Faço desse jeito porque sempre foi assim....Slump x Peixe?

5 de setembro de 2013

"Havia uma receita tradicional de peixe assado em uma família. A receita era maravilhosa, e o gosto pelo tal peixe era tanto, que a receita foi passando de mãe pra filha. Detalhe: Ao preparar o peixe, a vó, que ensinou a receita, cortava o rabo dele. A mãe aprendeu fazer do mesmo jeito, toda vez que preparava a receita, o rabo do peixe era cortado. 
Certa vez, a neta, que aprendeu com a mãe, estava preparando o peixe para a família, quando resolveu perguntar para a sua avó:
- Mas vó, por que é que tem que cortar o rabo do peixe? Que diferença isso faz?
Foi quando a vó respondeu: 
- Nenhuma, minha neta. É que quando eu aprendi a receita, meu forno era pequeno. E não cabia o peixe inteiro, por isso, eu cortava o rabo."

O que quero falar pra vocês com essa metáfora que eu conheci há alguns dias é justamente sobre o quanto estamos acostumados a sempre fazer a mesma coisa, sem nos questionarmos a respeito do porquê daquilo. 
Costumamos ligar o nosso modo automático, e vamos fazendo as coisas, e às vezes, pensando que aquele é o melhor jeito de fazermos, afinal, aprendemos assim. 


Esse vício nós tendemos a carregar conosco porque, é sempre mais fácil fazermos tudo do mesmo jeito que alguém nos ensinou, ou vimos sendo feito, não é mesmo? Temos mania de dizer que ~não temos tempo~ pra criar algo novo ou tentar diferente. 


E o que eu tenho a lhes dizer, é: tente! Pense em novas formas de fazer as coisas que você já está acostumado a fazer. Isso, além de estimular a criatividade, contribui também para a melhoria de processos, e até mesmo, para a inovação. 


Nas empresas é uma coisa muito comum, que os velhos processos perdurem por anos e anos, simplesmente porque "-Ah, foi sempre feito assim e sempre deu certo. Por que eu deveria mudar?" 


Mas a questão é que se era feito de tal forma, pode ter muitos motivos: não havia tecnologia suficiente para tal, a demanda era outra, o contexto era outro. Mas isso não quer dizer que a empresa continua estática. As coisas mudam mais rapidamente do que podemos imaginar. Por isso, é importante que fiquemos atentos para não nos apegarmos a velhos modelos porque ~simplesmente sempre foi assim~.


Pense nisso, e reflita se o rabo do peixe não está sendo cortado simplesmente porque você aprendeu assim, e nem sabe o motivo...

Nota do administrador:

Eis alguma variáveis:

O slump é realizado em obras para o recebimento do concreto.
Com o ensaio do Slump tem-se ajustado em algumas obras o teor de água da mistura.
Mais água tem-se adicionado para Slump baixo.
Slump varia por norma até 50%.
Existe queda de Slump por perdas de água

E aí?

O ensaio de Slump deve ser realizado somente em laboratório para se conferir o teor de argamassa, coesão da mistura entre outros.

Há 100 anos não havia tecnologia suficiente para outro ensaio mas e agora nós temos e porque não FAZEMOS? 

Eng. Ruy Serafim de Teixeira Guerra

2 comentários:

Murilo Cavalcanti disse...

Plausível. Como falamos, a trabalhabilidade do concreto hoje é em função do aditivo e sua dosagem. O ponto de água é direto à resistência característica daquele concreto. Sendo assim, não é necessário ''corrigir'' esse teor para obter uma massa mais plástica, salvo realmente verificado uma alteração na umidade proporcional da mistura. Como verificar e ter certeza desta alteração?

ruy guerra disse...

Logo estaremos formando um grupo para estudo deste caminho de validação teórica para Recebimento do Concreto.

O caminho será corrigir a água no local de utilização do concreto com um prévio ensaio com a finalidade de se garantir o fator água/cimento do projeto de dosagem.

Este grupo irá poder validar através de ensaios laboratoriais muito simples.
Aguarde..
Ruy Serafim de Teixeira Guerra

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