãos, e uma mistura com mais de dois agregados torna-se dificultosa a dosagem.

Mas fica evidente que Kenday criou uma solução para que cada concreto seja dosado para uma determinada utilização com base no seu teor de finura.


Não deixe de visitar o seu site:  http://www.kenday.id.au/

Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra




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MODULAÇÃO (1)

Faço parte de uma grande empresa de estruturas pré-fabricadas em sua atividade industrial aqui em Caruaru em Pernambuco, no Brasil. Sendo então que recebo muitos projetos para fazer a compatibilização das suas medidas para utilizar os componentes dos pré-fabricados que produzimos.

Estas componentes produzidos, basicamente são as seguintes: sapatas, pilares, vigas, lajes alveolares, tesouras de coberta, terças entre outros. 

O primeiro ponto a ser observado quando recebemos um projeto arquitetônico é a verificação de sua modulação. A modulação neste tipo de estrutura que poderá estar nos dois sentidos da obra, no eixo x, y . quanto ao eixo z (alturas) o pé esquerdo deve ser observado. tudo para que não ocorra na obra o corte de blocos de concreto e ou tijolos cerâmicos, gerando desperdícios.    

Vejamos os princípios da coordenação modular

O QUE É COORDENAÇÃO MODULAR 

Coordenação modular é a técnica que permite relacionar as medidas do projeto com as medidas de um módulo básico que por norma (ABNT NBR 15.873:2010)   tem a medida modular de 10 cm (com as juntas) utilizando para isso um reticulado modular de referência ou seja uma malha modular com dimensões múltiplas do módulo básico de 10 cm conforme a norma da ABNT.

Observa-se então que temos na própria peça vários conceitos de medidas, vejamos o exemplo com blocos de concreto nas figuras abaixo:





A modulação servirá de base para uma coordenação das dimensões que se utilizam nas edificações de alvenaria estrutural tudo com o intuito de evitar trabalhos e desperdícios na obra.

O projetista deverá trabalhar nos primeiros traços de um projeto sobre uma malha modular com medidas baseadas nos múltiplos do módulo básico adotado como padrão que serão utilizado na alvenaria.




Para uma coordenação modular ser alcançada com SUCESSO deve-se ter os blocos/tijolos e TODOS os demais elementos utilizados como embutidos na alvenaria serem padronizados com o módulo do projeto, e claro que para isso os demais projetos da obra também devem ser compatibilizados. Veja o exemplo para esquadrias na figura abaixo para uma esquadria com medidas externas:



COMO FAZER UMA MODULAÇÃO COM BLOCOS DE CONCRETO

A modulação pode ocorrer nos dois sentidos da planta de um projeto, tanto na vertical quanto na horizontal.

Primeiro se escolhe o módulo básico que deverá ser um múltiplo do comprimento modular do bloco/tijolo (dimensões do bloco mais espessura de juntas).

Em segundo deve-se realizar um  traçado reticulado no projeto que es realiza .Se leva em conta as alturas e larguras das paredes que devem ser múltiplos do módulo básico (por norma 10 cm). 

Em terceiro no reticulado se posicionam os blocos de forma que suas faces estão tangenciadas nas linhas do reticulado.

Em quarto deve-se compatibilizar os vãos de quaisquer aberturas nas suas dimensões externas (com a junta) e se lançam estas aberturas no reticulado.

Estas aberturas de portas e janelas devem ser previamente estudadas para que as tolerâncias sejam estabelecidas conforme o tipo de material, seja com madeira, ferro ou alumínio, sempre levando em conta as medidas externas e somando-se com as suas juntas.

Existem blocos de concreto com diversas medidas que são fabricados em cada região do Brasil, para termos um ajuste nas medidas necessárias que o projeto necessite,

Existem em blocos de concreto uma definição de Família de Blocos usualmente se utilizam duas famílias de blocos: a família 29 e a família 39 que estão no mercado para a comercialização.

A família 29 e 39 são compostas por vários tipos de peças consulte o fabricante de sua região.

Depois continuo esse interessante assunto,

Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra

bibliografia:
http://www.abcp.org.br/conteudo/imprensa/fim-do-quebra-quebra-agora-tudo-se-encaixa-na-construcao
http://www.mom.arq.ufmg.br/mom/23_cm/p_pdf/pdf/cm-todos.pdf
http://slideplayer.com.br/slide/1241039/
https://pt.scribd.com/doc/58336467/Manual-Tecnico-de-Blocos

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Compromisso dos agregados para que?



       Agregados com Compromisso

A palavra compromisso deriva do termo latim compromissum e refere-se a uma obrigação contraída. E para os agregados existe compromisso com o concreto? A resposta é: Para a tecnologia de hoje é SIM. O compromisso é que seja obtida uma MISTURA que seja trabalhável, de baixa área específica, coesa, livre de segregação, densa etc. Não esquecendo também o fator custo, que pode exigir soluções as vezes bem longe das ideais.

Como saber se uma MISTURA (determinada combinação dos agregados miúdos e graúdos) é ou não a ideal? Quais as propriedades para uma boa curva granulométrica? Como saber se uma granulometria dos agregados é ou não adequada para a dosagem do concreto?  

Existe por norma nacionais e internacionais faixas granulométricas ideais de agregados para serem utilizadas no concreto, mas podemos utilizar outras faixas ou mesmo para um ideal realizar uma MISTURA com uma solução de  COMPROMISSO. 

Vamos ver o principal ponto deste compromisso que é a trabalhabilidade. Sabe-se que a resistência de um determinado concreto que está completamente adensado com uma determinada relação água/cimento (a/c) não depende da granulometria dos agregados, a granulometria dos agregados tem como influencia direta a trabalhabilidade do concreto (pela sua área específica). Como temos que obter uma determinada resistência que corresponde a um determinado a/c exigindo um adensamento completo, este só irá ocorrer se este concreto for suficientemente trabalhável, sendo este adensável ao máximo possível com uma quantidade de energia que será utilizada na sua confecção. 

Pode-se afirmar que: NÃO EXISTE A CURVA GRANULOMETRICA IDEAL, mas sim se procura uma solução de COMPROMISSO, a curva de Fuller realiza este compromisso matematicamente ou seja  parabolicamente, mas existem diversos outros estudos como os de Bolomey e Faury que utilizam as curvas de Fuller (a qual chamo de curva MÃE) com alterações que foram introduzidas. Esta alterações foram realizadas no seculo passado onde não existiam aditivos e vibrações que possuímos hoje, logo volto a curva mãe: A curva de Fuller. 

Vejamos um outro ponto para alcance desta validade de compromisso: se a curva parabólica tem validade para concreto plástico ela logicamente é valida para concreto semi seco com umidade ótima, ou seja se é compacta para um tipo deve ser compacta para o outro tipo de concreto desde que não se afete a trabalhabilidade e fazer com que a resistência seja alterada. 

Alguns autores querem atribuir um consumo mínimo de cimento de 300kg/m3 para termos a curva de Fuller com validade, ora com a evolução dos aditivos e das vibrações e prensagens, tal regra não tem finalidade uma vez que podemos alcançar uma excelente trabalhabilidade com este concreto dosado pela curva de Fuller/Thompson, mas sempre verificando os teores de finos da mistura.

Então vamos apertar as mãos dos agregados ...

Eng. Ruy Serafim de Teixeira Guerra


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