Determinação da Umidade Total em Agregado Graúdo por Secagem (NBR 9939:1987)-Estufa/Fogareiro/Speedy

16 de julho de 2013

1. INTRODUÇÃO
Teor de umidade do agregado é por definição a relação expressa em porcentagem entre a
massa total da água envolvida na superfície dos grãos dos agregados a qual preenche os
poros permeáveis do agregado em relação a sua massa seca. É realizado para corrigir a
água de amassamento do concreto e informar a relação água/cimento com exatidão.

2. MÉTODOS
- Estufa
- Fogareiro
- Speedy

3. MÉTODO DA ESTUFA
APARELHAGEM
a. Balança com resolução ≤ 1,09 e capacidade mínima de 1,0 kg.
b. Estufa elétrica ou a gás capaz de manter a temperatura entre 100°C a 110°C.
c. Recipiente resistente ao calor e adequado a quantidade do volume da amostra ensaiada.
d. Espátula ou colher de jardineiro para coleta da amostra.

AMOSTRAGEM
a. Coletar a amostra do agregado úmido em vários pontos, o mais homogêneo possível,
tomando cuidado para não perder umidade.
b. Para agregado miúdo (areia) amostra mínima de 100 g. Quanto maior a amostra mais
precisão no ensaio.
c. Agregado Graúdo (Tabela 1).
Nota: Para agregados graúdos leves, a massa mínima da amostra de ensaio é obtida
dividindo-se os valores desta tabela por 1.60 e multiplicando-se pelo valor da massa unitária
do agregado leve, seco e solto.

EXECUÇÃO DO ENSAIO
a. Determinar a massa da amostra úmida Mu.
b. Coloque o recipiente com a amostra úmida na estufa até constância de massa (secagem
total) no mínimo 12 horas na temperatura entre 100 °C a 110°C. O tempo na estufa vai
depender do teor de umidade que se encontra a amostra.
c. Após o tempo na estufa, determine a massa do agregado seco (Ms).

%=(Mu-Ms)/Ms x100

4. MÉTODO FOGAREIRO
INTRODUÇÃO
Neste método o material será secado rápido, até constância de massa, através de calor
transmitido pelo fogareiro.

APARELHAGEM
a. Balança com resolução ≤ 1.0g e capacidade mínima de 1.0 kg.
b. Fogareiro a gás ou elétrico para aquecimento de amostra.
c. Colher de jardineiro para coleta da amostra.
d. Espátula para homogeneização da amostra durante a secagem.
e. Recipiente para secagem da amostra, de material capaz de resistir a altas temperaturas,
geralmente frigideira de cozinha.

AMOSTRAGEM
O mesmo processo de coleta do método da Estufa.

EXECUÇÃO DO ENSAIO
a. Determinar a massa da amostra úmida (Mu).
b. Colocar a amostra para secagem no fogareiro.
c. Deixar esfriar próximo da temperatura ambiente.
d. Determinar a massa da amostra seca (Ms).

%=(Mu-Ms)/Ms x100

 5. MÉTODO DO SPEEDY
INTRODUÇÃO
Neste método a umidade é determinada pela pressão do gás, resultante de ação da água
contida na amostra sobre o carbureto de cálcio que se introduz no aparelho. Este método é
mais utilizando no campo por ser fácil o transporte e devido obter resultados imediatos.

APARELHAGEM
a. Conjunto completo – Speedy.
b. Caixa de ampolas com 6,5 g de carbureto de cálcio.

AMOSTRA
a. Processo de coleta utiliza o mesmo processo do método da Estufa.

EXECUÇÃO DO ENSAIO
a. Determine a massa úmida da amostra conforme a tabela do Speedy.

 b. Introduza a amostra úmida na câmara do aparelho Speedy.
c. Introduza na câmara do aparelho Speedy uma ampola de carbureto de cálcio, deixando a
câmara inclinada de modo que a ampola deslize pelas paredes da câmara com cuidado para
não quebrar.
d. Feche o aparelho e agite-o repetidas vezes para quebrar a ampola e misturar o carbureto
de cálcio.
e. Ao misturar-se com a amostra úmida, o carbureto de cálcio sofre uma reação no interior
da câmara que será percebido pelo aumento de pressão no manômetro do aparelho.
f. Continua a agitação até a estabilização da pressão, uma vez estabilizado anote o valor da
pressão em kg/cm2.
g. Determine o teor de umidade na tabela do aparelho em função da leitura em kg/cm2 e do
peso utilizado no ensaio.

Não deixe de ler uma alternativa: http://www.clubedoconcreto.com.br/2013/10/chapmam-uma-alternativa-para.html
 
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