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Como comprar - Blocos de Concreto

O uso de blocos de concreto na alvenaria estrutural está se disseminando com rapidez porque o sistema reduz o tempo de execução da obra, permite embutir a canalização sem quebras e diminui os desperdícios,entre outros benefícios. Ou seja, melhora a produtividade na construção. Mas os especialistas advertem para a necessidade da compra e o uso de materiais dentro das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), para não comprometer o resultado final da obra.

Para o engenheiro Ricardo Moschetti, gerente regional da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), os fabricantes precisam controlar a matéria-prima, ter procedimentos de dosagem, moldagem e cura, dispor de equipamentos de boa performance e de uma equipe treinada. O consumidor, por sua vez, deve estar atento para comprar um produto de qualidade. A produção de blocos normalizados é feita em equipamentos com grande capacidade de mistura e prensagem, proporcionando misturas mais homogêneas. Têm menor índice de vazio e menor custo de produção. “O mercado ainda é abastecido por blocos de qualidade duvidosa, fruto de equipamentos rudimentares. Os produtos têm dimensões e características físicas e geométricas fora do padrão, o que os leva a ser mais baratos na aquisição. Porém, a obra sai mais cara porque esse material de baixa qualidade aumenta o consumo de peças devido à quebra, de argamassa pela necessidade de regularização e de mão de obra para possíveis correções no assentamento”, explica Moschetti.

BLOCO de CONCRETO Recomenda-se adquirir blocos que cumpram as especificações das normas brasileiras e que componham um sistema construtivo racionalizado, proporcionando economia de argamassa de assentamento e de revestimento, maior rapidez de aplicação e melhor qualidade e garantia da obra. 

NA HORA DA COMPRA Selo de qualidade – A presença do Selo de Qualidade, desenvolvido pela ABCP para assegurar o cumprimento dos procedimentos determinados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) – NBR 6136 e 12118 -, atesta que os blocos de concreto foram fabricados em conformidade com as normas brasileiras. Para o consumidor, o selo é uma garantia de produto de qualidade. O alerta também se estende ao lojista, pois o revendedor deve exigir que o fabricante cumpra as normas ou apresente o Selo de Qualidade em seus produtos. 

Armazenamento – No ato da compra, é preciso informar o tipo de bloco solicitado (de vedação ou estrutural), bem como a quantidade exata e a programação de chegada. Depois do recebimento do material, deve-se armazenar as peças em local adequado, separando-as por tipo, dimensão e resistência. Isso facilita o manuseio e controle de qualidade, evitando quebras. 

Peso– A variação de peso entre blocos do mesmo lote deve ser mínima – de modo a não haver variação de resistência. Peças leves representam porosidade e absorção de água superior.

Dimensão exata – O bloco deve ter ângulos retos exatos. Meça as diagonais: elas devem ter a mesma medida. 

Cor homogênea – Lotes de blocos com cor homogênea indicam um controle ideal no processo de fabricação e cura. Se blocos do mesmo lote apresentarem variação nas tonalidades de cinza, é possível que isso indique problemas na compactação do concreto ou na densidade do concreto, o que afeta a resistência das peças. 

Famílias de blocos (legos)– Há duas famílias de blocos, ambas com 19 cm de altura, mas que diferem no comprimento (29 cm e 39 cm). A família de 39 cm tem variações na largura (9, 14 cm e 19 cm), enquanto a de 29 cm possui apenas o bloco de 14 cm de largura. Estas são as medidas estabelecidas. Não compre peças com metragem  diferente. Superfície uniforme e cantos vivos 

- Arestas irregulares indicam problemas no processo de compactação do concreto. Blocos com cantos quebrados indicam baixa resistência. Além disso, quanto mais perfeito e homogêneo o bloco, maior a economia com revestimentos de argamassa. 

Porosidade - Blocos porosos, com resistência inferior, tendem a quebrar facilmente. Para evitar prejuízos, faça testes derramando um pouco de água sobre o bloco. Se a água for absorvida com facilidade, ele tem baixa resistência e proporções incorretas dos componentes do concreto. Outro teste é mergulhar a peça na água: se surgirem muitas bolhas, falta qualidade. 

Blocos vazados – Não comprar blocos que tenham o fundo fechado (com exceção das canaletas). Blocos de concreto normalizados sempre são vazados e a argamassa aplicada apenas sobre as paredes dos blocos.

Ouça o bloco – Bata levemente um bloco no outro. O som de peças bem compactadas é mais estridente, enquanto os mais porosos produzem sons mais suaves. 

TRANSPORTE 

Peça ao lojista para entregar o material paletizado, devidamente protegido com filme plástico “stretch” e identificado, o que permitirá o rastreamento do lote. A rastreabilidade é uma exigência do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). preço – Faça uma pesquisa de mercado. Desconfie de preços abaixo da média regional.

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100 ítens prevencionistas em Trabalhos com Ponte Rolante

Critérios de segurança nas operações com ponte rolante



São muitas as situações de risco nas operações com pontes rolante, que devem ser do conhecimento de todas as pessoas envolvidas na área .As normas de segurança devem ser seguidas pelo bom operador e copiadas pelos auxiliares , supervisores e todas as pessoas envolvidas. A seguir encontram-se algumas delas


1- Procure chegar na área pouco antes do início de seu turno.
2- Faça rápida inspeção visual das situações gerais.
3- Procure o operador que deixou o turno para um breve diálogo.
4- Informe-se sobre as condições da máquina que irá operar.
5- Verifique as fichas de entrada e saída da ponte.
6- Faça a leitura da ficha de saída deixada pelo operador anterior.
7- Procure contratar seu supervisor.
8- Verifique se o barramento está ligado.
9- Aguarde autorização da supervisão para iniciar a jornada.
10- Faça uma inspeção visual ao longo do barramento, certificando-se da inexistência de algo ou alguém na área de movimento da ponte e do carro.
11- Inspecione a caixa de comando da botoeira.
12- Em ponte com cabine, faça inspeção visual na escada de acesso.
13- Use a escada normal de acesso á cabine de comando.
14- Inspecione a cabine de comandos.
15- Inspecione os acessórios dispostos na máquina (cabos, correntes, cintas, etc.).
16- Inspecione as condições gerais de limpeza.
17- Inspecione o maquinário e painéis de comandos.
18- Posicione-se na cabine para o comando das operações de forma a facilitar o acesso ao painel e movimentar melhor os componentes.
19- Ligue a chave geral da cabine de comando da ponte.
20- Ligue a chave geral botoeira.
21- Ligue o interruptor de contadores do painel de comando e teste os movimentos do guincho e trole.
22- Teste o sistema de freios.
23- Teste e inspecione os pantógrafos e sapatas.
24- Verifique a situação e o espaçamento dos pára-choques.
25- Verifique a situação das rodas.
26- Inspecione a situação da trave e do passadiço.
27- Inspecione as guias do sistema de guincho da botoeira.
28- Confira a posição da prancheta de anotações.
29- Verifique a situação do batente do barramento.
30- Inspecione a existência de trincas de soldas na estruturas geral.
31- Sincronize-se com o sinaleiro ,receba-o bem e colabore com todos do piso.
32- Comunique imediatamente à supervisão qualquer anormalidade encontrada.
33- Conheça, divulgue e pratique o uso de sinalização convencional com o pessoal do piso, em especial o sinaleiro.
34- Conheça e integre-se no sistema de movimentação da área em atividade.
35- Se houver dúvidas sobre as atividades a cumprir, pergunte à supervisão ou a quem conheça a área.
36- Só efetue comunicações necessárias ou prioritárias por escrito usando cópias para arquivo.
37- Colabore sempre e procure colaboradores para suar jornadas.
38- Conscientize-se da localização para içamento e arriamento de cargas em movimentos.
39- Teste sinalização de emergêcia.
40- Analise a maneira melhor e mais segura para mover cargas.
41- Antes de efetuar o içamento da carga , faça uma verificação confirmando se o sistema de guincho comporta tal peso.
42- Procure deslocar a carga, sempre que possível, o mais próximo do piso (um metro aproximadamente).
43- Todas as cargas devem ser acomodadas no local determinado e de modo suave, fácil de serem removidas, com segurança, sem riscos de quedas.
44- Só faça içamento da carga se o gancho e o cabo de aço estiverem no prumo com o sistema de guincho.
45- Ao levantar uma carga, por mais leve que seja, faça-o sempre de modo suave, sem brusquidão .
46- Verifique a disposição da escada de emergência, se está correta e segura, e teste-a.
47- Não suba para a ponte se não estiver bem de saúde.
48- Não pratique reversão no mecanismo tradicionário da ponte , mesmo que seja para teste.
49- Não pratique qualquer movimento da ponte se houver alguma pessoa na sua faixa operacional.
50- Caso o sistema de alimentação elétrica do barramento esteja bloqueado por alguma motivo, só o energize depois de informa-se da razão.
51- Faça movimentos completos nos cursos da ponte e do trole sobre o caminho de rolamento para inspecionar os trilhos, prisioneiros dos dormentes e faces de apoio da base da estrutura e da edificação.
52- Verifique a situação do varal da guia e prumo do comando da botoeira.
53- Trabalhos com botoeiras sé se completam com o uso dos EPI específicos e necessários a cada caso.
54- Para acomodar cargas sobre carroçarias, mezaninos, cavaletes, dispositivos, faça operações lentas e seguras.
55- Pare totalmente de operar a máquina se alguém do piso estiver gritando para lhe chamar a atenção.
56- Acompanhe as revisões ou manutenções da máquina.
57- Evite conflitos com o pessoal do piso.
58- É dever do ponteiro manter sincronismo com sinaleiro na mesma linguagem.
59- Não pratique, não aceite, não permita, não acompanhe outras pessoas leigas ou não autorizadas ao trabalho na ponte.
60- Acompanhe, alerte e insista na programação prevista para revisões coordenadas da máquina. Cobre a manutenção da acessória técnica ou da supervisão.
61- Cabos, correntes, cordas, cintas, argolas com problemas ou suspeitas exigem manutenção e testes indicados pelo fabricante.
62- Todos os acessórios intermediários entre a ponte e a carga são obrigatoriamente inspecionados e testados periodicamente.
63- Nunca exceda o peso máximo indicado na própria unidade
64- Cargas delicadas, perigosas, acabadas ou de riscos devem receber operações específicas que devem ser praticadas pelo operador.
65- O sinaleiro tem por obrigação conhecer e praticar todas as regras de segurança e normas específicas.
66- Ponte rolante guindaste é máquina com riscos de acidentes fatais e grandes perdas. Por isso mesmo, são condicionadas a certas condições, que são fornecidas após testes de segurança técnica.
67- Nunca improvise nas operações da ponte rolante.
68- Procure a colaboração da supervisão e colabore com ela.
69- Mantenha seu supervisor informado das condições reais da máquina.
70- Não faça refeições nem use aparelhos de som quando postado na cabine de seu comando. Não se distraia.
71- Siga rigorosamente as instruções regulamentares da área.
72- É da responsabilidade do operador responder pela máquina em uso durante seu turno de trabalho.
73- No caso de os imantadores  desarmarem-se, não volte a armá-los, pois há indício de problemas da manutenção elétrica.
74- Mesmo que seja do conhecimento do operador, manutenção da máquina só poderá ser realizada pela assistência técnica responsável.
75- Se a máquina não oferecer condições de trabalho, não assuma responsabilidades, a não ser autorizado por escrito pelo supervisor de maior hierarquia.
76- Verifique a situação de cada extintor de incêndio instalado na máquina e procure conhecê-los tecnicamente para poder utilizá-los em emergências .
77- Faça contatos constantes com o pessoal da segurança industrial e patrimonial, procurando informa-se sobre as novidades recentes.
78- Só eleve a carga quando estiver pendurada bem presa ao sistema de guinchos e em total segurança.
79- O içamento da carga só pode ser efetuado quando o sinaleiro estiver afastado, pelo menos, um metro de distância.
80- Nunca deixe a carga suspensa pela ponte ao sair (troca de horário, almoço ou outras situações).
81- Mantenha-se atento à carga em movimento, caso tenha perdido a visão do sinaleiro.
82- Os sinais convencionais usados em trabalhos com ponte rolante guindaste são oficiais e devem ser aplicados por uma só pessoa. Não aceite sinais de outra pessoa, mesmo que tenha nível de supervisão.
83- Não opere a ponte rolante sozinho, antes de ser liberado oficialmente da fase de treinamento com o operador prático.
84- Na área de atuação da ponte rolante não é permitida a movimentação de veículos como empilhadeira, caminhão, trator, etc. Se necessário, esses veículos devem se movimentar em corredores desmarcados.
85- Evite saídas e paradas bruscas, pois causam danos às rodas, trilhos, redutores, estruturas, alinhamento e edificação.
86- Em trabalhos com ponte rolante guindaste instalada acima de 8 metros do solo, a aplicação as sinalização deve ser sincronizada precisamente, entre operador e sinaleiro.
87- Em trabalhos em ares abertas, esteja atento para as intempéries: proteja a carga e a si próprio.
88- Não dificulte nem abandone as revisões previstas e regulamentadas nos programas de manutenção preventiva.
89-Manuseie a ponte da botoeira posicionando-se sempre defronte à caixa de comando.
90- Ao operar a ponte rolante de botoeira, não ande de costas nos corredores e nem se posicione na frente da carga.
91-Em pontes de botoeiras, ao iniciar as operações, certifique-se de que as indicações dos botões correspondem aos movimentos marcados na simbologia do comando.
92- Nas pontes de botoeira a circulação do operador deve ser corredores adequados e seguros.
93-O operador deve ser elemento conhecedor, preparado e autorizado para avaliar operacionalmente o profissional, a área, a máquina e a carga envolvidos na jornada.
94- Poderá ocorrer o bloqueio dos botões de comando nas guias de contatos; fique atento à chave geral.
95- Ao remover cargas, utilize equipamentos de segurança adequados.
96- Ao utilizar-se do eletroímã, a carga deve ser movida o mais próximo possível do solo; esteja atento à alimentação elétrica, pois sem energia o equipamento não funcionará e a carga cairá.
97- Cabos para sustentação e transporte de cargas devem ser adotados de chumbada ou sapatilhada protetora de extremos .
98- A ponte rolante deve receber lubrificação geral semanalmente, para manutenção .
99- Programe uma previsão diária das operações no setor e preencha sempre os relatórios de entrada e saída da ponte.
100- Observe sempre as normas de segurança, para sua proteção e a do equipamento.

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Concreto Auto-Adensável - ABESC

Utilização Crescente

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O Concreto Auto-adensável (CAA) apresenta grande fluidez e alta  trabalhabilidade, ou seja, é um concreto muito plástico.  A formulação de concretos fluidos e resistentes à  segregação é uma evolução tecnológica, fruto da pesquisa aplicada ao uso de aditivos superplastificantes e  modificadores de viscosidade, combinados com alto teor de finos, sejam  eles cimento Portland, adições minerais, fílers  etc. Com a significativa redução de custos dos insumos  - aditivos utilizados, como superplastificantes e modificadores de viscosidade  bem como o avanço tecnológico e o domínio dos métodos  de dosagem e preparação, o CAA ganha grande impulso junto  aos construtores, na execução das estruturas.
     
Definição
O termo concreto auto-adensável (CAA) identifica uma categoria de concreto que pode ser moldado em fôrmas preenchendo cada espaço  vazio através exclusivamente de seu peso próprio, não  necessitando de qualquer tecnologia de adensamento ou vibração  externa. A auto-adensabilidade do concreto fresco oferece uma excelente  capacidade de preenchimento dos espaços vazios e o envolvimento  das barras de aço, assim como outros obstáculos, exclusivamente  através da ação da força gravitacional,  mantendo uma adequada homogeneidade. Para um concreto ser considerado  auto-adensável, deve apresentar duas propriedades fundamentais:  Fluidez e Estabilidade que conferem ao concreto a propriedade de transpor  vários obstáculos, preencher todos os espaços da  fôrma e evitando a segregação e exsudação.  A Fluidez é a capacidade do concreto auto-adensável escoar  preenchendo todos os espaços. Já a Estabilidade é  a capacidade que o concreto auto-adensável possui para se manter  coeso e homogêneo após ter fluído ao longo das fôrmas.

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