Fôrmas Plásticas para Laje Nervurada

29 de julho de 2013

As lajes nervuradas, quando comparadas a estruturas de concreto armado tradicionais, surgem como solução no que se refere a aumento de vãos, rapidez na execução e economia de materiais – entre estes, as fôrmas utilizadas para concretagem. Para as lajes moldadas no local, todas as etapas de execução são realizadas “in loco”, e para isto é necessário o uso de fôrmas e de escoramentos. As fôrmas de plástico, fabricadas em polipropileno, estão disponíveis em dimensões e alturas diversas, atendendo a diferentes tipos de projetos.

Vantagens:
• Dispensa usos de compensados
• Nervuras tecnicamente dimensionadas
• Sem perigo de corrosão
• Redução de cargas na estrutura
• Facilidade de montagem e desmontagem
• Menor consumo de madeira
• Maior velocidade de execução
• Reutilização das fôrmas em três dias
• Fácil desforma manual
• Redução do custo final da obra


O processo de montagem das fôrmas de plástico foi acompanhado na obra aqui mencionada. O material utilizado (fôrmas e escoras) foi alugado e a montagem foi feita de acordo com as especificações estipuladas em projeto.
O solo foi previamente compactado com máquina, e em sua superfície foram distribuídos pranchões de madeira nas linhas de escoramento para apoiar as escoras, evitando assim que o solo cedesse durante a concretagem. Neste sistema, as escoras são posicionadas no cruzamento das longarinas que apoiam as bordas das cubetas
Primeiramente foi montada a estrutura de apoio e depois as cubetas foram posicionadas, sendo estas de diferentes tamanhos para melhor adequação ao projeto. No encontro com os pilares há uma interrupção do posicionamento das cubetas, pois estes possuem capitel sólido de concreto.
Para a desforma, é necessário utilizar uma cunha de madeira e bater com um martelo, sem forçar os cantos das fôrmas. O uso de desmoldantes auxilia no processo.
Matéria elaborada a partir de pesquisa e imagens da aluna Sloane Pretto
November 1st, 2011

Laje Nervurada – Processo Construtivo



Nesta obra acompanhada no primeiro semestre de 2011, foi utilizada a laje nervurada no subsolo, onde será o estacionamento. Devido a problemas que ocorreram com as fundações do prédio, a laje teve que ser executada em partes, o que facilitou o acompanhamento de sua execução. Foi possível observar a montagem com as formas e escoras metálicas, um procedimento bastante interessante.

Uma laje nervurada é constituída por um conjunto de vigas que se cruzam, solidarizadas pela mesa (parte responsável por absorver os esforços de compressão). Esse elemento estrutural terá comportamento intermediário entre o da laje maciça e o da grelha. Segundo a NBR 6118:2003, lajes nervuradas são “lajes moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas, cuja zona de tração é constituída por nervuras entre as quais pode ser colocado material inerte”. Este tipo de estrutura propicia uma redução no peso próprio, bem como um melhor aproveitamento do aço e do concreto. Além disso, as lajes nervuradas podem chegar a vencer vãos de 20m.

Nas áreas de apoio observa-se uma concentração de tensões transversais, podendo ocorrer ruína por punção ou por cisalhamento. Nesses casos, entre as alternativas existentes, é possível fazer uma região maciça em volta do pilar formando um capitel para absorver as tensões ou executar faixas maciças em uma ou em duas direções, constituindo vigas-faixa.

O pré-dimensionamento destas estruturas para a determinação da altura da laje, foi determinado pela seguinte equação: h= l/23 a l/28, sendo h = altura da laje nervurada e l = distância entre os apoios (pilares), em centímetros.
O passo a passo construtivo de lajes nervuradas com cubetas plásticas ocorreu de acordo com a seguinte ordem de procedimentos: 1 – Após a montagem do escoramento metálico e do vigamento, foi iniciada a instalação das cubetas plásticas;
2 – Em seguida, iniciou-se a montagem da chapa de apoio das cubetas (tablado de madeira) sobre as escoras;
3 – As formas foram distribuídas sobre os painéis;
4 – As formas plásticas foram alinhadas com o auxílio de um sarrafo de madeira. Em seguida, uma faixa de madeirite foi presa na beirada da laje;
5 – As armaduras foram colocadas;
6 – Os vergalhões e os estribos foram presos;
7 – A laje foi concretada;
8 – Logo após o lançamento do concreto a laje foi sarrafeada e nivelada;
9 – Após 4 dias retirou-se o escoramento e o tablado de apoio das cubetas, deixando o reescoramento a cada 1,5m²;
10 – As cubetas foram retiradas;
11 – Esperou-se a cura completa do concreto, aproximadamente quatro semanas, para a retirada do reescoramento. A laje ficou pronta.

Referências
Diagramas:
http://www.revistatechne.com.br/engenharia-civil/158/imprime173924.asp
 
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