Massa Específica, Massa Específica Aparente e Absorção do Agregado Graúdo (NBR NM 53:2009)

16 de julho de 2013

1. INTRODUÇÃO
Massa específica é a relação entre a massa do agregado seco e seu volume, sem
considerar os poros permeáveis à água.
Massa específica aparente é a relação entre a massa do agregado seco e seu volume,
incluindo os poros permeáveis à água. As determinações de volume são feitas na balança
hidrostática, pela diferença de massa do material ao ar e submerso.
Absorção é o aumento de massa do agregado devido ao preenchimento de seus poros
permeáveis por água, expressa em porcentagem de sua massa seca. Todas as
propriedades são importantes na dosagem de concretos.

2. FINALIDADE
Todas as propriedades são importantes na dosagem de concreto. A massa específica
absoluta é utilizada na transformação de massa para volume absoluta sem vazios. Na
fórmula de cálculo do consumo de cimento em peso por metro cúbico de concreto utilizamos
a massa específica absoluta.
A massa específica também é utilizada para classificação do agregado quanto à densidade.

3. EQUIPAMENTOS
a. Balança hidrostática com capacidade mínima de 10 kg (resolução 0,1 a 1 g).
b. Estufa capaz de manter a temperatura no intervalo de 100 a 110°C.
c. Cesto de arame com abertura de malha 3,35 mm e capacidade de 4 a 7 litros.
d. Recipiente para conter água onde será imerso o cesto.
e. Bandeja para determinação da massa de agregado ao ar.
f. Peneira de malha 4,75 mm.
g. Panos e concha.

4. AMOSTRAGEM DO MATERIAL
a. Obter amostra do agregado conforme procedimento da NBR NM 26 e NBR NM 27.
b. Lavar o material na peneira 4,75 mm, rejeitando o que passar.
c. Secar em estufa (100°C a 110°C) até massa consta nte, aproximadamente 24 horas.
d. Deixar esfriar à temperatura ambiente e pesar a amostra de acordo com a Tabela 1 (A
Figura 1).


5. PROCEDIMENTO
a. Submergir o agregado em água à temperatura ambiente num período de 20 a 28 horas.
b. Retirar a amostra da água e envolvê-la em pano absorvente até que o brilho da água seja
eliminado da superfície, mas evitando que a água dos poros também evapore.
c. Determinar, imediatamente, a massa da amostra saturada superfície seca (sss) com
precisão de 1 g (C – Figura 1).
d. Colocar a amostra no cesto de arame, submergi-la em água a temperatura de (23 +- 2) °C
e pesar em água utilizando a balança hidrostática (B – Figura 1).
6. RELATÓRIO
a. O resultado do ensaio é a média de duas determinações.
b. Informar os resultados de massa específica com aproximação de 0,01 g/cm3.
c. Informar os resultados de absorção de água com aproximação de 0,1%.
d. A variação máxima permitida para duas determinações é de 0,02 g/cm para a massa
específica e de 0,3% para a absorção.

7. CUIDADOS ESPECIAIS
a. Realizar todo o ensaio em ambiente com temperatura controlada: (23 +- 2) °C. Em regiões
de clima quente, as temperaturas da água e do ambiente podem ser mantidas no intervalo
de (25 +- 2)°C, porém devem ser registradas no rela tório.
b. A balança deve ser previamente zerada antes de todas as determinações de massa. No
caso da determinação de massa submersa, a balança deve ser zerada, com o cesto de
arame vazio e imerso em água.
c. Ao determinar a massa do agregado submerso, agitar o cesto para eliminar todo o ar
preso entre os grãos.
d. Recomenda-se que o fio de sustentação do cesto do balde tenha o menor diâmetro
possível e que a variação do comprimento submerso, antes e depois da colocação da
amostra, não ultrapasse 10 mm, sendo tal variação verificada através de uma marca prévia
no fio.
 
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