Teor de Argila em Torrões e Materiais Friáveis (NBR 7218:2010)

16 de julho de 2013

1. INTRODUÇÃO
A metodologia permite avaliar a qualidade de um agregado, com relação à contaminação
com grãos pouco resistentes, que trarão prejuízo à resistência do concreto e também à sua
aparência, uma vez que eles, no caso de concreto aparente, poderão produzir manchas na
superfície. Os torrões de argila são detectados no agregado por diferença de coloração,
como tem baixa resistência são facilmente esmagados pela pressão do dedo.

2. QUANTIDADE DE MATERIAL
A amostra deve ser coletada conforme NBR 7216; a quantidade mínima de material deve ser
tal que, após peneiramento nas peneiras de 76, 38, 19, 4,8 e 1,2 mm, se consiga obter as
massas mínimas para cada fração indicada na Tabela 1.

3. EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS
a. Série normal de peneiras.
b. Bandejas de ferro ou alumínio.
c. Balança (resolução de 0,1 g).
d. Escova com cerdas de latão
e. Estufa para 105°C a 110°C.

4. PROCEDIMENTO
a. Secar previamente o material em estufa.
b. Determinar a composição granulométrica conforme NBR NM 248
c. Agregado miúdo areia, passar o material na peneira 4,8 mm, e 1,2 mm, determinar uma
massa de 200 gramas do material retido na peneira 1,2 mm.
d. Agregado graúdo brita d > 4,8 mm, passar o material na peneira 9,5 mm e 4,8 mm,
determinar uma massa de 1000 gramas do material retido na peneira 4,8 mm.
e. Agregado graúdo brita d > 9,5 mm, passar o material na peneira 19,0 mm, e 9,5 mm,
determinar uma massa de 2000 gramas do material retido na peneira 9,5 mm.
f. Agregado graúdo brita > 19 mm passar o material na peneira 38 mm, e 19 mm,
determinar uma massa de 3000 gramas do material retido na peneira 19 mm.
Notas: Uma vez preparado as frações conforme Tabela 1, descartando aquelas que não
representam pelo menos 5% da amostra inicial.
O agregado com diâmetro acima de 38 mm praticamente não será realizado ensaio, uma vez
que e visível os torrões de argila e materiais friáveis devido ao tamanho do grão.
Tomar cuidado, nessas operações ao manusear os agregados de modo a não triturar os
torrões de argila e grãos friáveis presentes.
g. Na sequência, espalhar a massa de amostra de cada intervalo granulométrico (m1) em
bandejas apropriadas, de maneira a formar uma camada fina. Cobrir a amostra com água
destilada, deionizada ou da rede de abastecimento e deixar em repouso durante (24 + 4) h.
h Transcorrido esse tempo, identificar as partículas com aparência de torrões de argila ou
materiais friáveis e pressionar entre os dedos, de modo a desfazer (quebrar). Não usar as
unhas, as paredes ou o fundo do recipiente para quebrar as partículas.
I Em seguida, transferir a massa de amostra de cada intervalo granulométrico das bandejas
para as peneiras com abertura indicadas na tabela 2. Proceder ao peneiramento por via
úmida para remoção das partículas de argila e materiais friáveis, agitando com as mãos
cuidadosamente sem perder parte da amostra com a torneira aberta mantendo o fluxo de
água de lavagem.

5. RESULTADOS
A amostra deve apresentar os seguintes limites máximos de teor de argila ou materiais
friáveis em relação à massa do material.
a. Agregado miúdo: 3,0 %.
b. Agregado graúdo
- concreto aparente: 1,0%.
- concreto submetido a desgaste superficial: 2,0%.
- demais concretos: 3,0%.
 
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