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Lajes pré-moldadas em canteiro


Pré-moldar lajes no canteiro pode auxiliar a adequar a demanda à produção, com controle também sobre as dimensões e a qualidade do produto acabado. Confira as melhores práticas ao fazer pré-moldados de concreto no canteiro
Reportagem: Giovanny Geroll


Moldar lajes no próprio canteiro de obras proporciona, além de agilidade, a possibilidade de controlar a qualidade do produto final. O processo é simples e varia com relação aos detalhes e à cultura de cada construtora. A ideia geral, no entanto, é obter produto sob medida, e na quantidade que o andamento dos serviços demandar.
FERRAMENTAS E EPIS
EQUIPAMENTOS


As ferramentas necessárias para esse serviço são: rolo de pintura para aplicação de desmoldante, alicate para corte de tela metálica, pé de cabra, espaçadores, linha, serra, chave de boca, chave Allen, alicate para corte de arame, marreta, arame recozido, ímã. Os equipamentos de proteção individual necessários são: capacete, luvas e óculos de proteção.
Para acabamento final da superfície, será necessário contar com acabadora mecânica para pisos de concreto ("helicóptero").
PREPARAÇÃO INICIAL

Passo 1. Uma das maneiras de moldar lajes em canteiro é empilhando uma sobre a outra. Assim, a laje já pronta serve de fôrma de fundo para a peça que será concretada. Esse foi o caso da obra fotografada.


APLICAÇÃO DE DESMOLDANTE


Passo 2.
Assim, a fôrma metálica é aparafusada em volta de toda a laje de base. Em seguida, é feita a aplicação do desmoldante.





Passo 3.
O desmoldante também precisa ser aplicado nas laterais internas da fôrma, que também estarão em contato direto com o concreto em cura.







ARMADURAS
Passo 4. A tela metálica que faz as vezes de armadura é posicionada sobre a superfície.






Passo 5. Conforme orientação de projeto, a tela é cortada com um alicate para atender ao formato da laje.



Passo 6.
Nos pontos de sobreposição entre telas, a amarração deve ser feita com arame recozido




Passo 7.
Espaçadores mantêm a tela no lugar, garantindo cobrimento de concreto na espessura prevista em projeto.









IÇAMENTO E REFORÇO

Passo 8. Em alguns pontos das fôrmas serão inseridos parafusos que servirão de ponto de apoio para o içamento posterior das peças.

Passo 9. É necessário que a tela tenha sido devidamente recortada nesses pontos, para que o parafuso possa ser encaixado. Ele será unido a uma barra de aço em "U".

Passo 10.
Essa barra "U" deve se prender também à tela, sendo fixada com arames. Essa trava distribui as cargas por toda a tela a partir do ponto de apoio. Cargas concentradas poderiam romper o concreto nas extremidades.


Passo 11. O projeto estrutural previa também armação lateral em todo o perímetro da laje.

Passo 12. Nesse momento, foi feito o reforço junto aos pontos de içamento - igualmente amarrados com arame recozido.
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
Passo 13. Orifícios nas bordas recebem guias para orientação dos pontos de elétrica.



Passo 14.
Na obra em questão, as caixinhas de luz deveriam ser posicionadas nos pontos em que as linhas - amarradas às guias - se cruzassem.




Passo 15.
Os eletrodutos ligando os pontos de distribuição da instalação elétrica devem ser passados nesse momento.



Passo 16. Tanto as caixinhas de elétrica quanto os eletrodutos devem ser fixados à tela com uso de arame recozido para que não se desloquem durante o lançamento do concreto.


LIMPEZA GERAL

Passo 17. É importante remover todos os pedaços de arame que eventualmente tenham caído durante a amarração. Na obra fotografada, isso era feito com uso de um ímã amarrado à extremidade de um cabo de madeira.



Passo 18.
Esse é o aspecto geral da laje antes da concretagem.





CONCRETAGEM E ACABAMENTO


Passo 19. Durante o lançamento, o concreto deve ser espalhado com auxílio da enxada e, em seguida, vibrado.

Passo 20. O acabamento inicial é feito com colher de pedreiro e régua metálica.

Passo 21. O acabamento final antes da cura é feito com a acabadora mecânica de pisos ("helicóptero").
Apoio técnico: Engenheiro Marcelo Milnitzky, construtora Porto Ferraz.



Link 1:http://www.equipedeobra.com.br/construcao-reforma/62/lajes-pre-moldadas-em-canteiro-pre-moldar-lajes-no-canteiro-pode-292699-1.asp
Link2:http://www.equipedeobra.com.br/construcao-reforma/62/artigo292699-2.asp
Link3:http://www.equipedeobra.com.br/construcao-reforma/62/artigo292699-3.asp
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Cimento em material que mistura propriedades do vidro e do metal



Roberta Machado -

Publicação: 01/07/2013 10:38 Atualização: 01/07/2013 10:41 Brasília – Há quem acredite que o alquimista Nicolau Flamel desenvolveu e guardou para si a habilidade de transmutar metais em ouro. A história, datada do século 14, não deixou provas e ganhou ares de lenda. Quase 700 anos depois, cientistas do Japão, da Finlândia, da Alemanha e dos Estados Unidos apresentam uma técnica de transformação de materiais que também tem jeito de mito, mas é muito real. O grupo de pesquisadores conseguiu transformar cimento em um material que mistura propriedades de metal e vidro. E, em vez de um livro misterioso ou da pedra filosofal, os “pesquisadores-alquimistas” do século 21 contaram com um poderoso laser.

A proposta de usar a ciência para realizar o que parece um truque de mágica surgiu no Japão, no Instituto de Pesquisa de Radiação Síncrotron, também conhecido como SPring-8. O lugar é sede de grandes experimentos que submetem materiais a condições extremas, resultando no desenvolvimento de medicamentos, informações sobre o planeta e, claro, em formas inéditas de materiais.

A equipe usou como referência um trabalho publicado há dois anos, pelo pesquisador Hideo Hosono, do Instituto de Tecnologia de Tóquio. Em 2011, o japonês divulgou na revista Science a estrutura de um tipo de vidro fabricado em laboratório que logo deu origem a diversas patentes de fabricação – de eletrodos a telas planas. Mas pouco se sabia sobre o fenômeno que havia resultado no material. “Nossa contribuição é desvendar o mecanismo microscópico da transformação desses materiais de cimento em vidro metálico. A possibilidade de refinar estruturas eletrônicas de vidros vai abrir uma porta para o desenvolvimento de novos materiais”, explica Shinji Kohara, pesquisador o SPring-8 e principal autor do novo trabalho, que descreveu a fabricação do vidro metálico na revista especializada Proceeding of the National Academy of Sciences (Pnas).


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As engrenagens devem ser redondas?

olhem o vídeo:

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Vinte qualidades desejáveis para o engenheiro calculista


  1. Ser cuidadoso em tudo o que faz profissionalmente. Não esquecer das ações e das combinações possíveis de carregamentos. Não subestimar a possibilidade de erros humanos;
  2. Ser meticuloso em todas as análises. Não ser superficial. Ir a fundo nas análises. Ponderar adequadamente as diversas combinações de ações;
  3. Ser organizado e didático na elaboração dos memoriais de modo que seja possível entendê-lo anos após a elaboração. A boa linguagem clara e sucinta, o bom português, evita interpretações incorretas. Ser organizado no arquivo de correspondências e projetos de modo a poder recuperar dados recebidos e aproveitar projetos realizados.
  4. Ser rigoroso na ponderação entre segurança e economia.
  5. Não ser indevidamente arrojado, especialmente nos casos de consequências catastróficas. Nesses casos, quando possível, procurar basear as soluções em experiências bem sucedidas;
  6. Ser rigoroso entre qualidade e produção;
  7. Estar consciente da própria natureza humana sujeita a erros, e da necessidade de verificações.
  8. Ser responsável, inclusive com o meio ambiente e cumprir e fazer cumprir a ética profissional;
  9. Analisar os problemas com profundidade para entender como funciona a estrutura, como a estrutura de deforma e como seria o mecanismo de ruptura. Procurar avaliar os resultados de modo a criar um sentimento de ordem de grandeza para detectar erros no futuro.
  10. Ter visão espacial para saber interpretar e elaborar documentos de projeto. Conhecer as normas de desenho. Estar familiarizado com os programas de desenho e os de análise estrutural da especialidade.
  11. Procurar analisar os dados recebidos. Isso implica em ter conhecimentos básicos de outras especialidades para poder fazer os questionamentos necessários e aceitá-los como válidos. O seu projeto não será melhor do que a qualidade dos dados que recebe.
  12. Procurar respeitar as normas elaboradas por profissionais mais experientes e mais especializados. Em casos excepcionais, onde forem cabíveis justificativas adequadas pode-se não se submeter às normas, mas estando consciente de riscos aos direitos do consumidor.
  13. Desenvolver a sensibilidade e ser humilde para saber quando consultar a um especialista, mesmo da própria especialidade;
  14. Pelo menos no início da profissão procurar trabalhar em edificações e detalhar as próprias armaduras sem a utilização de programas de cálculo para melhor compreender o funcionamento desses programas e ter condições depois de configurá-lo da melhor forma.  
  15. Quando utilizar um programa de cálculo ter a consciência de que os resultados dependerão das condições de contorno e vinculação fornecidas. Fazer verificações das somas das cargas aplicadas com as reações e ser muito rigoroso na verificação dessa compatibilidade. Verificar as deformações e analisar a ordem de grandeza dos resultados. Se estiver em dúvida sobre como a estrutura vai se comportar, comece pelo modelo de menores deslocamentos;
  16. Quando estiver diante de um problema mais difícil, procurar bibliografia especializada, ouvir outros especialistas e tomar a própria decisão responsabilizando-se pelos resultados.
  17. Procurar estar permanentemente atualizado;
  18. Saber respeitar os colegas de profissão. Ao emitir pareceres sobre serviços executados, não incluir quaisquer aspectos pessoais.  
  19. Saber respeitar as empresas constituídas. Quando for solicitado a dar pareceres sobre produtos, emitir críticas ou elogios apenas quando as puder justificar com fundamentos técnicos sólidos e 
  20. Saber como obter e selecionar clientes e cobrar o trabalho;
 Por: Milton Emílio Vivan
Vivan Engenharia
Projeto de Estruturas de Concreto
Fone (11) 3865 24 58 - Fone - Fax (11) 3872 4051
Celular: (11) 99614 0719 - www.vivan.com.br
1996-2013 - 17 anos
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Como comprar - Pavers


Construtoras devem procurar fornecedores certificados e verificar a resistência das peças antes do assentamento

Por Bruno Moreira

Os pavimentos de concreto intertravado são compostos de peças pré-moldadas que não utilizam rejunte e são assentadas diretamente sobre um colchão de areia. Este sistema facilita a drenagem da água e, portanto, aparece como uma boa opção para a redução de impactos das chuvas, colaborando para a diminuição de superfícies impermeabilizadas e diminuindo o escoamento superficial.
A realização de reparos e manutenção em pisos intertravados também é facilitada, pois as peças podem ser retiradas e recolocadas sem a necessidade de quebras e geração de resíduos sólidos.

Especificação técnica
As características das peças de concreto intertravado variam de acordo com o tipo de tráfego que o pavimento comportará. Segundo o engenheiro civil Renato Pellegrinelli, sócio da empresa de projetos RPS Engenharia, para circulação de pedestres, o piso deve apresentar espessura minima de 4 cm. Já para veículos leves (automóveis), a espessura recomendada é de 6 cm. Para veículos pesados (caminhões), a espessura é de 10 cm.

A resistência do material também muda conforme o tipo de tráfego sobre o pavimento. Todos esses pisos, segundo o consultor, devem atender a uma resistência mínima de compressão de 35 MPa para a circulação de veículos leves e de 50 MPa para veículos pesados.

O formato e a paginação das peças também podem variar. O mais comum é dispor os blocos em fileiras ou cruzá- los em forma de "espinha de peixe".
NORMAS TÉCNICAS
NBR 15.953: 2011 - Pavimento Intertravado com Peças de Concreto - Execução
NBR 9.781: 2013 - Peças de Concreto para Pavimentação - Especificação e Métodos de Ensaio
NBR 12.307: 1991 - Regularização do Subleito - Procedimento
NBR 12.752:1992 - Execução de Reforço do Subleito de uma Via - Procedimento
NBR 11.803:2013 - Materiais para Base ou Sub-Base de Brita Graduada Tratada com Cimento - Requisitos
NBR 11.804:1991 - Materiais para Sub- Base ou Base de Pavimentos Estabilizados Granulometricamente - Especificação
NBR 11.806:1991 - Materiais para Sub- Base ou Base de Brita Graduada - Especificação
NBR 11.798:2012 - Materiais para Base de Solo-Cimento - Requisitos
NBR 15.115:2004 - Agregados Reciclados de Resíduos Sólidos da Construção Civil - Execução de Camadas de Pavimentação - Procedimentos

Cotações de preços e fornecedores

Segundo o gerente de inovação e sustentabilidade da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Claudio Oliveira Silva, a recomendação é sempre buscar por fabricantes que atendam às normas técnicas ou que possuam selos de qualidade. "Pertencer à Associação Brasileira da Indústria de Blocos de Concreto - Bloco Brasil é um importante indicador de qualidade do fornecedor, pois todos os associados possuem selo de qualidade", diz Silva.

Caso a empresa não seja certificada, ele recomenda a realização de ensaios para comprovar se o produto atende à normatização técnica que regulamenta esse segmento.

ENTREVISTA - CLAUDIO OLIVEIRA SILVA
Checagens na execução
Existe alguma forma de se checar a qualidade das peças intertravadas quando elas chegam ao canteiro?
Pode-se verificar a qualidade das peças por meio de percussão, ou seja, peças bem compactas produzem sons mais estridentes (metálico), enquanto peças porosas produzem sons suaves.
Existe algum cuidado específico que deve ser tomado antes do assentamento?
Antes do assentamento, deve-se verificar se as peças já atingiram no mínimo 80% da resistência característica especificada, que pode ser de 35 MPa ou de 50 MPa. Isso é importante porque a idade de referência para controle da resistência é de 28 dias, mas as peças são entregues normalmente quatro ou cinco dias após sua produção. Desse modo deve-se verificar com o fabricante a curva de crescimento da resistência e somente aplicar as peças se 80% do valor já tiver sido atingido.
Há algum teste a ser feito?
A absorção de água de peças mal compactadas, e, portanto, de menor resistência, é maior do que em peças bem compactadas. Jogue um pouco de água sobre a peça e verifique se a absorção é imediata. Em peças bem compactadas a absorção será lenta, ou seja, a água irá formar uma pequena camada superficial até ser absorvida, denotando que a peça tem maior compacidade, o que deve resultar em maior resistência à compressão.
Como deve ser o descarte de resíduos provenientes desse serviço?
Os resíduos eventualmente gerados na pavimentação são 100% recicláveis, devendo-se enviar o material para uma central recicladora. Este material é reprocessado e poderá ser utilizado novamente como base de pavimentos.
'Antes do assentamento, deve-se verificar se as peças já atingiram no mínimo 80% da resistência especificada. A idade para controle da resistência é de 28 dias, mas as peças são entregues quatro ou cinco dias após sua produção'
Claudio Oliveira Silva, engenheiro civil e gerente de inovação e sustentabilidade da ABCP

Logística

O ideal é que o fabricante entregue o produto paletizado, pois isso, além de tornar mais rápida a operação de carga e descarga, evita o desgaste das peças, provocado por choques mecânicos. De acordo com o engenheiro civil da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri), Rubens Kinaipp, os paletes devem ser plastificados e carregados ou descarregados com empilhadeiras ou caminhão munck.

Normalmente, o fornecedor entrega as peças e a construtora contrata uma equipe para a instalação. Contudo, de acordo com o gerente de inovação e sustentabilidade da ABCP, existem também empresas fornecedoras que oferecem o serviço de colocação dos pisos.

Após o recebimento no canteiro e até a aplicação no pavimento, as peças devem permanecer nos paletes, próximo ao local onde serão assentadas. Caso seja preciso armazená- las, recomenda Kinaipp, é preciso escolher um local plano, seco e próximo do local de uso. Claudio Silva aconselha conciliar o ritmo de recebimento com a velocidade de assentamento, evitando-se deixar as peças paletizadas por muito tempo.
Checklist
- Busque fornecedores certificados e que atendam às normas técnicas
- Caso a empresa não tenha certificação, realize ensaios para testar as características do material
- Negocie com o fabricante a entrega em paletes plastificados, pois isso agiliza a descarga e evita choques mecânicos
- Se necessário, armazene as peças em local plano, seco e próximo ao local de uso
- É recomendável conciliar o ritmo de recebimento do material com a velocidade de assentamento, evitando deixar as peças paletizadas por muito tempo
- Antes do assentamento, verifique se as peças já atingiram no mínimo 80% da resistência especificada, pois embora a idade de referência para controle da resistência seja de 28 dias, as peças normalmente são entregues quatro ou cinco dias após sua produção
- Na hora da execução, fique atento às recomendações do projeto e às orientações da NBR 15.953

Cuidados de execução

Silva lembra que é importante seguir o projeto de pavimentação, que irá definir as espessuras das camadas de base e a espessura das peças de concreto. A instalação também deve ser orientada pela NBR 15.953. Os principais cuidados estipulados pela norma são a verificação da base, que deve estar compactada, e sua espessura; a execução da camada de assentamento em relação ao material utilizado e sua espessura; o correto alinhamento inicial na partida do assentamento das peças; e a prévia execução das contenções, tanto externas como internas, que garantirão o intertravamento das peças. 

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