Ensaio de Inchamento da Areia (NBR 6467:2006)

8 de maio de 2018



1. INTRODUÇÃO

Os agregados miúdos têm grande capacidade de retenção de água, portanto, na preparação de concretos em que o agregado é proporcionado em volume, é importante considerar o inchamento devido à absorção de água do agregado miúdo conforme a granulometria, podendo variar de 20 a 40%. O inchamento varia com a umidade e, conhecendo-se a curva de inchamento (inchamento em função da umidade), basta que se determine a umidade para que se obtenha essa característica. Em linhas gerais a tensão superficial da película de água aumenta a bolha, os grãos de areia se separam. Depois de certa umidade a água toma os esforços e os grãos descem por adensamento.

O inchamento se aplica na correção do agregado miúdo do concreto dosado em volume e na aquisição de agregado miúdo em volume.

2. AMOSTRA DE MATERIAL

a. A amostra deve ser coletada conforme NBR NM 26 e NBR NM 27. A quantidade deve ser no mínimo, o dobro do volume do recipiente a ser utilizado.
b. Secar a amostra por 24 horas ou até massa constante, em estufa a temperatura de
(105 + 5) °C.

3. EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS

a. Balança (resolução 100 g) e capacidade mínima 50 kg.
b. Balança (resolução 0,01 g) e capacidade mínima 200 g.
c. Recipiente em forma de paralelepípedo conforme NBR 7251.
d. Régua metálica rígida.
e. Estufa para 100 a 110°C.
f. Concha ou pá.
g. Cápsulas com tampa com capacidade de 50 ml.
h. Proveta graduada.
i. Misturador mecânico.
j. Encerado de lona com dimensões mínimas 2,0 m x 2,5 m.

4. PROCEDIMENTO

a. Secar o material na estufa até massa constante, aproximadamente 24 horas;
b. Determinar o volume do recipiente (V)
c. Determinar a tara que é a massa do recipiente seco e vazio (T)
d. Colocar o material seco sobre o encerado de lona ou piso limpo não aderente, homogeneizar e determinar a massa unitária do material seco e solto, conforme NBR 7251.
e. Determinar massa unitária do material solto e seco (gs), enchendo o recipiente com a concha até transbordar, despejando o agregado de uma altura de aproximadamente 12 cm, evitando segregação dos grãos. Com a régua de aço rígida, retirar o excesso de agregado por rasamento deixando no mesmo nível das bordas superiores do recipiente e determinar a massa do recipiente mais agregados (Ma)
f. Determinar uma massa (peso) do material seco que ultrapasse um pouco ao volume do mesmo recipiente utilizado no ensaio da massa unitária seca. Este material é utilizado para realizar todas as massas unitárias úmidas (gh);
g. Sobre esta massa obtida de material seco, adicionar 0,5% de água, homogeneizar cuidadosamente a amostra úmida manualmente no encerado ou através do misturador mecânico, evitando perdas de material.
h. Determinar a massa unitária do material com 0,5% de umidade (gh) enchendo o recipiente com a concha até transbordar, despejando o agregado de uma altura de aproximadamente 12 cm. Com a régua de aço, rígida, retirar o excesso de material, por rasamento, deixar no mesmo nível das bordas superiores do recipiente e determinar a massa do recipiente mais agregados (Mh).
i. Coletar o material úmido e homogêneo na cápsula e determinar a massa da cápsula com o material úmido e colocar na estufa até constância de massa, aproximadamente 24 horas
j. Repetir sucessivamente (gh) aplicando os mesmos procedimentos, com a mesma amostra obtida no item C, com todos os teores de umidades previstos na Tabela 1.
k. Nota: Não esquecer de retirar a cápsula com material úmido de cada ensaio, pesar e colocar na estufa para determinação da umidade.

l. Calcular a massa unitária do material seco ( gs )
gs= (Ma -T)/V

m. Calcular a massa unitária do material úmido (gh)
gh=(Mh- T)/V

n. Determinar a umidade, com aproximação de 0,1%, pesando a cápsula com material coletado (Mh) e depois com material seco em estufa a (100 + 5)°C por 24 horas ou até constância de massa (Mf):
h= (Mh-Mf)/(Mf-Mc)*100  (%)

Onde:
h = teor de umidade do agregado, em %.
Mc = massa da cápsula vazia, em g.

f. Para cada teor de umidade, calcular o coeficiente de inchamento:
Vh/Vs=gs/gh*(100+h)/100
Sendo:
Vh = volume do agregado com h% de umidade, em cm3.
Vs = volume do agregado seco em estufa, em cm3.
Vh/Vs= coeficiente de inchamento do agregado.
gh = massa unitária do agregado com h% de umidade, em g/cm3.
gs = massa unitária do agregado seco em estufa, em g/cm3.

g. Determinar a umidade crítica na curva de inchamento (Fig.1)
pela seguinte construção gráfica:
- Traçar a curva de inchamento de modo a obter uma representação aproximada do fenômeno.
- Traçar a reta tangente À curva paralela ao eixo das umidades (RETA A).
- Traçar do ponto A reta que une a origem ao ponto de tangência da RETA A traçada obtém a RETA B.
- Traçar nova tangente à curva, paralela à reta obtém a RETA C.
- A umidade crítica é a abscissa correspondente ao ponto de interseção das duas  tangentes.

h. Expressar o coeficiente de inchamento médio (ClM) como a média aritmética entre o coeficiente de inchamento máximo (ponto A) e aquele correspondente à umidade crítica (ponto B).

5. RESULTADOS E RELATÓRIO
a. Apresentar no certificado a curva de inchamento traçada em gráfico, conforme a Fig.1, o valor da umidade crítica e o valor do coeficiente de inchamento médio.


 
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