Quais as Vantagens das Lajes Alveolares?

19 de junho de 2013


Segundo a norma, uma laje alveolar é uma peça de concreto produzida industrialmente, fora do local de utilização definitiva, sob-rigorosas condições de controle de qualidade. É caracterizada por armadura longitudinal ativa, que engloba totalmente a armadura inferior de tração necessária e por ausência de armadura transversal de cisalhamento. A seção transversal é alveolar com a presença de almas de concreto e alvéolos. O uso de aditivos ou adições no concreto, com o objetivo de acelerar ou retardar a pega e o desenvolvimento da resistência nas idades iniciais, reduzir o calor de hidratação, melhorar a trabalhabilidade, reduzir a relação água/cimento, aumentar a compacidade e a impermeabilidade ou incrementar a resistência aos agentes agressivos e às variações climáticas ou outros, deve seguir o que estabelece a NBR 12655.

Em elementos pré-moldados protendidos, os aditivos empregados no concreto ou na argamassa em contato com a armadura de protensão não podem conter ingredientes que possam provocar corrosão do aço, em particular a corrosão sobtensão, sendo proibido o uso de aditivos à base de cloretos ou quaisquer outros halogenetos, conforme as NBR 11768 e NBR 9062. Aplica-se o disposto na NBR 6118 com relação à trabalhabilidade, durabilidade, ao diagrama tensão e deformação, módulo de deformação longitudinal à compressão, módulo de deformação transversal, coeficiente de Poisson, coeficiente de dilatação térmica, à retração e à fluência.

A liberação da protensão das lajes alveolares, conforme definido em 3.6, deve ser executada com meios apropriados que evitem transmissão de choques dos fios, cabos ou cordoalhas ao concreto e somente após comprovação de que a resistência efetiva do concreto à compressão tenha atingido o valor indicado no projeto para esta fase, não admitindo valor inferior a 21 MPa. A resistência de projeto e a sequência de liberação da protensão a ser seguida, conforme dimensionamento segundo a Seção 7 deve constar nos itens obrigatórios de projeto, conforme Seção 12.

Os sistemas de lajes tradicionais exigem o recebimento, transporte e estocagem de diversos componentes da laje (vigotas, elementos de enchimento, armaduras e escoras). Para cada um dos componentes é necessário espaço para estocagem e translado do material do recebimento ao estoque e, do estoque ao local de utilização. Na laje alveolar, somente os painéis e eventualmente o aço para a malha de distribuição, deverão ser recebidos e descarregados com auxílio de guindaste, ou pela grua da própria obra, simplificando o recebimento, estoque e manuseio do produto.

O processo de montagem da laje alveolar é muito simples e repetitivo e o rendimento de uma equipe de montagem de três operários pode chegar, sem dificuldade, a 50m²/h, o que equivale a 400m² em oito horas de trabalho. Concluída a montagem dos painéis alveolares, é possível o inicio imediato do preenchimento das juntas ou execução de capa de concreto, sem necessidade de qualquer escoramento dos painéis. A frequência de ensaios para controle tecnológico deve ser estabelecida considerando o processo produtivo, atendendo às seguintes condições: Os ensaios previstos devem ser realizados com o concreto destinado à concretagem de cada pista; Sempre que houver alteração no proporcionamento dos materiais ou paralisação e posterior retomada dos trabalhos, um novo ensaio deve ser realizado.

A verificação da trabalhabilidade deve ser feita através de ensaios de consistência. Nessa verificação devem ser considerados os processos usuais de produção das lajes alveolares: Por extrusão, por moldagem ou concretadas pelo processo convencional. No processo por extrusão, a concretagem é feita por meio da máquina extrusora e é dispensada a verificação da consistência, pois o abatimento do concreto deve ser sempre nulo para que seja possível a execução das lajes. O abatimento nulo é inerente ao processo produtivo. No processo por moldagem, a concretagem é feita por meio de máquina moldadora e o abatimento do concreto deve ser obtido conforme estabelecido na dosagem experimental. Para a determinação do abatimento de concreto, deve ser seguida a NBR NM 67.

Deve ser comprovado o atendimento da resistência característica do concreto à compressão aos 28 dias (fck) e a resistência estabelecida para efeito da liberação da protensão (conforme 5.2.2.2) ou do manuseio na respectiva idade (fcj). É permitida a avaliação prévia da resistência em idade menor, desde que se tenha determinada a relação entre as resistências nessa idade e na idade prevista para controle. Podem ser empregados métodos não destrutivos para a avaliação da resistência durante a fase construtiva, de manuseio, transporte e montagem, desde que se tenha determinada a relação entre as leituras obtidas pelo método escolhido, em corpos de prova moldados conforme a NBR 5738, com as resistências resultantes na ruptura desses mesmos corpos de prova pelo método da NBR 5739 na mesma idade, submetidos a condições de cura iguais às dos elementos pré-moldados. Deve ser levada em consideração a dispersão dos valores obtidos em cada um destes métodos para a avaliação confiável das resistências. É vedada a utilização de métodos não destrutivos como ferramenta rotineira para fins de controle de qualidade e avaliação de resistência, concretos de baixas idades, bem como para a liberação das etapas de retirada das formas e do corte das armaduras protendidas (correspondente ao ato da liberação da protensão, no processo por pré-tração).

Mais informações consulte a NBR14861 Lajes Alveolares de 10/2011.

 
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