Reduzcon - uma nova solução para lajes nervuradas

13 de agosto de 2013





 A idéia:

 Desde as primeiras experiências com a engenharia estrutural o arco se mostrou uma solução simples e de grande eficiência. O material concreto trabalha muito bem à compressão, assim como as pedras e as argamassas em geral e o uso do aço como elemento de tração é recente, historicamente falando. As lajes, como peças trabalhando à flexão necessitam do aço para formar o binário interno de resistência.

 Pensando em uma laje como um conjunto de vigas “achatadas” que lado a lado absorvem os carregamentos, idealizamos uma forma de retirar a parte inerte do concreto, mantendo a estabilidade do conjunto. Esta idéia já é usada, com grandes vantagens nas lajes nervuradas (com elementos inertes e formas removíveis). A diferença está em criar os vazios das nervuras com o formato de arcos, intercalados por trechos maciços de concreto, formando uma grelha de vigotas nas duas direções.




O molde:

 O molde foi idealizado para ser uma peça única que apoiada em dois pontos formasse um conjunto estável de barrotes (BRC) que criam uma estrutura capaz de absorver o peso do concreto e depois da desforma gerar uma laje nervurada. Este molde é semi-cilíndrico, leve e de fácil manuseio, podendo ser transportado para várias utilizações.

O assoalho:

 Os barrotes redutores de concreto (BRC) foram projetados para serem o assoalho e a estrutura horizontal de resistência da forma. O princípio é de se justapor as peças sobre linhas de escoramentos a cada 1m aproximadamente (esquema usual de apoio nas lajes maciças), sem assoalhar os barrotes. Imaginem uma laje em que todos os barrotes sejam colocados lado a lado, não haveria vãos entre eles e não seria necessário colocar o assoalho sobre eles (compensado, tábuas, etc...), deste modo é montado o conjunto.

 Nos trechos em que o barrote não está aplicado pode-se usar o sistema convencional com sarrafo de madeira e compensado para fazer os complementos do assoalho.

O escoramento:

 Utilizam-se linhas de escoramentos horizontais distanciados de aproximadamente um metro e apoiando-as com escoras verticais, de acordo com a carga a ser escorada; sobre estas linhas se apóiam os BRCs formando um conjunto rígido, fácil de montar e desmontar.

A estrutura gerada:

 O reduzcon gera um conjunto de vigotas com a forma de largura variável (acompanhando o formato do arco do molde) e altura constante. Após a desforma, e com a estrutura já em serviço o concreto armado funciona, no meio do vão, como uma placa em que a parte superior trabalha a compressão (capa da laje) e abaixo da mesma o concreto fissurado até as armaduras que absorvem a tração. Forma-se então uma grelha, leve e rígida, uma estrutura econômica.

O cálculo:

 Os programas atuais calculam as lajes nervuradas como vigas “T” com muita eficiência e precisão, desta forma o REDUZCON pode ser facilmente calculado. Chama-se este procedimento de “analogia da grelha”.

As economias:

 São muitas, sendo as principais as de: concreto, aço, formas, peso próprio da estrutura. Estes números variam dependendo do projeto, mas em média pode-se admitir cerca de 40% para o concreto, 30% para o aço, 90% de formas e 10% nas cargas das fundações (comparando com uma laje maciça de menor espessura). Com isto os ganhos podem ser de cerca de 10% no custo total da superestrutura, composta de pilares, vigas e lajes.

Para estruturas de baixa altura (menos incidência de pilares e vigas de contraventamento) a importância do consumo das lajes é maior no percentual da estrutura, aí o resultado se torna mais atraente. Nas estruturas de prédios altos a vantagem recai sobre o alívio de cargas nas estruturas verticais bem como nas fundações.

 A estética:

 A laje reduzcon tem uma forma agradável de arcos contínuos e pode ficar aparente. Na maioria dos tetos haverá o rebaixamento com o forro, para a passagem das instalações e a aplicação dos acabamentos no teto.

 O isolamento acústico:

 A placa em arco isola muito bem os sons tanto do pavimento inferior para o superior (os arcos refletem as ondas sonoras, embaralhando o conjunto) e do superior para o inferior (baixa vibração). É importante lembrar que a laje REDUZCON vibra menos que a laje maciça, sendo mais confortável ao uso.

 As vedações:

 As paredes e divisórias podem ser vedadas no encontro com os arcos da laje de maneira simples e econômica já que os vazios gerados são pequenos e uniformes.

  As furações:

 As nervuras por estarem pouco espaçadas fazem a placa ser muito mais parecidas com a laje maciça equivalente, tornando mais fácil se executar furos na mesma. No caso de ser necessário o corte nas barras de aço das nervuras isto é menos danoso nas lajes REDUZCON do que nas lajes nervuradas convencionais, com distância entre nervuras de 60 a 90 cm. As barras ficam mais próximas (28 cm), havendo uma melhor redistribuição dos esforços.


 Conclusão: A laje REDUZCON é uma laje de baixo consumo de concreto e aço, possibilitando se projetar lajes com altura reduzida (H= 16 cm, com consumo de 0.095 m3/m2), lajes com funcionamento estrutural de grande capacidade e baixa deformabilidade, sendo bem parecida com as lajes maciças equivalentes.
  
A melhor utilização é encontrada em panos de lajes retangulares com vãos de 6 a 8 m, o que é a grande maioria das lajes residenciais e comerciais urbanas.
  
Temos estudos comparativos de um prédio de 10 pavimentos com a laje maciça e a REDUZCON e esta mostrou ser mais econômica, sendo que as lajes retangulares com relação de vãos acima de 1.5 foram as mais promissoras. Neste estudo tomamos a forma com R$ 55,00/m2, o aço a R$ 4,00/Kg e o concreto a R$ 350,00/m3 e chegamos a uma economia de R$ 50,00/m2 de área construída.

 Lembramos que cada arquitetura é única e as distribuições dos pilares e vigas determinam a possibilidade maior ou menor de economia do sistema.

 
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