Dosagem de concreto bombeado pelo DPCON

8 de junho de 2017

A definição para concreto bombeado já foi dita em publicações anteriores, mas é sempre bom se relembrar:

O concreto é definido como bombeável se este puder ser conduzido (empurrado)  através de uma tubulação independentemente do modelo da bomba para o concreto usado.

Um concreto não é próprio sobre condições normais para ser bombeável quando: 

- contem agregados britados com baixa percentagem de areia,
- ser um concreto seco, ou
- ser um concreto com dimensão máxima característica de 63 mm


Claro que se tem  uma restrição pelo atrito do concreto dentro do tubo que tem de ser limitado e não pode resultar em travão (paradas de fluxo). Portanto um concreto bombeável deve escorregar ao longo das paredes e  deve poder se deformar nas curvas existentes na tubulação.

A argamassa mais fina, ou seja a mistura de seus finos (cimento e parcela de areia fina) e a água atuam como um meio escorregadio como sendo um lubrificante. Estes componentes são os mesmos que afetam diretamente a trabalhabilidade de um concreto convencional.  

A quantidade de finos que se recomenda deve ser escolhida de tal forma que:

-a superfície total dos agregados seja separada em cada grão de seu mais próximo grão por uma camada lubrificante 
-Que os meios de escorregamento sejam deixados por cima destes para encher o espaço entre os grãos 
-Que estes finos mantenham também uma película lubrificante nas paredes dos tubos.

Todos estes requisitos coincidem com a tecnologia do concreto convencional.

Portanto:

 CONCRETO BOMBEÁVEL NÃO É UM CONCRETO ESPECIAL E SIM  UM CONCRETO DE QUALIDADE. 

Para se dosar um concreto de qualidade convencional ou bombeável deve-se fazer o empacotamento dos grãos para que:

- Cada grão deva ser revestido
- Os poros internos devam ser cheios e
- Deve haver argamassa suficiente para resultar uma superfície fechada dentro das formas e nas faces da peça.

. Existem métodos para dosar um concreto que são até usuais mas que :

- simplesmente dizem tantos por cento para B1 e tantos para  a B0
- usam densidades para fazer a mistura
- utilizam uma colher de pedreiro para escolher o teor de argamassa
- utilizar um teor de água materiais secos para se dosar
- não utilizam as granulometrias dos grãos em cada fração

Estes  métodos não alcançam o objetivo de escorregar ao longo das paredes e como o concreto sai RUIM se fazem ajustes aumentando o teor de argamassa, fácil demais....mais argamassa por não se ter obtido uma mistura de qualidade vai originar um uso de um teor maior de água e portanto vai ser utilizado mais cimento onerando o custo do concreto para o CLIENTE.

O método DPCON - Dosagem Paramétrica do Concreto em sua nova versão VS02.1  faz estes cálculos para empacotar os agregados escolhidos se obtendo a menor dispersão possível utilizando o comando SOLVER do Excel.

DPCON é um Concreto matemático como diz Ronit de uma concreteira em Moçambique que vem utilizando e desenvolvendo comigo esta nova metodologia em se dosar um concreto.

É necessário sempre se  fazer a verificação das parcelas dos finos dos agregados na mistura. Comparar os finos com o padrão adotado (neste caso pela curva de Fuller) e assim sempre os concretos terão a mesma qualidade e mesma aparência em qualquer lugar do mundo em que seja adotado o DPCON para se dosar o concreto.

Adquira aqui o DPCON VS02 >> http://www.clubedoconcreto.com.br/2017/03/dpcon-vs02.html

Eu certamente lhe ajudarei a entender como se dosar um concreto matemático, seja para tubos/blocos/pavers/lajes alveolares/concreteiras
.
Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra



0 comentários:

Postar um comentário

Os comentários são muito bem vindos e importantes, mas assine com seu Nome, onde trabalha e de qual estado/cidade você é.

 
Clube do Concreto | by TNB ©2010