Dosagem do Concreto

18 de maio de 2016

Trabalhei com diversos tipos de pré-fabricados e atualmente trabalho em uma grande fabrica de estruturas em Caruaru- Pernambuco - Brasil, esta empresa é a Inbrac. Tenho dedicado a minha vida toda em meu trabalho a estudar, fabricar e calcular concreto e pré-fabricados de concreto, e isto fazem mais de 35 anos e veja que ainda estudo assiduamente.  

Tenho visto muitas e muitas empresas utilizando traços de uma maneira não racional, na base de tentativas, o que faz gerar muitas despesas, insatisfação de funcionários/clientes e ainda se obtendo produtos com baixa qualidade.  

Diversas destas empresas chegam a  utilizar receitas de traços que foram trazidas de outras fabricas ou de funcionários práticos e é claro isto é o inicio dos problemas....

Existem diversas variáveis para se realizar uma dosagem final econômica para o concreto plástico e semi-seco. Concreto plástico posso citar alguns exemplos: meio fio, lajotas, vigotas, pilares, vigas, terças, tesouras, peças de concreto dormido e etc. Para o concreto semi-seco estes são alguns tipos: Blocos, pavers, telhas, tubos, meio fio vibro-prensados, etc. Quanto ao concreto plástico este tomou vários rumos nestas dosagens, concreto auto-adensáveis, concreto de alto desempenho, concreto de pós reativos e diversos outros tipos.

A grande diferença de um concreto plastico e um concreto semi-seco é o teor de umidade destas misturas e o seu teor de finos.No caso de concreto semi-seco pode-se atingir em alguns casos umidades de 5.50%. Para que se utilize baixos teores de umidade do concreto (nem todos equipamentos permitem isso)  e para que não ocorra diversos problemas como o de quebras de peças é necessário que se faça uma boa cura. Logicamente esta cura deve ser muito bem controlada quando se utiliza baixíssimos teores de umidade no concreto. Falando mais claramente, se não colocamos água no concreto para que o aglomerante (cimento) possa se hidratar teremos então de curar muito bem este produto. 

Observando os equipamentos de produção que trabalhei, notei que cada equipamento com uma determinada regulagem e com um determinado traço tem como fixo este teor de umidade do concreto. Ou seja assim: cada equipamento previamente regulado tem um mesmo teor de água/materiais secos em um determinado traço.

Estudando então  fiz a formulação no Excel com o comando Solver para se fazer uma mistura com até quatro agregados automaticamente. Na mistura utilizei a curva padrão de Fuller que considero a curva mãe, como tenho fartamente explicado, necessitei de um ajuste nesta curva por ver que a Dimensão Máxima Característica - DMC não é a correta matematicamente e então formalizei a Dimensão Máxima Teórica - DMT.Veja isso AQUI

Foi dado nesta época o inicio da Dosagem Paramétrica do Concreto -DPCON o qual vem sendo ajustado sistematicamente. Agora no DPCON estou analisando juntamente com Ronit/Moçambique  a parcela de finos que nesta fase está sendo muito bem controlado com a procura de parâmetros que se ajustem para uma finalidade desejada.

Ronit chama isto tudo de Concreto Matemático, nada mais justo que isso.

Resumindo dosando concretos para quaisquer finalidades, e se alcançando um patamar superior aos grandes dosadores de concreto do mundo nesta área.

Quero dizer também que não é simplesmente uma planilha que faz resolver o problema de se obter um traço e sim um conjunto de dados que devem ser analisados para que se possa fazer corretamente, economicamente e com qualidade uma dosagem de um traço para uma determinada utilização. 

Fica bem lógico que uma fabrica/concreteira deva possuir pessoal técnico e equipamentos básicos de laboratório para ser possível acompanhar e fazer ensaios que sejam necessários para um aproveitamento destes serviços e para conseguir usufruir de um ótimo produto e com uma certeza de um baixo custo. 

Nada como começar...

Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra


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