Ferrocimento Artesanal (1)

1 de fevereiro de 2015

A apresentação desta série obedece as publicações do Autor no Curso de Ferrocimento para Operários – de autoria do Prof. Alexandre Diógenes (PROJETO FERROCIMENTO -UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ), servindo para guia de acompanhamento e consulta.

No final desta série publicarei as tabelas práticas para dimensionamento de armaduras para tanques de armazenamento.

Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra


1-Importância da forma 

A forma tem uma importância fundamental nas estruturas laminares, isto é, aquelas que são constituídas por lâminas (de aço, alumínio, fibra de vidro, ferrocimento, etc.). Estruturas laminares resistem pela forma enquanto que as estruturas maciças resistem pela força. Para melhor compreensão, estudaremos a seguir os principais esforços, a resistência pela forma e como evitar concentrações de esforços. 

2-Principais Esforços

Os esforços geralmente calculados nas estruturas são os de tração, compressão, flexão, cisalhamento e torção. Estudaremos apenas os três primeiros. 

A tração é o esforço que tende a separar o material (abaixo). 


A compressão é esforço contrário, ou seja, tende a comprimi-lo (abaixo).


O esforço de flexão tende a envergar a peça (abaixo). 


Como se vê, a peça maciça resiste aos três tipos de esforços de acordo com a resistência do material. Mas a peça laminar, quando é plana, não resiste ao esforço de compressão nem de flexão, a exemplo da folha de cartolina ilustrada. Mas, se soubermos encurvar essa mesma folha, então ela poderá resistir aos três esforços. 

3-Resistência da Forma:

As ilustrações abaixo mostram como fazer uma lâmina resistir aos esforços de compressão e flexão por meio de dobras ou encurvamentos. Isso provoca uma ALTURA para a lâmina, que assim passa a funcionar de modo semelhante ao de uma peça maciça. 

Os exemplos abaixo mostram que superfícies planas são desaconselháveis para resistir a esforços de compressão ou flexão em peças laminares. Nesses casos, deve-se engrossar a lâmina, aumentando-se-lhe a altura por dobragem ou encurvamento.



Bibliografia: ALEXANDRE DIÓGENES (Professor de Tecnologias Apropriadas do NUTEC – Universidade Federal do Ceará)

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