Como proteger as armaduras de um novo ataque?

11 de setembro de 2013


Se você está chegando agora a esta série, nós o convidamos a ver antes os artigos anteriores. Clique aqui para acessar o primeiro. Isto para que você saiba 
quais os passos de um reparo bem feito.

Muita gente entende que a re-proteção nem faz parte do reparo. Na verdade, fazer não faz mesmo, mas é óbvio que o que provocou o estrago na primeira ocasião pode continuar por perto. Fazer o reparo e esperar que nada aconteça não é muito aconselhável.

Como então proteger a área reparada de um novo ataque?

Depende do agente corrosivo presente.

Se estamos falando de um ambiente usual, com a presença de contaminantes "normais", como por exemplo:

- água de chuva
- fuligem
- gás carbônico
- poeira
- fotodegradação (por ação do raios ultra-violeta do sol)

...podemos dizer que a proteção é um tanto simplificada. Para casos onde os agentes agressores são outros, vale uma especificação caso a caso.

Antes de qualquer tratamento, qualquer que seja ele, recomenda-se aplicar uma camada de argamassa polimérica sobre a superfície a tratar (não só a reparada, mas toda a área vizinha). Isto reduz a porosidade da superficie e fornece ao sistema protetivo uma melhor ancoragem. (Qual argamassa? Consulte-nos para uma adequada especificação)

Quanto ao sistema protetivo, listamos abaixo um ranking dos sistemas mais usados e suas melhores vantagens:

1) pintura estireno-acrilada (ou vernizes de base similar) - protegem contra carbonatação, fuligem e lixiviação por água de chuva, mas tem limitações quanto a foto-degradação. Não oferece grande resistência ao ataque de cloretos (água do mar, por ex)

2) pintura acrílica pura (só polímeros acrílicos, sem blend com outros) - idem anterior, mas com forte resistência a foto-degradação. Tem algumas limitações quanto ao ataque de cloretos.

3) sistema duplo - aplicação de hidrorepelente silano-siloxano seguido da aplicação de verniz acrílico (resina pura, similar item 2) - oferece uma melhor resistência, pelo hidrorepelente coibir a penetração dos ions cloreto na matrix do concreto

4) sistema epoxídico - para casos onde se necessita alta resistência química (ácidos, alcalinidade, óleos e solventes). O único limitante do sistema epóxi é ele ser calcinado pela luz do sol (perde uma camada de 5 microns por ano, além de ficar com o acabamento fosqueado, esbranquiçado), o que o limita em aplicações externas.

5) sistema PU (poliuretano) - não tem exatamente a mesma resistência do epóxi aos ataques químicos, mas é inerte à ação dos raios solares

6) sistema híbrido - epóxi + PU - o mais caro de todos, mas o melhor deste ranking. Alia resistência química com resistência a intemperismo.
http://www.protecto.com.br/artigos/reparo5.htm

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