Qual a diferença entre aditivos e adições para concreto?

13 de janeiro de 2016

Aditivos e adições
Foto: Marcelo Scandaroli
Os aditivos agem diretamente na dinâmica das reações químicas de hidratação dos constituintes do cimento (C3A, C3S etc.), podendo atuar como defloculantes ou dispersantes, aumentando, portanto, o contato dos grânulos de cimento com a água e melhorando, consequentemente, a trabalhabilidade e a plasticidade do concreto; tensoativos ou incorporadores de ar; também colaborando para o aumento da fluidez do concreto e da sua impermeabilidade; aceleradores ou retardadores da pega; redutores de água, com reflexo direto no aumento da resistência mecânica do concreto; e redutores da exsudação. 

Há, ainda, os aditivos que atuam no sentido de melhorar a durabilidade do concreto, incluindo-se aí os impermeabilizantes, os inibidores de corrosão e aqueles que visam a diminuir os riscos do desenvolvimento de reações álcali-agregado. 

Resumidamente, pode-se dizer que os aditivos em geral melhoram e otimizam as propriedades dos concretos nos estados fresco e endurecido, mas não alteram a composição química dos principais produtos resultantes da hidratação do cimento: cadeias C-S-H (silicato de cálcio hidratado), portlandita e cal hidratada. 

Por seu lado, as adições minerais são materiais extremamente refinados que contém em sua composição grande quantidade de sílica amorfa - reativa, portanto. Adicionados aos concretos ou argamassas, alteram o balanço dos produtos químicos resultantes da hidratação do cimento, ou seja, em geral se combinam quimicamente com a portlandita, melhorando a resistência mecânica e a durabilidade do concreto ou argamassa produzidos. 

Como adições minerais utilizam-se normalmente a escória de alto-forno (resíduo do processo de produção do aço) e os materiais pozolânicos (argilas calcinadas e finamente moídas, cinza de casca de arroz e cinzas volantes - cinza resultante da queima do carvão mineral moído, combustível utilizado por exemplo nas termoelétricas. Material pozolânico particularmente interessante é a sílica ativa, ou microssílica, resultante da produção do silício metálico em fornos elétricos de redução, por sua enorme reatividade. 

A maior vantagem dessa adição é atuar na zona de transição entre a pasta de cimento e o agregado graúdo, onde se verifica nos concretos comuns grande concentração de portlandita, repercutindo em considerável enfraquecimento da ligação e, em consequência, da própria resistência do concreto.

Engenheiro Ercio Thomaz
Centro Tecnológico do Ambiente Construído (Cetac)

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