Coleta de corpos-de-prova exige roteiro

6 de fevereiro de 2015

6.identificação dos corpos de prova

Vinicius Abbate - Pini Web - Revista Téchne


Procedimentos corretos previstos em norma são fundamentais para não alterar resultados no laboratório


Para execução de estruturas em concreto armado, há uma série de vantagens em solicitar o fornecimento do concreto a uma empresa de serviços de concretagem. O primeiro fator é o corte de gastos com energia elétrica, água, areia, brita e cimento, além do melhor aproveitamento do espaço físico. Outra vantagem é que o concreto pode ser entregue no volume estritamente necessário para a obra, sem desperdícios. No entanto, não se deve perder de vista a qualidade do concreto. É por isso que se fazem testes com corpos-de-prova representativos do concreto, cuja moldagem e acondicionamento são tão importantes quanto a execução dos ensaios em si.

Uma série de procedimentos deve ser respeitada (ver procedimentos ao lado). Assim que a betoneira estacionar no local da obra e bater (homogeneizar) o concreto, o laboratorista retira a amostra para a realização do ensaio de abatimento. A moldagem é realizada em moldes cônicos, em três camadas de volumes iguais. Em cada camada são aplicados 25 golpes com soquete apropriado, distribuídos uniformemente em toda a superfície do concreto. Em seguida, retira-se o molde suavemente dentro de um prazo de dez segundos. O abatimento é a diferença entre a altura do molde e o cone abatido de concreto. De posse do resultado, autoriza-se ou não a descarga do concreto.

Após a liberação, descarrega-se o concreto, retirando-se do terço médio do volume da betoneira amostra para a confecção dos corpos-de-prova para ensaios de compressão. Dispondo dos equipamentos e materiais necessários, inicia-se a moldagem em moldes cilíndricos de 150 x 300 mm ou 100 x 200 mm.

Os moldes cilíndricos são preenchidos em quatro camadas de igual volume. Em cada camada são aplicados 30 golpes, com soquete apropriado (600 x 16 mm), distribuídos uniformemente em toda a superfície do concreto. Em seguida, dá-se o arrasamento dos topos com uma régua.

Os corpos-de-prova são cobertos com um filme plástico ou placa de madeira para que fiquem protegidos da perda de água e das intempéries. Devem permanecer em superfície plana e isenta de qualquer tipo de vibração por 24 horas. Decorrido esse tempo, deverão ser retirados da obra e transportados para o laboratório, onde serão desenformados, identificados e acondicionados em câmara úmida até a data do ensaio de compressão. A compressão poderá ser depois de três, sete, 28 dias, ou qualquer outra data preestabelecida pelo projetista da estrutura.

Após a definição da data de ruptura, os corpos-de-prova são retirados da câmara úmida e levados para faceamento dos topos (retífica) ou capeamento com enxofre. Após essa regularização, as amostras passam por ensaios de resistência à compressão em uma prensa devidamente calibrada, que comprovará se o material atende às especificações.

Ensaio de abatimento

Nivelamento da base: a chapa metálica sobre a qual se fará o ensaio deve ser previamente limpa e umedecida; para que não ocorra abatimento desbalanceado do concreto a chapa de base não deve estar em desnível;

Umedecimento do molde: a fôrma cônica deve estar perfeitamente limpa e devidamente umedecida;

Preenchimento do molde com concreto: a fôrma cônica deve ser firmemente pressionada contra a chapa de base, evitando a fuga do concreto; no topo da fôrma instala-se um colarinho para auxiliar a deposição/ compactação da última camada de concreto;

Apiloamento do concreto: com haste metálica apropriada, aplicam-se 25 golpes distribuídos uniformemente em toda a superfície de cada camada de concreto, sem interferência na camada anterior;

Retirada do cone: a retirada completa do cone deve ser feita suavemente, com movimento perfeitamente vertical;
Medição do abatimento: medido em centímetros, é a diferença entre a altura da fôrma e o tronco abatido de concreto;

Amostragem

Fôrmas cilíndricas: as fôrmas devem apresentar regularidade dimensional e sistema de fechamento que assegure solidarização entre o costado e a base; nessa união deve ser aplicado material de vedação para evitar fuga de nata;
Desmoldante: após limpeza e montagem, aplica-se desmoldante nas faces internas da fôrma para que não ocorra adesão com o concreto;

Preenchimento dos moldes com concreto: cilindros de 100 x 200 mm são preenchidos com duas camadas de concreto; cilindros de 150 x 300 mm são preenchidos com quatro camadas de concreto;

Apiloamento do concreto: para os cilindros de 100 x 200 mm aplicam-se 15 golpes em cada camada. Para cilindros de 150 x 300 mm aplicam-se 30 golpes em cada camada. O objetivo é acomodar o concreto e eliminar as bolhas de ar, não devendo haver "costura" entre as camadas;

Acabamento dos topos: após lançamento e adensamento do concreto da última camada, com auxílio de colarinho, nivela-se o concreto com régua ou pá de pedreiro;

Anotação dos dados: verificação das características e identificação dos corpos-de-prova.

3.colocação do concreto nos moldes


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