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3 TIPOS DE ALIMENTAÇÃO ELÉTRICA (PONTES/PÓRTICOS/MONOVIAS)

DESCRIÇÃO DOS TIPOS DE ALIMENTAÇÃO

Temos na indústria de pontes rolantes, basicamente, três tipos de alimentação, aplicados em função de atmosfera, limitação de avanço, quantidade de equipamentos, e outros fatores. São eles os barramentos blindados, as cortinas de cabos, e os enroladores de cabo. Há um outro tipo que já vem sendo usado em alguns projetos, a esteira porta cabos, conhecida das máquias CNC, e outras aplicações, mas falaremos em outros artigos.

BARRAMENTOS BLINDADOS
barramento-blindado_1

São sistemas de alimentação elétrica longitudinais do caminho de rolamento das pontes rolantes, e podem ser usados para monovias também. São alimentados pela extremidade através de cabos ascendentes ligados a chaves seccionadoras. São compostos por tiras ou fitas de cobre (4, ou 7), montadas nas guias internas de capas em PVC, e organizadas de forma que um coletor, uma escova, ou um pantógrafo compatível, fará a coleta da energia para alimentar o sistema. Cada capa PVC é fornecida em aproximadamente 4m ou 5m.
É comum a necessidade de mais pontos de alimentação para um mesmo barramento, principalmente para impedir a queda de tensão para patamares aquém do permitido, e desta forma garantir garantir a harmônica. O barramento deverá estar alimentado de forma a ser capaz de fornecer os mesmos 380V/60Hz, por exemplo, inclusive para proteger inversores, e para permitir que as pontes trabalhem com capacidade total. A Queda de tensão admissível é de 4%. Engenheiros elétricos utilizarão a potência dos motores da(s) ponte(s) para calcular a queda de tensão e desta forma determinar a quantidade de pontos de alimentação.
Há basicamente dois tipos de barramento no mercado:
1) O primeiro tipo tem as fitas de cobre contínuas, na medida do comprimento do caminho de rolamento, exemplo: para 50m de caminho de rolamento, temos 50m de comprimento para cada uma das fitas, que serão montadas no barramento após as capas de PVC (de 4m ou 5m) serem instaladas no prédio. Ferramentas especiais são necessárias para esta montagem. Manutenções são dispendiosas e há necessidade de remover todas as fitas do sistema inteiro antes, por exemplo, de trocar uma capa danificada, para posteriormente passar todas as fitas novamente.
2) O segundo tipo tem as fitas de cobre partidas, acompanhando a capa de 4m ou 5m. Desta forma, a montagem é mais rápida, e a substituição em caso de danos também. Ou seja, cada capa de PVC 4m ou 5m já tem dentro dela as fitas de cobre na mesma medida.

CORTINA DE CABOS / FESTOON
cortina_cabos01

São sistemas de alimentação elétrica longitudinais e de distribuição de energia e comando da ponte rolante. Para certas aplicações, quando houver, por exemplo, muito pó na atmosfera, e os barramentos blindados não forem adequados, pode-se utilizar Festoon para alimentar o caminho de rolamento também.
Uma desvantagem do uso deste tipo de alimentação é que se o percurso for longo, há que se prever um espaço para o chamado estacionamento de trolleys, e desta forma, há perda de deslocamento – ou seja, o equipamento se deslocará menos, perdendo alcance do gancho.
Poderá ser usado inclusive para alimentar monovias – ocasião na qual será importante verificar como se processa a montagem ao longo da monovia, e quantas talhas há na monovia. Outra aplicação é em ambientes de área classificada, onde não pode ocorrer faiscamento, e neste caso, o sistema tem que ter a blindagem adequada, que os barramentos blindados não provêm.
São compostos por fios agrupados dentro de conduítes. Os conduítes podem ser redondos, ou de cabo chato, pode ser de borracha ou outros materiais plásticos. A cada certa quantidade de metros, há um trolleys de cabo, ou cable trolley, que corre por um trilho tipo C, anexado a uma das vigas da ponte rolante. É comum que pontes rolantes tenham uma linha de festoon para a botoeira, que envia os comandos do operador para o painel, e outra linha de festoon que envia a energia e comandos para a talha e trolley. Muitas pontes antigas no mercado ainda apresentam um sistema bem mais simples para a botoeira, com as cabos pendurados sem o uso de trilhos C, ou de trolleys para cabos.

ENROLADOR DE CABOS
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Observem que os sistemas apresentados acima dependem fisicamente de estrutura ao longo dos caminhos a serem percorridos.
Desta forma, um barramento blindado de 100m depende de fixadores ao longo dos 100m, para sustentar as capas em PVC que recebem ou já possuem as fitas de cobre; Ou seja, há necessidade de estrutura fixa, mesmo enquanto, por exemplo, a ponte rolante está na extremidade do caminho onde ocorre a alimentação do barramento, a fixação do barramento permanece montada, claro, até o final do último metro, na extremidade oposta do barramento.
Seguindo a mesma lógica, o festoon, por sua vez, depende de trilhos perfil C devidamente fixados ao longo da ponte inteira, independente de onde esteja o trolley com a talha neste momento.
No entanto, para equipamentos como pórticos montados ao ar livre, onde não há uma estrutura aéera onde monar um barramento, como fazer a alimentação? (Já que no solo, ficaria uma montagem perigosa de alta voltagem).
Para resolver este problema, foi desenvolvido um sistema de cabo alimentado eletricamente, ou com pneumaticos, ou hidráulicos, que se desenrola juntamente com o avanço do equipamento, e se enrola novamente no retorno do equipamento a sua origem.
Os enroladores de cabos são acionados por uma ou mais mola, ou motorizados e utilizados em aplicações diversas de equipamentos elétricos em movimento, como exemplo, em operações horizontais em pórticos rolantes e carros de transferência, e também, equipamentos adicionais montados junto ao gancho das pontes / pórticos, com a função de levar comando, energia, ar comprimido, ou compondo sistemas hidráulicos, como por exemplo na eletrificação de eletro imãs e garras em pontes rolantes.

FORNECEDORES DE ALIMENTAÇÃO ELÉTRICA

Verifique em nosso Guia a lista de Fornecedores de sistemas de Alimentação Elétrica quais empresas fornecem no Brasil, inclusive, muitas delas com disponibilidade em estoque.
Um ponto muito importante: por ser um item não principal no sistema completo da ponte rolante, os fornecedores de pontes costumam exagerar nas margens de lucro deste item, tanto de material como de montagem. Uma sugestão profissional neste sentido é que você obtenha a especificação ou informações principais vindas do fornecedor de pontes, e contrate diretamente as empresas que fornecem a alimentação para o caminho de rolamento, e montagem também. Veja nossa lista de prestadores de serviços especializados com manutenções e instalações diversas.



Certamente há outros tipos de alimentação possíveis. Se você gostaria de sugerir outros sistemas para novos posts, entre em contrato através do E-mail, do Fale Conosco, ou por telefone, para Consultoria Gratuita.
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O QUE SÃO PONTES E PÓRTICOS

PONTES ROLANTES E PÓRTICOS

Nas pontes e pórticos, o mecanismo principal atuante como dispositivo de içamento é uma talha, ou, um carro guincho aberto.
Pontes e pórticos, portanto, são dotados de uma ou mais talhas, anexada(s) em uma ou mais vigas. As extremidades das vigas são rigidamente fixadas sobre cabeceiras, através de chapas de ligação, no caso de pontes rolantes, ou, rigidamente fixados sobre perna unilateral ou em dois lados (um lado rígido e outro livre), e esta(s) perna(s), sobre cabeceiras de cumprimento maior, são os pórticos.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE PONTES E PÓRTICOS?

Em termos de aplicação técnica, ambos são muito parecidos, e servem para as mesmas coisas. A grande questão é Quando selecionar Ponte ou Pórtico.
Conceitualmente, as pontes rolantes trasladam de forma aérea, veja na foto acima, ou seja, os trilhos são montados em altura bem acima de nossas cabeças, e por isso o nome OVERHEAD CRANES, além do alinhamento, nivelamento e cambagem dos trilhos. Desta forma, independente da quantidade de máquinas ou pessoas no chão de fábrica, a ponte rolante nunca fará contato direto ou colisivo com outro equipamento que não seja outra ponte no mesmo trilho.
gantry full
Já para os pórtico e semi pórticos, a situação é oposta, já que conceitualmente, pelo menos um dos lados (semi pórtico da foto) do equipamento terá as rodas trasladando na altura onde pessoas ou máquinas móveis podem ser consideradas obstáculos. Se os dois lados tiverem os rodízios tocando no piso, trata-se se um pórtico Full Gantry.
Há três condições técnicas e econômicas para se decidir ter um ou mais equipamentos deste tipos:
  • Necessidade de movimentação nas 3 direções X, Y, e Z, de cargas cuja massa é superior às capacidades humanas individuais ou em grupo;
  • Outros meios de transporte de cargas não se aplicam, como empilhadeiras manuais ou elétricas, caminhões, guindastes;
  • Mesmo quando houver outros meios de içamento, o uso deles tiver custo benefício menor, ou, gerar perda de produtividade.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS – MONO VIGA OU DUPLA VIGA

MONOVIGA

Pontes ou pórticos monovigas normalmente tem capacidade limitada a 10t, já que talhas com capacidade superior a 12,5t costumam ter uma altura construtiva muito alta. Desta forma, dependendo da altura do prédio, da concepção geral do projeto  e da altura de montagem do equipamento, poderá ser mais interessante partir para uma ponte ou pórtico de dupla viga, visando atender a necessidade do solicitante.

DUPLAVIGA

As Pontes ou Pórticos dupla viga não costumam ter limites de capacidade baixos – esta limitação vai depender do fabricante.
As pontes rolantes de dupla viga podem se apresentar de 2 formas básicas, conhecidas no mercado por terem 4 rodas (2 de cada lado da ponte), ou 8 rodas (4 de cada lado da ponte). No caso de 8 rodas, costuma-se usar o nome de boggies, e haverá um boggie por extremidade de viga, ou seja, se a ponte é dupla viga, teremos dois boggies de cada lado da ponte, e cada boggie com 2 rodas, totalizando 8 rodas.
As pontes de viga dupla são as que mais comumente receber plataformas ao lado de pelo menos uma viga, embora seja mais comum colocar o passadiço apenas do lado onde se encontrará o painel da ponte rolante.
Há muitos outros aspectos que influenciam nas decisões, inclusive o caminho de rolamento, que pode ser determinando para a seleção da quantidade de rodas da ponte rolante, e altura disponível x altura demandada que pode ser determinando para a seleção de monoviga ou dupla viga..
Por isso, sugerimos consultoria profissional gratuita, um via visita técnica para ajudá-lo na definição de seu escopo.

OPCIONAIS COMUNS

As pontes rolantes podem ser dotadas de muitos dispositivos adicionais e opcionais, o que pode gerar uma bela diferença de preços no mercado. Faz-se importante conhecer primeiramente suas necessidades, para poder definir corretamente o equipamento, evitando sub ou super-dimensionamentos.
  • Controle por botoeira e/ou controle remoto;
  • Controle remoto com Joystick
  • Motores com velocidade única, ou, velocidade dupla;
  • Motores com velocidade dupla ou, com inversores de freqüência;
  • Classificação de Serviços – conf. FEM e ISO;
  • Classificação de Serviços – conf. ABNT;
  • Buzina;
  • Viga(s) sem ou com Banzo;
  • Cortina de cabos, Barramento blindado ou esteira porta cabos;
  • Talha com baixa altura construtiva ou altura construtiva normal;
  • Alimentação elétrica e/ou hidráulica para dispositivos pósgancho
  • Controle de pêndulo;
  • Tipo da viga: Caixão, ou Perfil;
  • Com ou sem plataforma ao longo de uma ou das duas vigas;
  • Com ou sem cabine;
  • Duplo freio;
  • Com ou sem Talha auxiliar; para qual função?
  • Sincronismo entre talhas com Closed ou Open Loop (tandem);
  • Sincronismo entre pontes com Closed ou Open Loop (tandem);
  • Operação automatizada via CLP? Sensoreamento?
  • Aproveitamento das alturas disponíveis;

FORNECEDORES DE PONTES E PÓRTICOS

Verifique em nosso Guia a lista de Fornecedores de Pontes Rolantes quais empresas fornecem no Brasil.
Veja também nossa lista de prestadores de serviços especializados com manutenções e instalações diversas.

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MONOVIAS – BÁSICO: O QUE PRECISO SABER?

DEFINIÇÃO

Como todo os assuntos nesta categoria de içamento, o assunto Monovias pode ser simples de ser entendido, mas tem muitas alternativas sobre como poderá ser executado. Basicamente, para entender uma monovia, imagine uma viga, que pode ser de qualquer tipo, e nela, trafegará uma talha de qualquer tipo, com um trolley de qualquer tipo.
Há no entanto, e veremos mais abaixo, diversas formas de sustentar esta viga, assim como a viga pode ter uma curva – calandrada. Neste artigo, vamos falar principalmente sobre as formas de sustentação a partir do piso, e algumas informações sobre os impactos de uma curva e raios.
Convidamos os nossos visitantes a nos apresentar suas necessidades, e prepararemos gratuitamente uma apresentação em Powerpoint com as características do seu projeto – trabalharemos nos moldes de consultoria gratuita. Nosso objetivo é fazer clarear a informação com imagens, facilitando seu contato com os fornecedores e o entendimento das suas apresentações e necessidades.

ALIMENTAÇÃO ELÉTRICA

Quando o sistema for elétrico, haverá que ser definido a forma de alimentação, que pode ser por cortina de cabos do tipo festoon, barramento blindado, trolleys de cabo por tráz da talha ou enroladores de cabo / cable reels (menos comum para esta aplicação).
Conheça mais sobre os tipos de alimentação. O sistema de alimentação pode sofrer influência por diversos fatores, dentre eles: comprimento da monovia, se a monovia tem curvas e/ou bifurcações/interlock, a quantidade de talhas na monovia, classificação de área explosiva, temperatura e umidade, dentre outros.

TIPOS DE SUSTENTAÇÃO OU APOIOS

Vamos dar nomes para os tipos de sustentação que descreveremos neste tópico. Estes nomes são aleatórios, e cada fabricante pode utilizar um nome distinto – portanto, nada como uma imagem para se fazer entender. Vale lembrar que uma mesma monovia, em função de características pontuais, pode ter várias sustentações diferentes ao longo da viga. Pontos que serão analisados neste sentido serão: tamanho da peça içada/transportada, interferências indesejadas com colunas / locais que não podem receber duas colunas, ou mesmo uma, quantidade de fundações, se necessárias, e o custo para implementá-las, etc.

TIPO H: GOLEIRA, OU, TRAVESSÃO DE GOL, OU, TRAVE DE GOL

A-3d
Na imagem ao lado, vemos duas traves de gol. Em nosso site, chamamos de Tipo H. Cada uma delas é composta por uma viga transversal, apoiada em duas colunas. Pode ser referida como um travessão bi-apoiado ou bi-sustentado.

A viga da monovia pode ser montada com parafusos ou soldada abaixo do travessão, permitindo a passagem da talha, ou acima do travessão, impedindo a passagem da talha (seria usado nas extremidades da monovia). É uma solução que, por ser bi-apoiada, pode gerar economia para o projeto se comparada com a mono-apoiada
Quando a distância a ser percorrida pela talha é considerada grande, faz-se necessário o uso de várias traves de gol, com passagem da viga por baixo do travessão.
Cálculos dos fornecedores entregarão a carga gerada no piso, e normalmente, a fundação, quando necessária, será realizada por empresa de Civil, contratada pelo cliente.

DISTÂNCIAS “A” E “B”

Um dos pontos importante para ajudar a definir pelo uso desta trave de gol está relacionada à distância “a”, que deve sofrer influência do tamanho da peça que está sendo içada. Claro que se for uma peça comprida, sempre se pode girá-la de forma que ela consiga passa pela abertura. No entanto, cabe na análise de segurança, que a maior medida da peça deve ser inferior à distância “a” mostrada na figura, para evitar colisões por falta de atenção.
Já a distância “b”, que é a distância a ser vencida até a próxima sustentação ou apoio da monovia, é crucial para determinar o perfil da monovia. Pode acontecer de esta distância ser definida por características do layout da planta, e neste caso, o cliente é quem define esta distância, e o fabricante calcula o perfil adequado. Caso não haja problema de interferências de layout ao longo da monovia, recomenda-se que o fabricante da monovia dimensione a melhor distância em função do melhor custo benefício na relação do número de traves de gol ou diversos outros tipos de apoios, e o aumento ou redução da massa do perfil da monovia para cada metro.
É possível unir os dois conceitos, mediante necessidades analisadas, vide imagens mais abaixo.

TIPO A: FORMATO A, A-FRAME, TIPO A

a-3d
Na imagem ao lado, vemos dois apoios com o formato da letra A. Chamamos de Tipo A.

Cada uma delas é composta por duas colunas em ângulo que se unem no topo, e devem estar amarradas por pelo menos uma barra transversal (na imagem, há 3 barras transversais), criando portanto, a “letra A”.
Este também é o conceito de muitos pórticos manuais montados sobre rodízios ou rodas de diversos tipos.
É possível unir os dois conceitos, mediante necessidades analisadas, vide imagens mais abaixo.

TIPO L: FORMATO L, L-FRAME, MÃO FRANCESA, COLUNA UNILATERAL

Monovia L
Na imagem ao lado, vemos dois apoios com o formato da letra L, de cabeça para baixo. Chamamos de Tipo L.
Cada uma delas é composta por apenas uma coluna em um dos lados, e com uma mão francesa sustentando ou apoiando uma barra transversal engastada na coluna. Soldada ou montada com parafusos, a monovia será sustentada pela barra transversal.
É possível unir os dois conceitos, mediante necessidades
analisadas, vide imagens mais abaixo.

TIPO MIX: USO DE VÁRIOS APOIOS

monovias

Observem que dependendo da complexidade e das necessidades do solicitante, uma monovia pode ter diversos tipos de apoios. Cada projeto é um projeto distinto, e não pode ser estimado por um profissional que não esteja preparado legalmente para esta função. Consulte os fornecedores de pontes rolantes e talhas. Todos poderão precificar as alternativas

MONOVIAS CURVAS

São muito comuns quando o trajeto tem obstáculos, e a viga da monovia precisa ter curvas. Um ponto dos mais importantes é que os trolleys tem distâncias das mais variadas entre suas rodas, mas estas distâncias podem ser empecilhos para o avanço suave em uma curva.
Quando for identificada a necessidade de uma monovia curva, faz-se necessário verificar como fornecedor da talha qual é o raio mínimo que a talha exige na monovia, e então, usar esta informação no desenvolvimento do trajeto completo da monovia.
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Pontes Rolantes - Medidas

ESPAÇOS DISPONÍVEIS

Muito se fala sobre o espaço disponível para a montagem de uma ponte rolante em um galpão. O fabricante de pontes deve interagir com o cliente, com a empresa de engenharia e com a construtora para garantir os espaços.
É mais comum do que se imagina, que erros sejam cometidos nas informações, e mesmo galpões novos tenham problemas para receber a ponte rolante comprada, gerando transtornos, retrabalhos, e com isto, prejuízos.

APLICAÇÃO DO USUÁRIO DA PONTE

Uma discussão que se faz importante, e muitas vezes esquecido pelos usuários, é a aplicação para a qual a ponte rolante será adquirida.
Nada como um croqui, mesmo que seja feito de forma manual, para um estudo das alturas necessárias para a operação, incluindo quaisquer dispositivos ou acessórios. Quando um cliente diz que o item a ser içado tem altura própria de 3 metros, por exemplo, e que este item deve ser içado para ser colocado dentro de uma máquina, através de uma abertura lateral que está a 1,5 metros do piso, sabemos que precisaremos pelo menos de 4,5 metros. No entanto, cabe uma análise: como são os pontos de pega na peça? Há acessórios para auxiliar o içamento? Cintas? Eletroímãs? Barras de carga? Estes item terão suas demandas por altura, e estas devem ser estudadas para estarem contempladas na altura útil de gancho da ponte rolante.
Observe na imagem abaixo, que conhecer as medidas envolvidas na aplicação pode salvar um projeto de investimento de seu cliente.
alturas_aplicacao

APROVAÇÃO DE DESENHOS

Imaginem se o galpão acima fosse construído para 5,0 metros de atura útil – haveria retrabalhos a serem feitos após verificar-se que não há altura útil suficiente para a aplicação. Por motivos como este, dentre outros, é muito importante que se entenda a necessidade dos desenhos para aprovação contemplando estas informações.
Faz-se necessário que estudos, croquis e desenhos sejam apresentados e aprovados, necessariamente antes do início do processo da construção da ponte e do galpão, atentando sempre que um mesmo caminho de rolamento poderá ter pontes rolantes de diferentes capacidades e dimensões. Assim, o tema dessas dimensões deve abordar sempre as dimensões mais críticas de uma ou mais pontes, análise das cargas por roda e distância entre as rodas e entre as pontes, para dimensionamento das vigas de rolamento e trilhos.

AS MEDIDAS IMPORTANTES A SEREM OBSERVADAS

  • VÃO E AFASTAMENTOS LATERAIS

O VÃO é a distância entre centros dos trilhos, indicada em verde na imagem abaixo. Atentar que muitas empresas de construção tratam a palavra VÃO como sendo a distância entre centros das colunas do galpão, indicada em amarelona figura abaixo. Aí está um importante ponto de conflito.
vao
Sobre os afastamentos laterais: Apesar de o vão da ponte ser conhecido, uma ponte com 12m de vão, por exemplo, certamente terá em torno de 12,4 m de comprimento total. Isto ocorre porque o vão da ponte é uma medida no centro do trilho. A roda da ponte apoia no trilho inteiro, e esta, por sua vez, é montada em uma cabeceira.
Portanto, o comprimento total da ponte não é apenas o vão dela, mas sim, maior. O posicionamento do caminho de rolamento da ponte deve ser tal que permita a passagem da ponte rolante inteira, e portanto, os afastamentos laterais são de crucial importância. Conforme pode ser visto na imagem abaixo, normalmente esta medida é tirada entre o centro do trilho, e a face de uma das colunas. As chamamos de “A”, e “B”.

afastamentos-laterais
Praticamente todos os fabricantes de pontes vão informar a distância mínima além da linha de centro dos trilhos que seu equipamento precisa para poder ser montado e utilizado tranquilamente. Para adquirir pontes novas para caminhos de rolamento existentes, esta medida deve ser informada ao fabricante da ponte rolante.

  • DISTÂNCIA TRILHO-TETO

O estudo adequado da aplicação e da distância trilho-teto com foco em aproveitamento do espaço disponível, ou, melhor performance em espaço limitado é fundamental para a entrega do melhor equipamento. Chamamos a distância TRILHO-TETO, ou, TRILHO-1º. OBSTÁCULO, como sendo a distância da superfície do trilho até o primeiro obstáculo que impede a passagem da ponte. Indica, portanto, o espaço onde a ponte pode correr livremente, sem que haja colisões com qualquer item existente, tais como treliças, luminárias, calhas, tubulações diversas, etc.
alturas_aplicacao2
Observem abaixo que a(s) viga(s) da ponte podem ser montadas de várias formas na cabeceira, visando atender diferentes distâncias trilho-teto.
conexoes_vigas
Veja abaixo como a montagem das diferentes conexões com a cabeceira podem favorecer o espaçamento em um mesmo galpão. Se a ponte fosse dupla viga, não seria possível montar a talha acima da viga na imagem mais à esquerda – já na imagem mais à direita, há espaço para talhas acima das vigas.
conexoes_vigas2
A combinação de diversos fatores pode fazer com que, independente da conexão mostrada acima, a(s) talha(s) de dupla viga não possa(m) ser montada(s) acima das vigas da ponte, devido a falta de espaço físico.
Para casos assim, onde o cliente não podia arcar com as perdas de altura útil com o uso de uma talha de 16t monoviga, a STAHL inovou com uma solução para um de seus clientes, que pode ser verificada no artigo que criamos sobre o tema.
INOVAÇÃO CONSTRUTIVA DA STAHL
Uma ponte dupla viga, em que dois carros de 8t dupla viga correm em trilhos montados acima da aba interior inferior das vigas. Observem que para usar carros padrão, a Stahl deslocou as vigas mais para fora das cabeceiras. Também, certamente houve retrabalhos referentes às distâncias laterais dos carros, para que possam correr tranquilamente dentro do espaço disponível.
double-girder-trolley-positioning-2-stahl
stahl2

Por outro lado, quando o problema é na direção oposta, ou seja, o trilho está muito distante do teto, mas ainda assim, o usuário pretende usar a altura teto-piso em sua totalidade, poderá haver uma solução mais fácil: um pórtico rolante com pernas “curtas”, ou seja, altura suficiente apenas para aproximar a talha do teto, melhorando assim, altura útil de gancho.
miniportico
  • DISTÂNCIA TRILHO-PISO

Esta informação é a que posiciona a altura da ponte rolante no projeto. Observe que até o momento, estávamos falando da altura disponível para a ponte, e a altura própria da ponte rolante.
Para sabermos sabermos a quantidade de elemento de içamento que o equipamento terá (cabo de aço, ou mesmo corrente), e podermos definir corretamente a altura útil de gancho, precisamos saber a altura trilho-piso, e também, em caso de ser diferente, a altura de operação, ou seja, onde o operador fica no desenho em questão.
Normalmente medida na superfície do trilho, como mostra a figura abaixo:
altura-trilho-piso
Os fabricantes de talhas usam seus padrões pré-definidos para a altura útil de gancho, por exemplo, 6,0 m de altura útil, 9,0 m de altura útil, 12,0 m, e assim por diante. Se a necessidade do cliente for de 7,5 m, por exemplo, o fabricante poderá fornecer a ponte com a talha para 9,0 m. Haverá ajustes eletrônicos em campo para evitar o conhecido cabo-frouxo.
  • DISTÂNCIA PISO-TETO

Seria a soma das duas anteriores. Interessante ser levantada quando as demais inexistem, ou, existem mas não são conhecidas. Poderá ser usada como referência em etapas de cotação, mas não nas etapas de fabricação.
Também através de um croqui, mesmo que manual, o fabricante da ponte rolante poderá começar a desenhar seu entendimento do que será fornecido. Afinal, há galpões com os mais diversos tipos de fechamentos de teto.
  • PERDAS LATERAIS DE ALCANCE DO GANCHO = VÃO ÚTIL EM TERMOS DE GANCHO

É preciso atentar que o vão da ponte rolante (entre centros de trilhos) não representa o efetivo alcance do gancho em um galpão. Devido a diversas formas construtivas dos galpões, e das pontes, embora pareça óbvio, criamos uma imagem para deixar claro que o alcance do gancho é inferior ao vão nominal da ponte.
Se seu projeto tiver como definição a necessidade de alcance do gancho, digamos, em 20m, as demais medidas serão consequência desta, e será importante enfatizar isto junto ao seu fornecedor de pontes.
perdas-laterais
Onde:
  • A e B são as distâncias laterais da ponte
  • C e D são as perdas laterais geradas pelo dimensional próprio da talha
Se o vão útil de gancho necessário for de 20m, temos:
  • Vão útil: 20m
  • Vão da ponte: 20m + C + D
  • Entre faces de colunas: 20m + A + B + C + D
  • Vão do Galpão, como entendido pelas construtoras: 20m + A + B + C + D + 1 largura de coluna
  • TOLERÂNCIAS DE MONTAGEM

Outro tema de relevada importância. Estamos criando um artigo exclusivo para tratar este tema. Aguardem.

CONCLUSÃO

Um trabalho criterioso feito por profissionais é necessário para que não haja surpresas ao longo do caminho. A interação, como falamos no início, das empresas envolvidas é fundamental para o sucesso da empreitada.
Nenhuma empresa entra em um negócio para perder dinheiro. Torna-se mais prudente um “excesso” de reuniões técnicas e kick-offs para acertar detalhes das medidas e dimensões necessárias para a ponte, do que posteriormente, arcar com os custos de tempo e dinheiro para os retrabalhos.

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