1 2 3 4

Estados Limites ELU e ELS: aprenda a diferença!


 DANDARA VIANA

Não pense que é só você que não entende muito bem a diferença entre  ELU e ELS, os estados limites são critérios muitas vezes tidos como confusos por estudantes e até profissionais de engenharia.
Mas não se desespere.
Para que você não tenha mais dúvidas nesse assunto, nesse post, explicaremos e exemplificaremos cada um deles, citando as diferenças entre ambos e a importância dos mesmos.
Boa leitura!

Estado Limite Último e Estado Limite de Serviço

Para início de conversa, ELU e ELS, respectivamente, Estado Limite Último e Estado Limite de Serviço, são os dois critérios de segurança estabelecidos pela ABNT NBR 6118:2014, Associação Brasileira de Normas Técnicas que se refere aos procedimentos de projeto de estruturas de concreto.
Mas o que é um estado limite?
Estado limite é o estado que define impropriedade para o uso da estrutura, por razões de segurança, funcionalidade ou estética, desempenho fora dos padrões especificados para sua utilização normal ou interrupção de funcionamento em razão da ruína de um ou mais de seus componentes.
Em outras palavras, é o estado em que a estrutura deixa de atender os requisitos para um funcionamento de forma plena e adequada ou até mesmo quando seu uso é interrompido por razão de um colapso na estrutura.

Estados Limites Últimos – ELU

Dentre os dois tipos de estados limites apresentados na seção 10 (Seguranças e estados limites) da ABNT NBR 6118:2014, o ELU é o primeiro deles.
O ELU está relacionado ao estado no qual a estrutura já não pode ser utilizada por razão de esgotamento da capacidade resistente e risco à segurança.
Nesse caso, quando a estrutura está submetida ao estado limite ultimo, são necessários reparos ou até mesmo a substituição da construção para que a segurança seja assegurada.

Os estados-limites últimos que merecem nossa atenção

Os estados limites últimos a serem verificados para garantir a segurança de uma estrutura de concreto armado são citados no item 10.3 da NBR 6118:2014. De forma simplificada, são os seguintes:
  • Estado-limite último da perda de equilíbrio da estrutura, admitida como corpo rígido;
  • Estado-limite último de esgotamento da capacidade resistente da estrutura, devido às solicitações normais e tangenciais, admitindo a redistribuição de esforços internos, desde que seja respeitada a capacidade de adaptação plástica (1);
  • Estado-limite último de esgotamento da capacidade resistente da estrutura no seu todo ou em partes, considerando os efeitos de segunda ordem (2);
  • Estado-limite último provocado por solicitações dinâmicas;
  • Estado-limite último de colapso progressivo;
  • Estado-limite último de esgotamento da capacidade resistente da estrutura no seu todo ou em partes, considerando exposição ao fogo;
  • Estado-limite último de esgotamento da capacidade resistente da estrutura, considerando ações sísmicas;
  • Outros estados-limites últimos devido a casos especiais não especificados.
Para uma maior compreensão do leitor, abaixo são citados alguns exemplos de erros que podem levar a estrutura ao estado-limite último e, consequentemente, a um colapso:
  • Um pilar mal dimensionado, como por exemplo, insuficiência de armadura;
  • Utilização de materiais em obra de qualidade diferente à especificada no projeto.


Pilar de uma estrutura de concreto armado se rompendo.
ESTRUTURA DE CONCRETO ARMADO SOB ESGOTAMENTO DA CAPACIDADE RESISTENTE.

Estados Limites de Serviço – ELS

 O próximo estado limite da ABNT NBR 6118:2014 que devemos conhecer é o ELS.
Diferentemente dos primeiros estados limites que acabamos de ser apresentados, os estados limites de serviço são os critérios de segurança que estão relacionados ao conforto para os usuários, durabilidade da estrutura, aparência e boa utilização de um modo geral.

Os estados-limites de serviço que merecem nossa atenção

De acordo com o item 3.2 da ABNT NBR 6118:2014, os estados limites de serviço que devem ser verificados para a segurança das estruturas de concreto são classificados em:
  • Estado limite de formação de fissuras (ELS-F);
  • Estado limite de abertura das fissuras (ELS-W);
  • Estado limite de deformações excessivas (ELS-DEF);
  • Estado limite de descompressão (ELS-D);
  • Estado limite de descompressão parcial (ELS-DP);
  • Estado limite de compressão excessiva (ELS-CE);
  • Estado limite de vibrações excessivas (ELS-VE).

Entre os exemplos mais comuns do ELS, que provocam desconfortos aos usuários, perda de durabilidade da estrutura e até risco à segurança, estão os seguintes:
  • Flechas excessivas em lajes ou vigas;
  • Fissuração exagerada;
  • Forte vibração da estrutura;
  • Recalques consideráveis.

Estrutura de concreto com fissuração exagerada.
CASO DE FISSURAÇÃO EXAGERADA EM UMA ESTRUTURA DE CONCRETO.


Torre de pisa mostrando um caso de recalque considerável em uma estrutura de concreto exemplode um estado limite.
CLÁSSICO CASO DE RECALQUE EM UMA ESTRUTURA DE CONCRETO.

Diferença entre ELU e ELS

 Conforme prometido, você já deve ter conseguido entender o que cada estado limite significa, agora vamos solidificar o que aprendemos nesse post.
A principal diferença entre o Estado Limite Último e o Estado Limite de Serviço é que o primeiro oferece um risco iminente de ruína da estrutura, devendo ser reparado imediatamente.
Já o segundo estado limite de desempenho não oferece risco eminente de ruína, estando apenas fora dos padrões normais de funcionamento. Mesmo não oferecendo um risco iminente, o ELS não deve ser menosprezado.
Outra diferença é que o ELU é o estado limite mais indesejável para o engenheiro, pois significa que a estrutura está sob condição última, como, por exemplo, um pilar que ameaça romper.
Desse modo, a estrutura corre mais perigo de colapso que no ELU que no ELS, que praticamente está presente no nosso cotidiano, principalmente sob a forma de fissuras.

A importância do estados limites

Por fim, para que necessitamos tanto conhecer os estados limites?
Porque um bom projeto estrutural deve atender aos requisitos de segurança presentes na ANBT NBR 6118:2014, pois, quando os estados limites são alcançados significa que o uso da edificação pode ser inviabilizado por não garantir a segurança necessária.
Dessa forma, primeiro analisamos a estrutura para o cálculo das solicitações, depois dimensionamos as armaduras para que possam funcionar no estado limite último e, por último, verificamos cada um dos estados limites de serviço.

PARA SEU MAIOR ENTENDIMENTO:
(1) Capacidade de adaptação plástica considera as não linearidades, admitindo-se materiais de comportamento rígido-plástico perfeito ou elastoplástico perfeito. Veja mais sobre isso no item 14.5.4 da ABNT NBR 6118:2014. 
(2) Entende-se por efeitos de segunda ordem aqueles provocados numa estrutura devido a uma análise em segunda ordem, ou seja, ao estudo de equilíbrio de uma estrutura na sua posição deformada. Veja mais sobre isso no item 15.4 da ABNT NBR 6118:2014.

Veja outras publicações em:
Acadêmica de Engenharia Civil pela Universidade Federal do Piauí.
Leia Mais

Ensaio SPT: aprenda como interpretar os resultados


 POR DANDARA VIANA
Você já se deparou com um relatório de ensaio SPT e teve dúvidas de como interpretá-lo e de como utilizar as informações ali contidas?
Inicialmente, vale ressaltar que para uma construção se manter erguida e em perfeito estado é imprescindível que, antes de mais nada, ela esteja estruturada sobre um bom alicerce.
Percebemos que um dos principais pontos a serem levados em consideração, ao se iniciar um projeto, é o estudo do solo.
Para isso, o estudo preliminar, por meio de ensaios de sondagem no terreno, se faz necessário.
No post anterior, falamos sobre os principais métodos de sondagem para exploração do subsolo.
Caso você ainda não leu e deseja mais informação sobre os ensaios de sondagem de um terreno, qual a importância e quais são os principais tipos, confira aqui.
Agora, nesse post, trataremos a fundo sobre um método específico de sondagem do subsolo, que é o método direto conhecido como ensaio SPT.
Se você deseja saber o que é um ensaio SPT, qual sua importância e como interpretar os resultados dessa sondagem, continue na nossa página.
Boa leitura!

Imagem da execução de um ensaio SPT.
IMAGEM DA EXECUÇÃO DE UM ENSAIO SPT.

O QUE É UM ENSAIO SPT


Para lhe ajudar a entender, SPT vem da sigla Standard Penetration Test, que significa Teste de Penetração Padrão, e é popularmente conhecido como sondagem à percussão por circulação de água.
Como o nome sugere, o princípio desse ensaio é o choque (percussão) de um trado sobre o solo para a retirada de amostras.
A razão de estudarmos separadamente esse método se deve ao fato de que ele é o mais conhecido e utilizado atualmente.
Isso ocorre principalmente devido à sua simplicidade e baixo custo de operação e equipamentos, além de fornecer resultados numéricos passíveis de interpretação.
É também um ensaio acessível e permite a análise de solos que se encontram em terrenos de difícil acesso, por isso também é muito vantajoso em relação a outros métodos.
No entanto, o maior problema que nos deparamos nesse ensaio é que muitas vezes está passível a erros grosseiros de operação, pois sofre influência direta do operador, que, não sendo capacitado para o manuseio dos equipamentos, pode fornecer resultados destoantes da realidade.
Desenho esquemático dos equipamentos usados no ensaio SPT.
DESENHO ESQUEMÁTICO DOS EQUIPAMENTOS USADOS NO ENSAIO SPT.

ETAPAS DO ENSAIO SPT


Para que entendamos como interpretar os resultados de um ensaio SPT, é necessário primeiro que conheçamos como funciona a sondagem. Para isso, veremos agora quais são as etapas de execução do ensaio SPT.

1. Locação dos furos e quantidades

Essa etapa é normatizada pela ABNT NBR 8036/1983 – Programação de sondagem de simples reconhecimento dos solos para fundações de edifícios, de forma resumida, diz o seguinte:
  • No mínimo 2 para área de projeção da construção de até 200m²;
  • No mínimo 3 para área de projeção da construção entre 200m² e 400m²;
  • No mínimo 1 para cada 200m² de área de projeção, até 1200m²;
  • Entre 1200m² e 2400m², 1 sondagem a cada 400m² que excedem de 1200m²;

2. Perfuração com o trado manual até 1m de profundidade ou até atingir o lençol freático

Trado manual usado para perfuração inicial no ensaio SPT.
TRADO MANUAL USADO PARA PERFURAÇÃO INICIAL NO ENSAIO SPT.

3. Instalação do tubo de revestimento para proteger o furo recém cavado de desmoronamento


4. Uso do amostrador e do trépano, alternadamente

O amostrador é um instrumento cilíndrico e oco que coleta as amostras por cravação no solo e fornece o índice NSPT.
Esse equipamento precisa penetrar no solo uma profundidade de 45cm, divididos em 3 trechos consecutivos de 15cm, quando são registrados o número de golpes necessários à penetração do amostrador em cada um desses trechos, até, ao se atingir 45cm, a amostra ser retirada para análise.
O número de batidas necessárias para que o amostrador penetre os últimos 30cm no trecho é o que chamados de NSPT, índice de resistência à penetração.
Essa escavação é normatizada pela ABNT NBR 6484/2001 – Sondagem de simples reconhecimento com SPT e é feita por um peso de 65kg levantado a uma altura de 75cm e solto em queda livre a cada batida.
O trépano, por sua vez, é uma ferramenta de corte com saída de água responsável por fazer a remoção do solo liquefeito com auxílio de uma bomba. Ele é usado quando a sondagem atinge o lençol freático e é desse processo que surge o termo sondagem a percussão por circulação de água.
Desenho esquemático de um trépano (a) e de um amostrador com dimensões padrão (b).
DESENHO ESQUEMÁTICO DE UM TRÉPANO (A) E DE UM AMOSTRADOR COM DIMENSÕES PADRÃO (B).

INTERPRETANTO OS RESULTADOS DE UM ENSAIO SPT


O resultado do ensaio SPT é apresentado no gráfico que chamamos de perfil geotécnico, geralmente na escala de 1:100, que é feito individualmente para cada furo.
O perfil geotécnico deve vir acompanhado da planta de situação dos furos para uma melhor interpretação.
De forma resumida, o resultado final de uma sondagem à percussão deverá conter os seguintes itens abaixo:
  • Planta de situação dos furos;
  • Perfil de cada sondagem com as cotas de onde foram retiradas as amostras;
  • Classificação das diversas camadas e os ensaios que as permitiram classificar;
  • Níveis dos terrenos e dos diversos lençóis d’água, com a indicação das respectivas pressões;
  • Resistência à penetração do barrilete amostrados, indicando as condições em que a mesma foi tomada.

Como ler um perfil geotécnico


O perfil geotécnico é um gráfico munido de várias informações, divididas em colunas, em que todas essas colunas então em função da profundidade do solo.
A primeira parte do perfil contém as informações sobre o índice de resistência à penetração do solo, o NSPT, em função da profundidade.
A segunda parte consta os resultados propriamente ditos, que são os seguintes:
  • Nível a que se encontra o lençol freático;
  • Classe geológica;
  • Perfil geológico;
  • Profundidade a que se encontra as diferentes camadas presentes na amostra do terreno;
  • Classificação do material presente nas camadas.
Todavia, caso não se tenha informações sobre a classificação do material presente nas camadas, apenas de posse do índice NSPT é possível fazer uma interpretação das condições do solo.
A tabela abaixo, retirada da ABNT NBR 6484/2001, faz uma síntese da classificação em função do índice de resistência.
Estados de compacidade e resistência de uma amostra de solo.
ESTADOS DE COMPACIDADE E RESISTÊNCIA DE UMA AMOSTRA DE SOLO.

Exemplo de um perfil geotécnico.
EXEMPLO DE UM PERFIL GEOTÉCNICO.

Exemplo prático

Para lhe ajudar a compreender o perfil geológico acima, vamos usar o seguinte exemplo:
A uma profundidade de 3m, 10cm acima do lençol freático, o solo apresenta índice de resistência NSPT final e inicial igual a 2 e é também onde termina a camada de areia fina pouco siltosa e se inicia a camada de areia fina siltosa.
Observando o perfil é possível também descobrir quantos golpes foram necessários para o amostrador penetrar 15, 30 e 45cm. Para o nosso exemplo, a uma profundidade de 3m, o número de batidas foi de 1 para os primeiros 15cm, 1 para descer mais 15cm e 1 para atingir 45cm. Logo, o  NSPT , que é o número de batidas necessárias para descer os últimos 30 cm, é exatamente a soma dos últimos numeradores, totalizando 2, como comentado anteriormente.
Por fim, na última coluna, encontra-se o tipo de avanço: trado concha (TC) no primeiro metro, trado hélice (TH), até encontrar o nível de água, e a partir da água o avanço é feito com trépano através de circulação de água (CA).

Esperamos que esse post tenha ajudado você a sanar todas suas dúvidas sobre ensaio de sondagem à percussão com circulação de água.
Não deixe de visitar esse site. Tem muitas publicações interessantes !!!  e suas dúvidas pergunte no site abaixo.

Acadêmica de Engenharia Civil pela Universidade Federal do Piauí.

Leia Mais

Um carro de mão versus latas de 18 litros? (novas imagens)


Tenho visto em diversas fabricas e obras, a utilização de carros de mão, conforme figura abaixo, para medir o volume de agregados na confecção do traço.
Carro De Mão Pneu C/ Camara

Este carro de mão acima tem medidas fixas como comprimento, largura e altura?? NÃO

Não se deve utilizar em nenhuma hipótese carros de mão "calculados" (cheio formando pilha), amassados e sem ter medidas que possam ser conferidas. 

Deve-se AFERIR o volume de qualquer que seja o instrumento de medição utilizado para os agregados (e isto vale para qualquer instrumento utilizado dentro da fábrica, que deve ser previamente AFERIDO).

Aferir como?
Com um balde redondo e de plastico enche-se com água até transbordar, este procedimento deve ser feito em cima de uma balança.O volume será o peso de água colocado neste recipiente, porque temos aproximadamente 1000 kg de água = 1000 lts.

Com o balde aferido se afere o carro de mão (teremos o numero de latas que cabem no carro de mão). que RECOMENDO ser TRAPEZOIDAL e não os do tipo da figura acima, veja este modelo:



O que se deve fazer:

* Não utilizar latas de tinta, estas amassam e não permanece com volume constante
* Não utilizar carros de mão sem ser trapezoidais, estes não tem volume pré-definido e também amassam e o volume altera. Utilize-os rasando com o cabo da pá ou com uma pequena régua. 
 * Utilize baldes plásticos redondos (de óleo lubrificante pré-lavados, tinta, etc) e faça uma aferição do volume.
* Aferir qualquer que seja o instrumento de medição dos agregados.
* Pode ser utilizado caixotes de madeira, mas se desperdiça porque tem de ser transportado com dois operários.
* Não acreditar que um carro tem 4 ou 5 latas simplesmente porque me DISSERAM....
* Utilize  o carro de mão vendido no mercado SOMENTE para isto >>>>>>



e quem sabe se não fica melhor destas outras formas:



Resultado de imagem para carro de mão para concreto



Em Maranguape no Ceará foi muito bem resolvido como utilizar  estes carrinhos de mão:


Resultado de imagem para corrida de carro de mão


E se chegar nesse ponto ai do vídeo abaixo????
Interna ou não??




Acredito ter esclarecido muito bem este assunto, leitores já foram mais de 17 mil !!!!  nada mau rsrsrsr e se tiver mais fotos me enviem que eu certamente acrescento na publicação e com o seu mérito !!!

Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra

17297
Leia Mais

PROJETO MINIMALISTA PARA ABRIGO FELINO

Casinha de cimento para gatos


Um cubo oco de concreto armado com prateleiras de madeira no interior, uma tampa frontal com uma pequena passagem, uma espécie de gaveta no verso e – pronto! – temos uma casinha para gatos.
Este é o mais minimalista entre os projetos de arquitetos de Los Angeles que toparam participar da campanha de arrecadação de fundos para a FixNation, ONG de proteção aos felinos da Califórnia.
O problema de abandono e maus-tratos é sério nos EUA. Ao contrário do Brasil, onde a população canina é o dobro da felina, lá o número de gatos soma mais de 80 milhões contra 66 milhões de cachorros.



Casinha de cimento para gatos
Casinha de cimento para gatos

Casinha de cimento para gatos
Leia Mais

LEITURA COM A ILUMINAÇÃO BALANCEADA

Leitura com a iluminação balanceadaLeitura com a iluminação balanceada


A luminária de mesa Octagon combina o melhor das matérias-primas simples para atingir a estética industrial tão em moda na decoração contemporânea.
O ponto central do projeto do ucraniano Fyodor Lazariev é uma base de concreto facetada que permite que ela seja manejada em três ângulos diferentes.
No nicho da base encaixa-se o estojo de madeira, contendo a faixa de lâmpadas LED, com uma tampa fosca de vidro ou acrílico para difundir a iluminação.

Leitura com a iluminação balanceada

Leitura com a iluminação balanceada

Leitura com a iluminação balanceada





Leia Mais

Dobrostol Ekaterina Vagurina

Materiais: fibrocimento, madeira, metal pintado. 
Dim - 320x325x550 
Dobrostol é uma mesa de bandeja que pode ser usada para comer na cama ou sentada em um sofá. O Dobrostol também tem uma bandeja removível embaixo do tampo da mesa onde (como um aspecto de humor) você pode esconder seus pratos vazios e sujos. Você também pode usar esta tabela como bandeja de laptop. 
Assim, os recessos no topo do Dobrostol poderiam ser usados ​​como lugar para a xícara de café ou espaço para os aparelhos. Na caixa de madeira móvel você poderia armazenar algumas notas necessárias etc.

http://vagurinka.com/dobrostol/
10 copy
14 copy















Leia Mais

DPCON VS02 - Vídeo demonstrativo





Realizei um pequeno vídeo demonstrando uma dosagem do concreto pelo DPCON VS02,  claro que existem novidades em com se dosar um concreto modernamente por este método. Verificar finos, corrigir teores, Ken day com seu SS.....

Realizar dosagens por métodos estranhos não me parece uma boa prática mas o fazem, fazer NOCRETO tem sido comum nos dias atuais, estranho mas isso é real. Por isso fiz esse pequeno vídeo para demonstrar uma dosagem pelo DPCON VS02.

Tenho tido pouco tempo para fazer  novas postagens por  estra comprometido em fazer cálculos estruturais de uma grande obra de pré-fabricados que certamente mostrarei brevemente.

Mas vamos ao vídeo, e se quiser adquirir é só pedir as instruções pelo e-mail Clubedoconcreto@gmail.com




Leia Mais

Marquises, todo cuidado é muito pouco!


por Isadora Guimarães

Acidentes estruturais com marquises de edificações embora sejam raros, são sempre dramáticos e preocupantes, uma vez que o objetivo principal dessas estruturas é o abrigo e proteção de transeuntes. Para entender melhor o comportamento das marquises e as principais razões de acidentes como os ocorridos recentemente em Belo Horizonte e em Cubatão, o PET Civil conversou com Jorge Luiz Bittar, engenheiro civil atuante há 32 anos em projeto e execução de obras em concreto armado, tendo atuado em obras de empresas como Prado Valadares e Odebrecht.






Qual é o princípio básico de funcionamento das estruturas em concreto armado?

O que a gente considera normalmente, em estruturas convencionais, são estruturas reticuladas divididas em placas (lajes) e barras (vigas e pilares) para facilitar a modelagem e os cálculos, antigamente manuais e hoje em dia computacionais. O cálculo era feito de modo separado, as lajes descarregando em vigas, as vigas nos pilares e os pilares nas fundações. Atualmente, com os programas computacionais é possível resolver esse pórtico espacial todo de uma vez só, dependendo é claro do software utilizado.

Como funcionam, particularmente, as estruturas de marquises?

As estruturas de marquise normalmente são lajes em balanço ou vigas em balanço com uma laje apoiada nessas vigas. Para vãos pequenos são feitas apenas lajes em balanço, mas quando os vãos começam a ficar significativos, a espessura dessas lajes para atender aos critérios de deformação e estabilidade se torna muito grande, o que deixa de ser econômico e viável. Nesses casos, o engenheiro geralmente lança mão de vigas, que tem rigidez maior, e apoia sobre essa viga uma laje de espessura bem pequena.

Quais os principais cuidados que deve ter um engenheiro com relação ao projeto e execução de obras envolvendo concreto armado?

Na parte de projeto, os cuidados são os mesmos para dimensionamento de qualquer estrutura: obedecer aos critérios de norma, levantamento e combinações de cargas e estabelecer critérios para que essa marquise possa no futuro sofrer uma sobrecarga além do normal previsto em projeto, o que infelizmente, é muito comum. Os critérios de execução são as boas práticas de engenharia: respeitar cobrimentos,fazer um bom escoramento, adensamento e cura, com retirada do escoramento em prazo normal; fazer controle tecnológico do concreto como em todas as estruturas.

Nas marquises, a armadura fica na parte superior e, portanto, não é vista pelas pessoas da parte de baixo. Se em cima houver algum problema de corrosão, dificilmente será notado. Essa é a região que está recebendo toda a descarga de intempéries e, quando a laje em balanço está se deformando, são abertas fissuras na parte superior, favorecendo o ataque dos agentes atmosféricos e a corrosão, que é um processo progressivo, contínuo e acelerado, levando as estruturas ao colapso.

As principais causas de acidentes com marquises estariam, portanto, relacionadas a cuidados de manutenção. Quais fatores poderiam levar uma estrutura recém-construída, como a marquise em Belo Horizonte, ao colapso?

Lá não foi uma questão de manutenção. Eu vi em uma comunidade de calculista, imagens de engenheiros que fotografaram o local e um relato do autor do projeto, de 80 anos de idade e 50 anos de profissão, que afirma ter feito dimensionamento corretamente (mais de 300 barras de 16mm de comprimento adequado) e não foi executado isso. O que aparece nas fotografias é um comprimento de ancoragem muito pequeno. Existem duas responsabilidades muito distintas: a de projeto e a de execução. Não adianta fazer o cálculo certinho e um bom detalhe se na hora, executar diferente do projeto.

A mídia divulgou que o elemento estrutural em questão foi construído posteriormente ao edifício. Isso é incorreto? Representaria um agravante?

Não. Construir uma estrutura depois é muito usual e não tem problema nenhum, desde que se tomem os cuidados necessários tanto na parte de projeto como na parte de execução. O prédio foi feito sem a marquise, foi pedido um acréscimo ao autor do projeto, que fez o dimensionamento e este não foi executado conforme. É analisado então o dimensionamento, que é numérico e bastante lógico. Quanto à análise da execução, fica muito claro nas imagens que há uma falta de ancoragem, ou seja, o comprimento das barras que deveriam estar ancoradas na parte velha da estrutura foi muito pequeno e, talvez, a quantidade e diâmetro das barras também tenham sido sub utilizados, apesar de o autor afirmar que as barras tinham 16mm. Também é citado nesse relato que as barras que descolaram da estrutura de suporte e caíram junto com a marquise estavam limpas, quando na verdade foi especificado que a ancoragem fosse feita com um adesivo à base de epóxi, de altíssima resistência (cerca de 20 vezes mais resistente que o concreto). Se ele fosse corretamente aplicado, mesmo que a ancoragem fosse pequena, mesmo que o diâmetro da barra fosse menor, o adesivo estaria colado na barra.

Existem normas específicas para a construção de marquises?

Não. Essas são as mesmas normas de concreto armado, que apresentam itens para estruturas em balanço, assim como para estruturas normais. Dentre elas, NBR 6118: Projeto de estruturas de concreto – Procedimento.

Sobre o superdimensionamento das estruturas…

As normas técnicas estabelecem os parâmetros necessários, especificações básicas devem constar nos projetos. Porém a vivência que a gente tem de anos é a seguinte: estruturas como marquises só tem aquela barra pra segurar, em um aumento da carga ela não vai suportar, não há outro vínculo para ajudar no suporte. Se aumentarmos muito a carga em uma estrutura repleta de apoios, ela divide aquele aumento de carga pelos vários apoios. No caso de um deles ruir, os outros vão ajudando e há tempo para tomar providências. Tanto que vemos poucos episódios de colapsos, em relação à quantidade de obras mal feitas e sem assessoramento de engenharia nenhum. Se a pessoa tem uma loja, raramente procura consultar o engenheiro anteriormente à execução da obra, para saber se é possível. Ao adquirem um imóvel, as pessoas parecem adquirir o poder de fazer o que bem entendem e não é por ai.

O que é possível analisar a partir das imagens…

Algumas coisas na imagem são estranhas. Primeiro, a marquise parece que caiu como um corpo rígido, por inteiro. Segundo, na estrutura remanescente, não saíram blocos de concreto. Então, dá pra ver mais ou menos os pontinhos que seriam os furos de inserção das barras. Não vi isso na imagem, mas o relato do engenheiro é de que as barras estão limpas, como falei, sem o adesivo especificado. Ou usaram o adesivo fora da vida útil ou usaram pouco ou não usaram nenhum. Outra coisa que me chama a atenção é que essa marquise foi impermeabilizada, aparecem mantas colocadas sobre ela, mas a espessura final é enorme! Não vi justificativa nenhuma para haver tal espessura, não de concreto, mas sim de sobrecargas mortas. Isso tudo contribui, agravando. As estruturas não entram em colapso por um único motivo, é um somatório.

Imagens: Engenheiro Orlando Figueiredo, Estado de Minas, TV Globo

Leia Mais

O que é modulação de projetos?

   Modulação é quando as medidas do projeto arquitetônico são adaptadas para as dimensões dos materiais que vão ser utilizados na edificação (blocos, azulejos, aberturas, pisos, etc.).


     Por exemplo, se uma parede vai ser revestida com um azulejo de 30x60 cm com junta de 2mm e a parede tem dimensões proporcionais ao azulejo utilizado, não será necessário cortar pedaços de azulejo para revestir a parede.

Parede modulada para a dimensão do azulejo

     Se este estudo não for feito na fase de projeto, será necessário cortar pedaços de azulejo para complementar as medidas da parede e revestí-la.


Parede não modulada para a dimensão do azulejo

Por que a modulação é importante?

     A modulação á importante porque estes pedaços de azulejo cortados dificilmente serão reaproveitados em outra parede e provavelmente irão para o lixoE isto acontece não só com o azulejo, mas também com tijolos, blocos, pisos de madeira e todos os outros materiais usados na construção de uma edificação.

fonte: google

     Por este motivo, na maioria das cidades brasileiras, a construção civil é um dos setores da economia que gera maior volume de lixo. No entanto, impacto da modulação de projetos não é só ambiental. Para enviar  o lixo da construção civil para aterros (que são especiais para este tipo de material) é necessário pagar o transporte e a disposição deste material, o que pode ter um custo significativo para a construção. Normalmente este custo não é considerado no orçamento da edificação.

Modulação com blocos de concreto

     Quando usamos blocos de concreto estruturais, devemos modular o projeto para evitar a necessidade de cortar blocos para fechar as medidas do projeto.
    Por isso os blocos de concreto são agrupados por famílias. Cada família corresponde a uma dimensão modular, ou seja, ao tamanho do módulo em que a edificação vai ser projetada. Todas as dimensões do projetos devem ser múltiplas da dimensão modular da família de blocos escolhida.
     A figura abaixo mostra a dimensão modular de 3 famílias de blocos, a família 39 (dimensão modular = 20 cm), familia 29 (dimensão modular = 15 cm) e a família 36,5 (dimensão modular = 36,5 cm). Cada família tem algumas peculiaridades, e falaremos sobre isto em um post específico.




     Segue abaixo um exemplo de como fica um projeto modulado para o uso de blocos de concreto:


leia aqui sobre modular paredes de concreto:


Leia Mais
 
Clube do Concreto | by TNB ©2010