Aditivo Modificador de Viscosidade (VMA)

25 de setembro de 2015

Na confecção de argamassa e concretos auto-nivelante um aditivo de grande importância é o modificador de viscosidade - viscosity modify admixture (VMA), pois ele pode ser empregado quando o teor de finos for limitado, ajudando a promover a viscosidade adequada garantindo assim a resistência à segregação, homogeneidade da mistura e diminui a exsudação (MELO, 2005).

O aditivo promotor de viscosidade é formado por cadeias longas de base celulose, polissacarídea, acrílico ou glicol e outros agentes inorgânicos (RIXOM e MAILVAGANAM, 1999).

Segundo a EFNARC (2005), o VMA também pode ser usado para ajudar a  reduzir a segregação e a sensibilidade da mistura devida á variação de outros  componentes, principalmente sobre a parcela de umidade. Desta maneira, o VMA atua na água da mistura promovendo uma viscosidade moderada por meio de uma formação de rede, que detém a água e que mantêm as partículas finas da mistura , fornecendo maior coesão, conseqüentemente evitando a ocorrência de segregação e exsudação, conforme demonstrada na Figura abaixo




Outra maneira de funcionamento do aditivo na mistura ocorre quando as partículas de cimento absorvem o VMA, ou seja, com a superfície do grão de cimento completamente saturada do aditivo, não ocorre uma adsorção adequada do aditivo redutor de água, fazendo com que a mistura torne-se coesa e menos fluida (RIXON e MAILVAGANAM, 1999). 



A utilização desse aditivo pode gerar em concretos e argamassas um comportamento pseudoplástico, ou seja, redução da viscosidade em função do aumento da taxa de cisalhamento aplicada. Como a argamassa auto-nivelante trata-se de um material fluido, com uma alta taxa de cisalhamento, a viscosidade diminui, facilitando a execução. Sendo assim, após a aplicação da argamassa fluida, a viscosidade tende a aumentar e garante a capacidade de reter água e manter a sustentabilidade das partículas (MELO, 2005). 

Algumas vantagens são observadas com a utilização do aditivo modificador de viscosidade, sendo elas:

Flexibilidade na escolha de materiais e procedimentos de lançamentos;
Obtenção de níveis de fluidez que fazem com que o concreto seja capaz de
vencer grandes distâncias horizontais;
Melhoria da homogeneidade na mistura;
Permanência da coesão durante queda livre.

RIXOM e MAILVAGANAM (1999) citam alguns problemas relacionados a utilização desse aditivo como a incorporação de ar, devido a sua capacidade de redução da tensão superficial da água da mistura, e a incompatibilidade com certos aditivos plastificantes, justificada pela capacidade de adsorção de partículas de cimento. Já para REPETTE (2005) o problema está na retração por secagem quando o VMA é utilizado em doses elevadas.




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