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Software para Análise de Grelhas Planas

VGPlan
Um software para análise de grelhas planas
VGPlan é uma interface visual (GUI) para o GPlan, um código computacional para análise de grelhas planas escrito em Fortan.
VGPlan pode ser utilizado livremente para fins acadêmicos, entretanto o usuário deve concordar com as condições da Isenção de Garantia 

visite o seu site, da USP:
baixe aqui ou no seu site:
O VGPlan é uma interface visual para o GPlan, um programa computacional para análises de grelhas planas. O VGPlan é distribuído livremente, sendo restrito a aplicações no âmbito acadêmico.




Autores(GPlan):
Marcio Roberto Silva Correa
Marcio Antonio Ramalho
Luiz Henrique Ceotto
Toshiaki Takeya

Autores(VGPlan):
Dorival Piedade Neto
Rodrigo Ribeiro Paccola
Marcio Roberto Silva Correa
Humberto Breves Coda

Plataforma: Windows
Linguagem: Python (VGPlan) e Fortran (GPlan)


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Formas para Escadas


Esta é uma forma de escada de um trabalho que foi feita em 2004. Um par de lances de escadas de concreto ao ar livre, até dois apartamentos no primeiro andar. Aqui é um detalhe do desenho, mostrando as armaduras etc.


escadas de concreto
Forma da Escada - detalhes para o lance de escadas abaixo na foto.

Tal como acontece com todas as formas de escada, você pode ver o espaço para os dedos do pé. A escada é suportada pela parte superior, onde por sua vez é uma continuação da laje de piso principal. A escada foi executada ao mesmo tempo que o descanso da laje do piso principal do andar superior.



Estes são apenas pequenos detalhes que no projeto mostra os materiais que devemos utilizar. Em outra parte do desenho as referências são feitas para os vários padrões australianos que regulam várias partes da obra. Por exemplo, há uma padrões para concreto, para vergalhões, para formas, há seções que regem as medidas das escadas, corrimãos, etc. (No Brasil é regido pela NBR-9077)




escadas de concreto
 - A escada concluída, esta reta é o número máximo permitido de degraus se houvesse mais algum se teria que ter um patamar no meio.

detalhe do corrimão de alumínio
-Detalhe do corrimão da mesma escada

Aqui está um dos detalhes do acabamento da escada. 


O sistema de corrimão é todo de alumínio, com painéis de alumínio perfurado. 



A fixação foi chumbadores na borda da escada e no seu patamar de chegada.


Formas para a Escada.

Para os pequenos empregos como este, uma mistura do velho e os novos métodos de formas foram utilizados, uma mistura de suportes de aço com  quadros e as boas e  velhas forma de madeira.

Escadas De Concreto Com dois lances ocupam metade Do Espaço

cofragem de escada
 - Escadas com um patamar reduzem o espaço para a metade do comprimento.

Aqui está uma foto de um conjunto de escadas com um patamar na metade do caminho. 


Você pode ver que todos os suportes menores são cortados da madeira, enquanto se possível, o aço e adereços têm sido utilizados.


escada cofragem de riser
 -Escada de um lance

Aqui no topo da escada concretada note que não há um encontro com a parede. 


Um princípio básico para algumas formas de escada é que os espelhos não são concretados, e ficam abertos. 


A mistura de concreto de boa qualidade normal com um slump standard, (que não é muito molhado) vai bem até um pouco menos de vibração, mas não deve se derramar para fora da esacada como uma inundação. 


Como você pode ver aqui todos os passos que  estão parcialmente acabados.



Escadas Mais Amplas
cofragens para escadas mais largas que mostram mais stronbacks
 - Escadas mais largas que mostram ser mais fortes







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SAPATAS DE CONCRETO Passo a passo

Utilizadas como base para edificações de diferentes portes, as sapatas de concreto são simples, seguras e econômicas. Mesmo assim, dependem de especificação e execução que levem em conta as características do solo e da estrutura


Juliana Nakamura


Fotos: Marcelo Scandaroli
Elemento básico de fundação, não demanda peças e equipamentos especiais de escavação

Indicadas para regiões de solo estável e de alta resistência superficial, as sapatas de concreto estão entre os métodos de execução de fundações mais elementares e econômicos.Quando bem projetadas, costumam demandar pouca escavação e consumo moderado de concreto. Além disso,suportam cargas elevadas e, em comparação com outros tipos de fundação superficial, como os blocos não armados, as vigas baldrames e o radier, podem assumir diversas formas geométricas para facilitar o apoio de pilares com formatos não convencionais.

Mais do que a versatilidade, no entanto, a principal vantagem desse tipo de fundação está na execução facilitada, que dispensa, por exemplo, a presença de peças e equipamentos especiais no canteiro. Tal simplicidade, contudo, não exclui a necessidade de cuidados. Até porque, por se apoiar em camadas superficiais do solo para transferir as cargas da construção, esse tipo de fundação está mais suscetível às mudanças nas camadas do solo do que as fundações profundas.

De acordo com a NBR 6122:1996, que trata de projeto e execução de fundações - atualmente em processo de revisão -, uma sapata não deve ter dimensão mínima inferior a 60 cm. Outra recomendação é que se observe o desnível entre sapatas próximas. A sapata em cota mais baixa deve ser sempre executada antes das demais.Além disso, é importante que seja respeitado um distanciamento entre cotas de acordo com a resistência do solo.

Da mesma forma, a garantia de que a umidade do solo não atacará a armadura da sapata é fundamental para a segurança da edificação a ser construída. Por isso, logo após a escavação do solo deve ser feito um lastro de 5 cm de concreto magro, ocupando toda a área sobre a qual será assentada a sapata.

Compatibilidade

"O mais importante na execução de qualquer tipo de fundação é compatibilizar as cargas atuantes e os deslocamentos previstos com as características do solo de suporte", ressalta a pesquisadora Gisleine Coelho de Campos,da Seção de Geotecnia do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo). Segundo a engenheira, é fundamental verificar a geometria do elemento e as características de uniformidade e resistência do solo sob a base,além da resistência do concreto e o cobrimento da armadura.

A ligação entre as armaduras da sapata com a estrutura também é um ponto crítico que merece atenção especial." As armaduras de espera para os elementos estruturais precisam dispor de geometria e comprimento adequados aos esforços previstos", afirma Gisleine, destacando ainda que é preciso considerar sempre a possibilidade de ocorrência de cargas acidentais, que devem estar contempladas nos coeficientes de segurança adotados no projeto.

Impacto financeiro

A garantia de economia das sapatas diretas passa obrigatoriamente por um projeto que tire partido das características desse tipo de fundação. Em geral, sapatas de formato arredondado ou escalonado demandam mais trabalhos com a execução das fôrmas, interferindo diretamente na produtividade do canteiro.

Fundação de um edifício residencial com sapatas isoladas



Escavação 
Seguindo a orientação do projeto de fundações, inicia-se a escavação da área a receber as sapatas até a cota de apoio.




Regularização 
Com a área escavada e compactada, o passo seguinte é depositar concreto magro na área escavada, nivelando com o auxílio de régua e colher. Essa camada de regularização, que deve ter 5 cm de espessura no mínimo, é importante para garantir que a umidade do solo não ataque a armadura da sapata.




Preparação das laterais 

Não só o fundo, mas também as laterais precisam receber concreto. Por isso, as laterais de toda a área escavada devem ser chapiscadas.





Marcação dos pilares
Com a vala preparada, inicia-se a marcação dos pilares. Para tanto, são fixadas estacas de madeira nos pontos indicados pelo projetista.





Conferência 
A checagem do nível é um procedimento imprescindível para garantir boa marcação dos pilares.





Armação 
Depois de definida a localização de todos os pilares, tem início a inserção da armação, sempre seguindo a orientação do projeto de fundações.





Saída para os pilares
Com o auxílio de arames de aço, são presos também os ferros especiais de arranque dos pilares.





Concretagem 

A concretagem também deve ser feita, de acordo com as especificações do projetista, até a parte superior da sapata. A betoneira pode ser utilizada se a quantidade de concreto ou a velocidade de concretagem assim o exigirem.





Finalização

A armação do pilar deve ser montada a partir dos ferros de arranque. Só então serão colocadas as fôrmas do pilar para o prosseguimento da concretagem.
Obs.: Após a desenforma do pilar, deve-se fazer o reaterro da cava da sapata.
Obra: Edifício Allure Morumbi, em São Paulo, atualmente em construção pela Construtora Tibério

Recomendações
*Para execução de todo e qualquer tipo de fundação, as investigações geotécnicas de campo e laboratório devem ser sempre acompanhadas pelo projetista.

*Sondagens de simples reconhecimento à percussão (SPT ou SPTT) são indispensáveis, sendo que, em alguns casos, pode ser necessário lançar mão de sondagens mais complexas.

*Ainda na fase de projeto, o contato entre projetista de fundações e estruturas deve ser constante.
*Em situações em que as sapatas se aproximam umas das outras ou se sobrepõem, o radier pode ser uma solução de fundação mais competitiva.

Ainda pela busca de economia, é imprescindível simplificar a execução da armadura quando possível. Afinal, as sapatas mais econômicas geralmente são aquelas que possuem comprimento e largura com dimensões próximas, com momentos fletores parecidos em ambas as direções.
Estrutura de edifício residencial em São Paulo será erguida sobre sapatas isoladas em formato cônico retangular. Nesse tipo de solução, que apresenta baixo consumo de concreto, cada elemento de fundação recebe as cargas de apenas um pilar

Fundações rasas como as sapatas se caracterizam quando a camada de suporte está a até 2 m de profundidade da superfície

O contato entre o projetista de fundações e de estruturas, ainda na fase de projeto, é outro fator propulsor de racionalização. Estima-se que um projeto otimizado, que considere a interação solo-estrutura, possa levar à redução de até 50% do custo das fundações. "Fundações bem projetadas correspondem de 3% a 10% do custo total do edifício. 
Porém, se forem mal concebidas e mal projetadas, podem atingir de cinco a dez vezes o custo da fundação mais apropriada para o caso", alerta a professora Mércia Bottura de Barros, da Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), lembrando a importância da compatibilização de projetos na busca pela melhor solução para a distribuição dos esforços.
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Lajes Steel Deck

Para garantir a máxima eficiência do sistema steel deck, pré-requisitos de projeto e execução devem ser seguidos à risca


Por Gisele Cichinelli


O steel deck suporta sobrecargas de até 2 mil kg/m² e dispensa escoramentos para vãos de 2 m a 4 m

Leveza e velocidade de execução são as duas principais características citadas por especialistas quando o assunto é o steel deck. Seja em obras industriais, comerciais ou residenciais, essas lajes mistas, também conhecidas como lajes colaborantes, normalmente são aplicadas em obras nas quais a necessidade de racionalização dos processos construtivos e a entrega em prazos curtos está presente. Por conta desses benefícios, o uso do sistema se torna cada vez mais atrativo em obras que exigem tecnologias de ponta.

Ideal para compor um conjunto construtivo com estruturas metálicas, o steel deck se mostra competitivo, sobretudo, em situações onde os vãos variam de 2 m a 4 m. Nessa condição, dispensam escoramentos e, consequentemente, agilizam o cronograma da obra. "Nenhum sistema de laje consegue a agilidade e a praticidade que o steel deck permite às estruturas metálicas, observa Catia Mac Cord Simões Coelho, gerente-executiva do CBCA (Centro Brasileiro da Construção em Aço). A engenheira conta que, devido à variedade de dimensões de perfis de vigas disponíveis no mercado, o aumento do número de vigas de apoio para a utilização do produto não acarreta em aumento do peso da estrutura metálica.
O uso do steel deck se mostra particularmente vantajoso em situações de obras com condições especiais de execução onde, por exemplo, a montagem de escoras é inconveniente. Ou ainda quando há dificuldades para trafegar pela obra com um sistema de fôrmas e escoramentos. "É o caso de obras de retrofit ou ainda de obras rápidas nas quais várias frentes de trabalho devem ser abertas e a fase de concretagem da laje não pode interferir no serviço de acabamento do pavimento logo abaixo", complementa Leonel Tula, gerente de obra da Método Engenharia.

Apesar das vantagens elencadas, especialistas lembram que a falta de perfis disponíveis no mercado nacional limita o uso do sistema de laje mista com steel deck. O engenheiro da Método acrescenta que, por se tratar de um sistema misto de vigas metálicas e laje composta, a solução possui as mesmas limitações com relação ao preço, à opção estética e, em alguns casos, à resistência ao fogo que as apresentadas pelas estruturas metálicas.

Um ponto importante, e que não pode ser desconsiderado, é prever o steel deck ainda no projeto. A adoção do sistema estrutural durante essa etapa permite uma avaliação correta do comportamento em conjunto dos dois materiais que o compõe (aço e concreto). No caso do uso de vigas de aço, é importante calcular a capacidade de carga em situações diversas, seja durante a obra ou durante a vida útil da estrutura, completa o projetista Flávio Correia D'Alambert, diretor da Projeto Alpha Engenharia de Estruturas e diretor-adjunto da Abece (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural). Segundo ele, a especificação das lajes metálicas colaborantes deve ser evitada em casos onde as sobrecargas sejam superiores a 3 t/m2 e em panos onde sejam necessários muitos furos como, por exemplo, em lajes suporte de casa de máquinas de elevadores.

A fase de execução também requer atenção especial. Para garantir a máxima eficiência do sistema, é imprescindível que haja o correto posicionamento e fixação das lajes junto à estrutura, distribuição uniforme do concreto durante a fase de concretagem (evitando acúmulos em um único ponto) e a colocação de arremates de contenção lateral do concreto. "Nos pavimentos nos quais as cargas dinâmicas interferem na união entre a fôrma de aço e o concreto, é necessário prever uma armadura de aço, que deve ser disposta na parte superior da laje, explica Catia.

Os fabricantes também recomendam evitar o uso de aditivos à base de cloretos para aceleração de cura do concreto, já que eles podem comprometer a galvanização das chapas de aço. Pelo mesmo motivo, risco de corrosão em edificações erguidas em ambientes agressivos como áreas costeiras, sujeitas a sais clorados, as lajes mistas podem exigir armaduras de reforço. Assim como em solicitações específicas de resistência a incêndio, nas quais deverá ser considerado o uso de armaduras adicionais ou aplicação de forros suspensos; ou ainda o jateamento de fibras isolantes na face inferior da laje.

A execução dos conectores também exige uma série de cuidados especiais, a começar pela contratação de uma empresa especializada para executar esse serviço. Caso sejam especificados perfis metálicos, a pintura da face superior deve ser evitada, permitindo, desse modo, a eletrofusão dos conectores.


Menos pilares
Com a premissa de ser um dos mais modernos prédios comerciais do País, o Edifício Nações Unidas, localizado em um dos principais centros empresariais da capital paulista, foi projetado levando em conta o uso das mais avançadas tecnologias construtivas disponíveis no mercado. Dentre os sistemas estruturais adotados está o steel deck, que compôs, juntamente com vigas mistas e concreto de densidade 1,8 mil kg/m³ (nos pavimentos-tipo) e 2,5 mil kg/m³ (nas garagens), um sistema construtivo leve e que proporcionou significativa diminuição dos pilares. A escolha ainda resultou em dois grandes benefícios para a obra: espaços arquitetônicos mais arrojados e aumento da área locável.


Concebido em estrutura metálica, o edifício contempla, ao todo, uma área de 63 mil m2 de lajes nas suas duas torres de andares livres (uma com dez e a outra com 13 pavimentos), no pavimento térreo destinado a serviços e nos quatro pavimentos do estacionamento. Para executá-las, foram usadas lajes steel deck com espessura de 135 mm com a utilização de concreto estrutural leve nos pavimentos-tipo. Atendendo às exigências das normas de proteção passiva contra incêndio, nos pavimentos dos pisos de garagem e térreo foram especificadas lajes com espessura de 145 mm, com concreto convencional.  Em função da modulação dos pilares, de 10 m, o steel deck venceu vãos de 2,5 m. A logística de entrega na obra e a interdependência da montagem do produto com as atividades de execução da estrutura, além da própria sequência de concretagem das lajes, foram os grandes desafios dessa obra. Sem espaço para estocagem, a entrega do steel deck foi feita por carretas, separadas por pavimento, e que chegavam à obra imediatamente após a liberação de montagem da estrutura metálica, momento em que os painéis eram içados diretamente sobre as estruturas do pavimento no qual seriam instalados. Um estudo prévio e cuidadoso da sequência de embarque e montagem do steel deck desde a fase de projeto garantiu que todo o planejamento de fabricação e entrega das lajes atendesse ao planejamento de execução da obra. 


Execução de laje steel deck
Indicado, sobretudo, para compor um conjunto estrutural com vigas e pilares metálicos, o steel deck é uma laje composta por uma telha de aço galvanizado, perfilada e com nervuras, e uma camada de concreto. Antes da cura, essa fôrma permanente funciona como plataforma de serviço e suporte para o concreto, eliminando parcial ou totalmente os escoramentos e reduzindo, consequentemente, custos com aluguel, montagem e desmontagem e com mão-de-obra. Depois que os dois materiais se solidarizam (aço e concreto), formam um sistema misto que atua como armadura positiva. Em função dos vãos adotados, as lajes podem suportar sobrecargas de utilização de 1 mil kg/m² a 2 mil kg/m². Para garantir sua competitividade frente a outras soluções, porém, o ideal é usá-las em situações nas quais os vãos variem de 2 m a 4 m, que podem dispensar escoramentos.

O primeiro passo para a correta execução das lajes colaborantes é especificá-las ainda na fase de projeto, respeitando os vãos, sobrecargas, espessuras de chapa e o concreto a ser usado indicado pelos fabricantes. Antes de iniciar a execução da laje, é necessário que a estrutura metálica esteja totalmente executada. Vale ressaltar que, a partir de 2,5 m de espaçamento entre as vigas, o escoramento durante a concretagem e o período de endurecimento do concreto torna-se obrigatório (foto 1).

No momento da execução, alguns recortes e ajustes nos cantos e no contorno dos pilares podem ser exigidos a fim de adaptar a laje à geometria da edificação. O próximo passo é fixar os painéis à estrutura por meio de pontos de solda bujão ou solda comum. Após o término da montagem da fôrma de aço, os conectores (os mais utilizados são do tipo stud bold) de cisalhamento deverão ser soldados à viga (foto 2).

Concluídas a montagem, a fixação da fôrma e a instalação dos conectores de cisalhamento, o próximo passo é a instalação das armaduras adicionais das lajes (foto 3).

Em seguida, o concreto é lançado por meio de bomba (foto 4).

Além do tempo de cura, que deve ser respeitado rigorosamente, nessa etapa outro ponto que requer atenção é a saída do concreto, que deve ser movimentada frequentemente e cuidadosamente para minimizar os problemas de acumulação em zonas críticas da laje como, por exemplo, no meio do vão. De acordo com os parâmetros das normas estrangeiras e da "NBR 14323 - Dimensionamento de Estruturas de Aço de Edifícios em Situação de Incêndio", o cobrimento mínimo é de 50 mm de concreto acima do topo do steel deck. Para lajes de piso, recomenda-se cobrimento maior ou igual a 65 mm (foto 5). 

Ficha técnica


Medabil
Espessura: 0,65 mm, 0,80 mm, 0,95 mm e 1,25 mmLargura: 903 mmAltura: 73 mm (steel deck), conferindo alturas de lajes de 130 mm até 200 mmPeso: 6,8 kg/m² até 13 kg/m²Vão máximo sem escoras: 3,50 mCarga máxima admitida: 20 KN/m²Tratamento superficial: galvanização com tratamento químico de cromato para a proteção contra a corrosão branca do zincoMétodo de fixação: solda por eletrofusão do stud bolt e de solda de tampão


Perfilor
Espessura: 0,80 mm, 0,95 mm e 1,25 mmLargura: 840 mm Altura: 59 mmPeso: até 14,29 km/m2 Vão máximo sem escoras: 3,40 m Carga máxima admitida: 4.085 daN/m², usual 600 a 1.000 daN/m²Tratamento superficial: zincado padrão Z275 ou zincado Z275 e pré-pintado com primer epóxi e poliésterMétodo de fixação: solda ponto em apoios metálicos


Metform
Espessura: 0,80 a 1,25 mm Largura:  820 mm e 915 mm Altura: 100 mm (lajes de forro) e 110 a 170 mm (lajes de piso) para o modelo MF 50 e 130 mm (lajes de forro) e 140 mm a 200 mm (lajes de piso) para o modelo MF 75  Peso: 1,85 a 3,97 KN/m2 Vão máximo sem escoras:  2,8 mil mm (MF 50) e 3,2 mil mm (MF 75) para a espessura 0,80 mm, podendo chegar a 4, 3 mil mm para espessura de 1,25 mm Carga máxima admitida: em média até 1.300 kg/m2 com colocação de armadura adicional e 700 kg/m² sem armadura adicional Tratamento superficial: pode ser fornecido pintado na face inferior  Método de fixação: solda bujão junto às vigas metálicas e rebites entre os painéis

Normas técnicas
O sistema steel deck ainda não conta com normas técnicas nacionais. Os textos normativos que servem de referência aos projetistas são as normas NBR 6118 (Projeto de Estrutura de Concreto - Procedimento), NBR 8800 (Projeto de Estruturas de Aço e de Estruturas Mistas de Aço e Concreto de Edifícios), NBR 10735 (Chapas de Aço de Alta Resistência Mecânica Zincadas) e NBR 14323 (Dimensionamento de Estruturas de Aço de Edifícios em Situação de Incêndio - Procedimentos).

A Norma brasileira NBR 14323 (Dimensionamento de Estruturas de Aço de Edifícios em Situação de Incêndio - Procedimentos) trata do uso do steel deck em temperatura ambiente e em situação de incêndio.

Outras normas internacionais, como as da ASTM (American Society for Testing and Materials), também podem servir de referência.

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Lajes Treliçadas



Armadura de Distribuição



É uma armadura complementar, posicionada na capa no sentido transversal e longitudinal, para a distribuição das tensões oriundas de cargas concentradas e para o controle da fissuração.
Detalhe de armadura de distribuição

  • Barras: Posicionar perpendicular aos trilhos

  • Malhas: Posicionar sobre toda área transpassando-as com emendas
  • Seu direcionamento referente às bitolas e posicionamento serão definidos no projeto de execução da obra.
    Armadura Negativa
    Seu posicionamento correto é na face superior da laje, respeitando-se logicamente o cobrimento mínimo especificado pela norma NBR 6118, e também deve ser colocado sobre as nervuras, e não sobre o elemento de enchimento, sendo utilizada para garantir o apoio das vigas nos apoios intermediários formando continuidade nos encontros das vigas.


    Sua função é fazer a ligação entre lajes e vigas proporcionando rigidez e monoliticidade ao conjunto dos elementos estruturais. Serve também para combater as fissuras, evitando assim sua oxidação, que leva a processos de corrosão.



    Quando se tem lajes dispostas uma ao lado da outra, dizemos que estas são lajes contínuas. E devido a continuidade de uma laje com a outra aparece o momento fletor negativo, e podemos dizer que uma laje engasta na outra. O valor desse "engaste" é função dos vãos da lajes e também dos carregamentos atuantes nas lajes.



    A grande vantagem da consideração de lajes contínuas é a redução da armadura de aço positiva da vigota treliçada e também da possibilidade de redução da altura da laje.



    Assim como a ferragem de distribuição, a ferragem negativa também deve ser colocada na obra pelo construtor.
    Detalhe de armadura negativa
    Nervuras de travamento
    Tem função de dar estabilidade lateral às vigotas, travando o painel da laje e aumentando assim a rigidez do conjunto. No caso de lajes armadas em uma direção, deve-se colocar nervuras secundárias ou travamento, na direção perpendicular às nervuras principais. Essas nervuras também são indicadas sempre que houver cargas concentradas a distribuir entre as nervuras principais. A nervura de travamento, quando necessária, estará devidamente indicado no projeto de montagem.
    Detalhe da nervura de travamento
    Cimbramento, flecha e contra-flecha

  • Escoramento ou Cimbramento: É uma estrutura provisória, destinada a auxiliar as vigotas pré-fabricadas a suportar a carga de trabalho (vigotas, lajotas, ferragens auxiliares, concreto, pessoas, 


  • etc.) durante a montagem da laje e período de cura do concreto;

  • Flecha: É o maior deslocamento vertical do plano da laje. Este valor deverá respeitar os limites prescritos pela norma NBR 6118;

  • Contra-Flecha: É o deslocamento vertical intencional aplicado nas vigotas pré-fabricadas durante a montagem das mesmas, por meio do escoramento, contrário ao sentido da flecha.
  • Detalhe de um tipo de cimbramento (distancias entre escoras são definidas em projeto) 
    Retirada do escoramento: Executar 21 dias após a concretagem do centro para as extremidades. No balanço, da extremidade para o apoio.
    Seu dimensionamento e posicionamento fica a cargo do responsável pela obra.
    Através do cimbramento se consegue aplicar a contra flecha necessária.


    A contra flecha é muito importante para a qualidade final da laje, pois é através dela que contra balanceamos as deformações causadas pelos carregamentos acidentais e permanentes (flechas). Ela deve ser aplicada na obra, após a montagem do escoramento no centro do vão, utilizando-se cunhas que são colocadas no pé das escoras que se desejar suspender. 

    A contra flecha deverá ser calculada para que após a retirada do escoramento e a aplicação de todo carregamento, a laje fique praticamente nivelada.Quando as escoras forem apoiadas no solo, deverá haver um preparo preliminar para que elas não afundem, e isto pode ser feito através da colocação de pedaços de tábuas sob cada escora.

    Quando as escoras forem esbeltas e oferecerem baixa rigidez, será necessário contraventar o pontalete à meia altura. Isto também ocorre nos casos de pé elevado ou duplo, onde poderá ser necessário mais do que linha de contraventamento.
    Materiais de enchimento
    É um material inerte, sem função estrutural. É usado para reduzir o peso próprio da laje e o consumo de concreto.


    Apesar de não ser necessária para a resistência da laje, a boa qualidade deste material é importante para a segurança durante a fase de montagem e concretagem de laje. Afinal os blocos de enchimento são responsáveis por transferir o peso do concreto ainda fresco às vigotas, que se apoiam sobre as linhas de escora. Assim sendo torna-se necessária uma resistência mínima para esta material para que esta função seja comprometida.



    O tipo de material de enchimento a ser utilizado depende da disponibilidade local. Os materiais mais comuns são: blocos cerâmicos, blocos de EPS (isopor), blocos de concreto, blocos de concreto celular.



    Os materiais leves, como o EPS e o concreto celular, têm a vantagem de possuir um peso próprio menor e poderem ser recortados nas dimensões desejadas. Com isto, além da laje se tornar mais leve, pode-se ter inter-eixos maiores que conduzem a um menor volume de concreto. Ao se utilizar o bloco de EPS deve-se tomar alguns cuidados quanto ao revestimento. Para que se garanta um revestimento de boa qualidade é essencial a utilização de um adesivo na argamassa.
    Projeto de execução
    Para uma fácil montagem de sua laje, a LAJES PREMIX fornece na entrega de seus produtos um projeto de execução detalhado, conforme a norma de lajes treliçadas 02:107.01-001, contendo as seguintes informações que orientam a execução do projeto na obra:

  • Posição e quantidade de linhas de escoras;

  • Disposição, vãos e direção de apoios das vigotas;

  • Contra flechas;

  • Disposição e especificação das nervuras de travamento;

  • Quantidade, especificação e disposição das armaduras complementares;

  • Especificação dos materiais complementares (concreto, aços e elementos de enchimento);

  • Previsão de consumo de concreto e aço complementar por m² de laje;

  • Altura total da laje e da capa de concreto complementar;

  • Altura total da vigota;

  • Cargas consideradas;

  • Peso próprio;

  • Detalhamento de apoios e ancoragem das vigotas;
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    Bombas de concreto (3) dimensionamento

    Antes de iniciar baixe o arquivo rar no link abaixo, este é o NOMOGRAMM que é utilizado para se dimensionar uma bomba de concreto, veja o arquivo que vai baixar, ele tem opções de visualização em PDF e em arquivos CAD em DWG (bem mais completo). 



    São dois modelos, um deles tem um bonito visual da Putzmeister com dados mais completos e o outro é deve ser mais familiar para muitos em outros países da Schuwing.



    Antes de iniciar o bombeamento em uma obra se faz uma analise do que é necessário para realizar o seu dimensionamento.

    Simplesmente deve-se ter em mãos:

    1. vazão para atender o pedido
    2. diâmetro da tubulação
    3. comprimento da tubulação (horizontal+vertical)
    4. comprimento da tubulação vertical
    5. quantidade de curvas e seus raios
    6. slump do concreto ou espalhamento

    Não adianta perder tempo e ficar falando sobre cada quadrante no NOMOGRAMM que você baixou, um exemplo para utilização será bem mais fácil para a sua compreensão:

    EXEMPLO:

    Digamos que tenhamos uma pedido de 270m3 de concreto para ser colocado em 6 horas então a vazão será: 270/6= 45m3/h

    O fator de trabalho ou seja o rendimento seja de 75% logo a vazão se altera para
    45m3/h / 0.75 = 60,00 m3/h 

    Isso acima quer dizer que a bomba trabalha 48 minutos em uma hora (60min x 75% = 45 minutos), facilmente isso pode ser verificado.

    diâmetro da tubulação seja de DN125
    comprimento total da tubulação seja 86 metros (incluído mangote da extremidade e comprimento vertical)
    comprimento vertical seja 50 metros  que está incluído no comprimento total
    tem-se 4 curvas de 90 graus
    tem-se 2 curvas de 30 graus
    Slump de 120mm

    Agora se transforma em metros as curvas que se tem pela seguinte regra:

    regra 1: para cada 30 graus corresponde a 1 metro de tubulação horizontal 

    logo:
    4x90=360
    2x30=60
    total = 420 : 30 = 14mts

    O comprimento para colocar no NOMOGRAMM = 86 + 14 = 100 mts

    Como a tubulação vertical provoca um aumento de pressão e este aumento é diretamente adicionado na pressão estática e temos a segunda regra:

    regra 2: Se considera que  se tem um aumento de 0.25 bar para cada metro de tubulação vertical

    então no exemplo que estamos fazendo:

    bares requeridos pelo comprimento da tubulação vertical = 50mts x 0.25 =  12.50bar

    O NOMOGRAMM fica deste jeito mostrado logo abaixo,em seus 4 quadrantes com a sua marcação feita nos seguintes passos:

    marca-se  a vazão de 60.00 m3/h
    marca-se a linha do diâmetro nominal da tubulação em DN125
    marca-se o slump e ou espalhamento de 120mm




    Com a pressão encontrada de   que é a pressão da linha se soma a pressão do comprimento vertical que é de 12.50 bar e assim se obtêm também no ultimo quadrante a energia necessária, 

    Pressão da bomba : 20 +12.50 = 32.50 bar

    O que no quarto quadrante >>>77KW 

     Resta então analisar o que acontece em obra ou seja o real.

    bomba com vazão de 60m3/h
    pressão 32.50bar
    energia de 77KW

    Eu pessoalmente atualmente não utilizo bombas de concreto onde trabalho, mas gostaria de ver estes resultados na prática, se alguém se dispor a fazer estas continhas e me passar para publicar com o seu mérito, certamente MUITOS ficarão agradecidos. 

    Este é um assunto que certamente é de pouca divulgação, abaixo a bibliografia destas 3 publicações que fiz e espero que tenha atendido a todos, levei dias nessa publicação....rsrsrs

    Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra

    http://www.clubedoconcreto.com.br/2016/08/dimensionamento-de-uma-bomba-de.html
    Manual de colocação de Betão -Schuwing- Karl v. Eckardstein

    Some issues related to pumping of concrete - Bhupinder Singh, S.P. Singh and Bikramjit Singh

    Betontechnologie für Betonpumpen- Putzmeister

    SINTEF Building and Infrastructure Stefan Jacobsen, Jon Håvard Mork, Siaw Foon Lee , Lars Haugan

    Concrete pumping Code of Practice 2005- Queensland code


         
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