Porque a Curva de Fuller/Thompson?

Nas dosagens que tenho realizado, esta curva tem-se demonstrado válida para a confecção de concretos semi secos e para concretos plásticos. Mas existe uma ressalva pra concretos semi secos que é bem lógica, esta é a seguinte: o teor de umidade do concreto deve ter uma umidade ótima  para que a curva de compactação seja válida, com isso todas as leis que regem o concreto plástico valem também para os concretos semi secos.

Vejamos: se a curva tem validade para concreto plástico ela logicamente deve ser valida para concreto semi seco com umidade ótima, ou seja se é compacta para um tipo deve ser compacta para o outro tipo de concreto. 

Muitos autores afirmam que não existe uma curva granulométrica ideal, e sim que se deve procurar uma solução de compromisso porque se é o fator a/c que determina a resistência do concreto a mistura não terá influencia nesta resistência, só que esta mistura deve ser compacta para não afetar a trabalhabilidade e fazer com que a resistência seja alterada. Com a curva de Fuller se encontra este compromisso matemáticamente ou seja  parabolicamente.

Alguns autores querem atribuir um consumo mínimo de cimento de 300kg/m3 para a curva ter validade, ora com a evolução dos aditivos e das vibrações e prensagens, tal regra não tem finalidade uma vez que podemos alcançar uma excelente trabalhabilidade com este concreto dosado pela curva de Fuller/Thompson, mas sempre verificando os teores de finos da mistura.

Os ensaios que realizei para diversos pré-fabricados (postes/ lajes alveolares/estruturas/blocos/pavers..) demonstraram que a curva de Fuller/Thompson chegam a resultados de resistência substanciais.

Agora já está disponível para baixar a primeira planilha em Excel para a mistura de até quatro agregados dosando através da ferramenta Solver, veja na publicação

 http://www.clubedoconcreto.com.br/2013/06/00-dosagem-do-concreto-todas-os-passos.html

Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra
 
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