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Produçao de Laje Alveolar (1)

Devido a sua principal vantagem, que é o processo de montagem, a laje alveolar tem-se tornado de frequente utilização em obras devido ao fato de ser muito simples e repetitivo. 

O rendimento de uma equipe de montagem com três operários pode chegar, sem dificuldade, a 50 m²/h, o que equivale a 400m² em oito horas de trabalho. 

E quando concluída a montagem dos painéis alveolares, é possível o inicio imediato do preenchimento das juntas, seguindo a equalização e a execução de capa de concreto, sem ter a necessidade de qualquer escoramento dos painéis, em resumo a parte mais demorada e dispendiosa fica por conta do fabricante da estrutura.

Mas, o que é uma laje alveolar?
Segundo a Norma Brasileira, uma laje alveolar é uma peça de concreto produzida industrialmente, fora do local de utilização definitiva, sob-rigorosas condições de controle de qualidade.

Esta laje se caracteriza por uma armadura longitudinal ativa, que engloba totalmente a armadura inferior de tração necessária e por ausência de armadura transversal de cisalhamento. 

A seção transversal da laje é alveolar com a presença de almas de concreto e alvéolos formando vazios e deve seguir o que estabelece a Norma Brasileira NBR 12655.

Mas, como se fabrica a laje alveolar?
Existe três formas de se fabricar:

-Em formas 
-Em máquinas moldadoras
-Em máquinas Extrusoras
Sendo que produzidas em FÔRMAS as altura usuais são as H12, H16, H20 e H26 com a substituição das laterais e jogos de mangueiras, conforme desenhos dos perfis na imagem que está logo abaixo.

Nesta publicação falarei apenas do processo de fabricação em FÔRMAS.

São dois os processos de fabricação em FÔRMAS:
  1. Com o uso de imãs para fixar as laterais em pistas MONOLÍTICAS (semelhantes aos da máquinas).
  2. Com as fôrmas com pista metálica AUTOPORTANTE. 

São os seguintes benefícios da pista AUTOPORTANTE:

-Está pista está preparada para receber a fabricação com máquina, porque possui o trilho e Bisotê (bisotê é o chanfro longitudinal na face inferior);

-Permite modulações de 49 m uteis de pista em função do comprimento máximo das mangueiras 50 m e da área disponível;

-Pode ser removida de local, não se perde toda a fundação da pista (0,25m x 1,90m x C + armadura) e as fundações das cabeceiras (± 33m³ + armadura);

-Não existe o retrabalho para implementar a produção com Máquina, porque a pista já contêm bisotê e trilho de rolagem em posição definitivas.

-Pode ser adquirido com modulação de 49 m e futuramente pode-se ir aumentando com a colocação de mais módulos; nesse caso irá se perder somente a fundação de uma das extremidades (que tem cerca de 14 m³ ).

A forrma Autoportante é utilizada para a fabricação de lajes alveolares com máquinas MOLDADORAS ou EXTRUSORAS ou FÔRMAS com a largura útil de 1,20 ou 1,25m, sendo pré-montada em módulos de 12m + módulo adicional para complementar o comprimento total, composta entre outros com:


-Chapas de união nas extremidades de cada módulo, com furação para união dos módulos e passagem dos aços de protensão, para o pós-tensionamento da pista.


-Chapa de revestimento plana, espessura 3/16, e reforços internos. 

-Trilhos 1.1/2” x ¾” para Moldadora/Extrusoras.

-Perfis laterais fresados (bisotê) em ângulo de 45 graus (8x8mm) para o acabamento inferior das laterais das Lajes, e inclinação nas laterais de 5 graus para facilitar a retirada das lajes ou painéis.

-Parafusos/porcas para união dos módulos.

-Sistema de fixação laterais.

-Tubulação tipo serpentina para cura térmica (opcional).


Os módulos devem ser concretados com a superfície superior para baixo, com armadura adicional de tela e concreto de 35 Mpa. Após a cura os módulos são desvirados, colocados nos apoios, unidos, nivelados e pós-tensionados. Nos últimos módulos (extremidades), serão montados as cabeceiras (protensão e desprotensão).

Devido ao volume de concreto e a armadura usada os reforços internos e com o pós-tensionamento, a pista torna-se autoportante, e esta pista suporta uma carga de protensão máxima de 350 ton e tm momento máximo admissível de 41 Tf.m

Para garantir a rigidez do conjunto de cabeceiras, durante a protensão e desprotensão, o piso industrial (bloco) onde serão fixadas as cabeceiras, é executado com um volume de concreto de, no mínimo, 14m3 com armadura frouxa.

Nota: 
-Para se ter uma carga superior a 350 toneladas, ou mesmo um momento superior a 41Tf.m é necessário se fazer um bloco de fundação como reforço. Este bloco de reforço será definido conforme a carga a ser utilizada e o posicionamento dos aços nas lajes, os quais geram o momento.

-Os Bancos de Ancoragem é uma opção orientativa, pois se necessita estudar o projeto de pista de cada cliente, que é definido em função da concepção da fábrica e disponibilidade de investimento inicial. 

Para estudos de viabilidade de implantação da produção, segue abaixo um link para um desenho que ilustra a pista de produção.

Para quaisquer esclarecimentos sobre a aquisição destes equipamentos converse com a Penha Bovo da Weiler e tenho certeza que você será prontamente atendido. 

Penha Bovo
Gestão de Vendas/Clientes
Weiler C.Holzberger  Industrial Ltda
cid:image001.jpg@01CEB620.6FC5DD50
Tel. PABX: (55) 19 3522.5900
Rio Claro-SP-Brasil
cid:image002.jpg@01CFB0BF.4B223990

Link para o desenho:

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ESTAR DE CONCRETO AO AR LIVRE

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Materiais e técnicas e recomendações para paredes de concreto



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Dente Gerber (6) Armadura suplementar e comentários

Esta armadura é posicionada em forma de "U" horizontal  (grampo) acima da armadura de tração (inferior) conforme vemos na posição "9" da figura abaixo. Devem estar se perguntando que tipo de Dente Gerber, esta figura é de um software da Alemanha (posteriormente publicarei este assunto).




Vamos demonstrar como se calcula esta armadura, primeiramente deve-se entender que temos de ancorar a caixa de reforço dentro da faixa L1, que pela NBR9062 deve ser inferior a d/4. Este comprimento Lé o comprimento do bordo até o final da armadura de suspenção (posição "5" da figura). 


O esforço que deve ser ancorado é:

Fsd = VEd * a1 / z + HEd    > VEd/2

sendo:
z = 0,9 * d --braço de alavanca interno
a1 = z / 2 ----desde que ALFA SEJA 45graus (angulo teta2 da figura abaixo)


Substituindo remos:
Fsd= VEd/2 + HEd  

Teremos então para armadura:
As,erf. = Fsd / fyd

Logo temos que saber o quanto se precisa de comprimento de ancoragem sem gancho neste esforço  Fsd.

Precisa-se saber que seção de ferro e que bitolas chegam em L1 para se comparar o comprimento necessário com o disponível.

Caso não tenhamos o necessário devemos utilizar uma armadura suplementar se calculando o comprimento de ancoragem com gancho que será em forma de "U" (grampos).

Vamos continuar com o nosso exemplo para ficar mais fácil de se entender:

Fsd = VEd * a1 / z + HEd = 250 /2 + 50 = 175 KN
As,erf. = Fsd / fyd = 175/ 435 = 4.03 cm²

digamos que tenhamos 3 ferros 16 mm  = 6.03 cm² chegando em L1= 24 cm
teríamos que ancorar:

ancoragem zona de boa aderência sem gancho concreto 30 Mpa aço CA50A nervurada=> 33diâmetros (maior que o novo limite de 25 diâmetros da revisão de norma NBR-6118-2014)

lb = 33*1.60 = 52.80 cm

lb, ind = αa * As,erf / As,vorh * lb = 1*4.03/6.03*52.80= 35.30 cm
lb,min = 0,3 * αa * lb = 0.30*1(sem gancho)*52.80= 15.80 cm
10 * ds =  10*1.60 = 16 cm

É necessário 53.30 cm e temos 24.0 cm logo temos de colocar uma armadura suplementar.

Coloquemos dois grampos de 16 mm cuja a seção = 8.04 cm²

Logo:

lb, ind = αa * As,erf / As,vorh * lb = 0.70 (com gancho)*4.03/8.04*52.80= 18.5 cm
lb,min = 0,3 * αa * lb = 0.30*0.7*52.80= 11.10 cm
10 * ds =  10*1.60 = 16 cm

Como é necessário 18.50 cm e temos 24,0 cm está OK

O seu tamanho mínimo (de cada perna) = 2 (ferros abaixo de 16mm é 1.40)*  lb + 18.5 = 2*52.8+18.5= 124 cm 

COMENTÁRIOS:

Quero esclarecer que existem diversas metodologias de cálculo, de modelos e de desenhos de posicionamento de armaduras para Dentes Gerber e que, o meu intuito com as publicações é de orientar seu cálculo e forçar um diálogo técnico (que não está havendo ainda).

Para haver confiança no resultado calculado nada como se fazer o cálculo dos esforços de cada biela/tirante e também se verificar as tensões do concreto em diversos nós dos modelos adotados (modelo "a" e "b"). 

É agora onde surge surpresas, este caminho pode ser feito de maneira simplória (trigonometricamente) e pode ser feito pelo cálculo de momentos últimos que é a mais exata maneira se verificar.Neste cálculo se verifica que muitas das formulações adotadas por vário técnicos, e pela própria normas orientadoras, não são as ideais. 

Vou na próxima publicação mostrar imagens de programas de cálculo de Dente Gerber.

O cálculo da maneira mais exata, irei publicar se realmente houver diálogo e interesse dos leitores (não quero estar só).

Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra





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Muros com Geobloc


Parede de retenção com GeoblocCARACTERÍSTICAS GERAIS
Geobloc - O geobloc é fabricado monobloco pré-fabricada cm.100x100x100 (1800 kg de peso) vibrou concreto de grande versatilidade e segurança, fabricados para atender muitos campos de aplicação:
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Conter ...  O lastro das linhas ferroviárias, margens de rios, deslizamentos, encostas.
Proteja ...  As estruturas internas de edifícios industriais no acúmulo de materiais manipulados por meios mecânicos, as pilhas de pontes ao longo das vias.
Consolidar ...  Deslizamentos de terra também de pedra, deslizamentos de terra e também como resultado do terremoto, estruturas de pontes (ainda que provisório).
Canal em Geobloc Tipo Geobloc LITOS Restauração margem do córrego
Este tipo de blocos modulares , concreto é particularmente adequado em caso de emergência porinundações e deslizamentos de terra .
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Novo: vibro especial é capaz de fornecer uma folha de cálculo para a verificação dos muros de gravidade mantendo feitos com Geobloc . Para receber o arquivo escreve e-mail para:ufficiotecnico@specialvibro.it
planilha Geobloc
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
O geobloc apresenta um sistema de drenagem dupla: para além das ranhuras retangulares na parte superior e inferior, são explorados também a cavidade cilíndrica interna para transportar a água do solo e afastado lateralmente através das condutas circulares que são formados entre os blocos de uma fileira.
Deste modo, também é possível reduzir quase totalmente a quantidade de água que flui para fora a jusante do artigo, aumentando tanto o comportamento estático que o resultado estético.
Geobloc capacidade de drenagemCapacidade de drenagem
O Geobloc apresenta um sistema de drenagem dupla
Geobloc - instalação

Âncora Hanger para Geobloc
specialvibro_muro_con_geobloc_frana_su_autostrata_firenze_pisa Âncora Hanger para levantar GeoblocÂncora Hanger para Geobloc
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Planilha para viga mista


  

Embora esta planilha eu fiz isso por necessidade e de bom grado colocar para os colegas, é fazer com que um serviço é para torná-lo melhor e não o contrário encontrar quaisquer erros encontrados.
A folha de cálculo em questão está o dimensionamento de um feixe compósito de aço e concreto é constituído por dois perfis UNP ligados por uma estrutura constituída por barras de aço que, no caso específico, são preferidas barras com aderência melhorada.
É dividido em quatro folhas de cálculo não são atos muito complexos para dar, passo a passo, a possibilidade de detecção de quaisquer anomalias do projeto, ou, se houvesse, erros de cálculo.
Ela começa com uma primeira folha em que, dados os valores de contorno na entrada, elacalcula o módulo do projeto , em seguida, passar para uma segunda folha em que, dado o limite de deformação, calcula-se a relativa inércia do projeto . Estas duas primeiras folhas poderiam ser integrados em um único, mas para distinguir os contextos que eu escolhi para distingui-los.
É agora vai para predimensionamento elemento de viga, e, em seguida, para operar as escolhas de design, tais como a altura da secção e perfis UNP que formam o feixe. Na mesma folha são calculadas as características mecânicas da secção constituído pelas únicas perfis de aço e de o perfil compósito, bem como a verificação de a viga de aço durante o vazamento , isto é, quando a resistência é o único componente de aço e, em qualquer caso, sem que sustenta.
Só mais tarde, nas duas folhas seguintes, você vai passar a verificação de aço viga mista concreto submetido a flexão e cisalhamento . Nesta última fase, em particular, na verificação de flexão não é a presença de uma tecla " Yn "que invoca uma macro para a determinação do eixo neutro, de modo que existe a necessidade de permitir que as macros para operar tal verificação.
A folha é absolutamente nenhuma senha e abra totalmente editável e personalizável.
A fim de tornar essa discussão construtiva, só peço uma coisa e que é para me dizer os erros encontrados nos links e nas fórmulas de qualquer tipo e é muito gratificante que a participação ativa da alteração proposta e melhoria da planilha. Vou tentar responder às suas perguntas, dúvidas e fazer as mudanças que eu precisar.
Baixe aqui também:
Visite seu original e participe com o engenheiro:
Aqui estão algumas fotos da planilha :  
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Planilha para propriedades da seção

Planilha para propriedades da seção:

Baixe aqui:
http://minhateca.com.br/clubedoconcreto/Proprieta_sezioni_v01,88754953.xls


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Vigas 7 vãos

Planilha para o projeto preliminar de vigas de concreto armado de acordo com a NTC 2008 e da Circular. 

Os recursos e opções: vigas contínuas com cargas uniformemente distribuídas até 7 vãos, possibilidade sísmica resistente ou secundária de alterações ou momentos nas extremidades, momentos de redistribuição com verificação de elegibilidade, projeto de armadura, checagem do estado limite último (estáticas e sísmicas) e em operação, o controle armadura gráficos mínimos e momentos estressantes e cortes combinações resistentes hierarquia testes estáticos e sísmica de força ao longo da viga e viga-pilar, as barras de controle deslizando sobre nós internos e externos. 

Auditorias Folha de flambagem local para seções retangulares, corte transversal, com ou sem reforço, torção e ancoragem. 

Autor: Tecnolab Engenharia ○○ ● ○○ . Use as folhas apenas para o projeto preliminar. Nós não aceitamos nenhuma responsabilidade por uso indevido.

Visite seu site:
http://www.tecnolabingegneria.it/extra/fogli-di-calcolo-strutture

Baixe aqui:
http://minhateca.com.br/clubedoconcreto/NTC08_travi_continue_REV04,88747486.xls
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Dente Gerber (5) - Armadura de costura

A armadura de costura horizontal e vertical, conforme a Norma Brasileira NBR-9062 tem a mesma seção e é calculada assim:

Ash=Asv= VEd / (8*Fyd)

O professor J.Schlaich e Prof. K. Schaefer adotam armaduras bem superiores (o que aconselho) para seu cálculo e estas são as seguintes:

Ash= 0.50*As tirante 
Asv ≥ 0,7 * VEd /Fyd



Logo continuando o exemplo utilizando as fórmulas mais atualizadas:

Ash=0.50*4.89= 2.45 cm2 o que seria 3 ferros em "U" (dois ramos) de 8.0mm = 3,00cm2

Asv= 0,7 *250/435 = 4.03cm2 o que seria estribos verticais de dois ramos de 8.0mm = 4.00cm2

Os valores pela NBR9062 são bem inferiores.

Como a NBR9062 nos fornece um mínimo, adoto este valor como armadura mínima, e como cálculo as armaduras do professor J.Schlaich e Prof. K. Schaefer que são conservadores para as cargas de utilização.

Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra







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Dente Gerber (4) - Armadura do Tirante



Cálculo do tirante
resolvendo pelo equilíbrio dos esforços:
ZH = VEd * nv * e / zc + HEd * (ah + zc ) / zc   

Sendo:
nv= percentual de estribos verticais
e = ac +cnom+ l1/2
zc = dc - cobrimento - 2,0 
ah= medida inferior até eixo dos tirantes = cobrimento+SA/2

A norma NBR9062 diz no item 7.5.1:
Na falta de cálculo mais rigoroso ou de comprovação experimental conclusiva, permite-se calcular a armadura principal (tirante) do apoio nas extremidades de vigas pré-moldadas, obedecidas as disposições construtivas pertinentes, prescritas em 7.3.3, pela expressão:
AsH = (Fd/1,2 + Hd) 1/fyd
Este valor normalmente é superior ao valor do cálculo de equilíbrio dos esforços.

Teremos então:
  ASH = ZH / fyd

Deve-se observar o mínimo de:

AsHmin=0.15%*bw*d/2

Seu comprimento será (ver figura abaixo):
Ltir= (Comp dente-cobrimento) + (dviga-d) + (As,calc/As,efe*Lb.ancoragem(má aderência))




Vamos a um exemplo prático do cálculo :

Continuando o exemplo da publicação anterior:

ZH = VEd * nv * e / zc + HEd * (ah + zc ) / zc  = 212.50KN

e = ac +c+ (L1)/2=20+3+24/2=35cm
zc = 0,9 * (h1-c') = 0.90*(60-5)=49.50 cm
 ah =5cm
VEd=250Kn
nv=90%

Logo: 
ASH = ZH / fyd=212.50/435= 4.89cm2 onde dois ferros de 12.5 = 4.95 cm2
AsHmin=0.15%*bw*d/2=0.15%*30x55= 1.24 cm2

O comprimento do tirante:

Ltirante= (30-3)+(97-55)+4.89/4.95*1.25*48=128cm

Foi adotado 48 diâmetros da barra para classe C30 região de má aderência sem gancho, lembro que a nova norma NBR6118-2014 tem um mínimo comprimento de 25 diâmetros da barra.

Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra 





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Dente Gerber (3) Tem erro?

Quem acompanha as publicações sobre Dente Gerber e procura entender as fórmulas apresentadas deve ter ficado intrigado (apesar de ninguém se manifestar) do porque da fórmula para os estribos verticais (armadura de suspensão):

Asv = 2*VEd * nv /(fyd)

O valor está majorado em duas vezes, está errado?

Apesar de muitos terem publicado que se adota uma vez, temos alguns que dizem o contrário.
O professor  J.Schlaich e Prof. K. Schaefer adotam duas armaduras de suspensão, Asv1 e Asv2.

Veja como é feito na figura abaixo e veja o artigo do professor Eduardo Thomaz em seu site ou baixe aqui:
http://minhateca.com.br/clubedoconcreto/Dente+Gerber+Prof++J++SCHLAICH,88062793.pdf



A armadura Asv2 é distribuída em L2, se fosse distribuída em L1 a fórmula que adoto está de acordo com os professores.

Outras bibliografias adotam uma minoração de 70% da resistência do aço, o que significa multiplicar por 1,42 em vez de dois, mais ainda não é o suficiente para atender a tensão nesta biela.

Se calcularmos a armadura pela tensão T2  da biela (no modelo a)veremos que temos que adicionar uma armadura superior a 80% (seria 1,80 vezes) maior do que é o adotado usualmente.
Então o que fazer??

Minha sujestão:

Devemos corrigir este valor multiplicando por dois, como fiz e depois se verificar se está atendendo a armadura necessária para a tensão T2 da biela e se esta pode ser reduzida.

Então é preciso ter muito cuidado  neste cálculo.

Farei uma publicação onde mostrarei o valor das tensões sem aproximação.

A resposta da pergunta Tem erro? é NÃO tem erro

Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra


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Dente Gerber (2) - Cálculo dos estribos verticais e inclinados


Como foi apresentado em uma publicação anterior temos as fórmulas para diversos ângulos ϴ, ϴ2 e α,  então iremos determinar estes ângulos. Se observa pela figura acima que  os ângulos são de 45° para o modelo b), logo não precisamos determina-los.

Para o ângulo α é o mais fácil de se encontrar mas, teremos de definir qual a parcela de estribos verticais e inclinados (ou seja para cada modelo ou a) ou b))  :

α= arctang ( HE,d /  VE,d,1)

HE,d, = Esforço horizontal
VE,d,1= Parcela do esforço vertical considerado para estribos verticais

Para se calcular os ângulos ϴ1 , ϴ2 o correto e que se deve determinar a posição da biela comprimida que é realizado com a determinação do momento resistente da seção da viga. sendo este obtido considerando o centro de gravidade resultante da compressão da armadura superior comprimida e para o outro lado do triangulo se utiliza simples expressões trigonométricas.

Pode-se considerar por um outro caminho mais simples de cálculo. com pequena margem de erro para podemos simplificar estas contas (no Excel o real é mais ou menos simples).

Pela norma DIN 1045-1 existe o limite superior e inferior para o ângulo ϴque faremos logo em seguir. Para o limite inferior se recomenda como mínimo o ângulo de 30°

Prova do suporte:
VRd, max = 0,5 * ν * bw * z * fcd  ≥ VEd

sendo:
ν ≥ (0,7 -fck/200)≥ 0,5
fcd = fckc      
z = 0,9 * (h1-c')   
Limite superior:
max ϴ1 = arc tan (zo / ac)

sendo:
zo = (h1-c') * (1 - 0,4 * VEd / VRd,max )

Orientação real do ângulo existente:

fazendo pelo caminho de cálculo simplificado temos, 
ϴ1 = arc tan (dA / e)

sendo:
dA= (h1-c')-c-2cm 
e = ac +c+ (L1)/2

sendo:
L1= comprimento de localização da armadura de suspensão pela NBR9062, este valor deve ser menor ou igual a d/4 ( só por informação na Itália se adota d/5).
L1 max= (dA-ac-c)*2 

Verificações: 

- Se verifica se ϴestá dentro dos limites máximo e mínimo

- Após se calcular as armaduras de suspensão é preciso verificar se estas armaduras calculadas podem ser acomodadas no comprimento L1. 

O ângulo ϴé importante para o cálculo das tensões que no concreto em cada biela. Se houver muito interesse a cerca do assunto, solicite que publicarei como se faz este cálculo.

Estribos verticais e inclinados:

Asv = 2*VEd * nv /(fyd)
Asi = VEd * ns/(sin 45 *  fyd )

Asv :  distribuidas em L1

Vamos a um exemplo prático do cálculo :

Dados:
Reação                 VEd= 350 KN
Força Horizontal   HEd=  70 KN
bw= 30 cm
h1=60 cm
h2=100 cm
Fck=30 Mpa
Fyd=435 Mpa
c=3cm  c'= 5cm
ac=20 cm
estribos verticais   nv = 90%
estribos inclinados ni=10%

α= arctan ( HE,d /  VE,d,1)= arctan(70/(350*0.90)= 77.

Prova do suporte:

VRd, max = 0,5 * ν * bw * z * fcd  ≥ VEd
VRd, max =0.5*0.55*30*49.5*21.4=875.09 KN≥ 350 KN  "OK"


sendo:
ν ≥ (0,7 -fck/200)≥ 0,5 = (0.70-30/200)=0.55≥ 0,5  "OK"
fcd = fck/γc = 30/1.40= 21.40 Mpa
z = 0,9 * (h1-c') = 0.90*(60-5)=49.50 cm

Limite superior:
max ϴ1 = arc tan (zo / ac)= arc tan (46.2/20)= 66.6°

sendo:
zo = (h1-c') * (1 - 0,4 * VEd / VRd,max )= (60-5)*(1-0,40*350/(875.09)=46.2 cm

Orientação real do ângulo existente:
ϴ1 = arc tan (dA / e)= arc tan (50/35)= 55.0°

sendo:
dA= (h1-c')-c-2cm =(60-5)-3-2=50 cm
e = ac +c+ (L1)/2=20+3+24/2=35

sendo:
L1= d/4 = (100-3)/4 = 24.3 cm -----adotado  L1=24 cm
e,

L1 max= (dA-ac-c)*2 = (50-20-3)*2= 54 cm

NOTA: Só para informação calculando pelo método mais preciso este valor do ângulo seria de  56.1° o que é bem pequena a diferença.

Estribos verticais e inclinados:

Asv = 2*VEd * nv /( fyd) = 350*.90/(435)=> 14.49  cm²

Asi =  VEd * ns/(sen (45) * fyd )= 350*0.10/(sen(45)*435) =>  1.14  cm²


Asv:  6  Ø 12.5 mm ( 2ramos) = 14.73cm²
Asi : 1 Ø 10 mm( 2ramos)= 1.57 cm²

Asv :  L1= 24 cm distribuídas em 24/4 a cada 6 cm  o que acomoda as armaduras.


Numa próxima publicação farei o cálculo do tirante, da armadura de costura e do ferro suplementar As,B.

Espero ter sido bem esclarecedora a publicação, dúvidas é só perguntar e por favor se houver algum erro me corrijam, não gostaria de ficar sozinho nesta jornada. 

Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra








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