Dosagem do concreto Abrams versus Ruy - parte 4

10 de outubro de 2013

Na tradução do livro de Duff Andrew Abrams pelo professor Eduardo C. S. Thomaz, “Design of Concrete Mixtures” ( Projeto de misturas de concreto ) no Link: http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/cimentos_concretos/abrams_dosagem_rev11.pdf

Vemos a página 5:

A quantidade de água necessária é regida pelos seguintes fatores:
  1. A condição de “trabalhabilidade”, que deve ser usada para o concreto, a plasticidade relativa ou a consistência;
  2. A consistência normal do cimento;
  3. O tamanho e a graduação do agregado – medida pelo módulo de finura;
  4. Os volumes relativos do cimento e dos agregados – a mistura (mix) ;
  5. A absorção dos agregados;
  6. A água contida no agregado

A quantificação da água no passo 2 do método que venho divulgando é um importante avanço na dosagem de um concreto. Primeiro se estima esta quantidade de água por formulas empíricas e depois é feito o ajuste desta quantidade de água diretamente no equipamento de produção. As fórmulas estão contidas no passo 2 do Link: http://www.clubedoconcreto.com.br/2013/06/00-dosagem-do-concreto-todas-os-passos.html 

Pode parecer trabalhoso mas é um método preciso. Qualquer equipamento de vibração possui um A% ou seja, possui um determinado teor de umidade ótima do concreto fresco para uma determinada mistura granulométrica.

Então temos que:  
  1. A condição 1 da trabalhabilidade fica atendida porque é ajustada a água no equipamento.
  2. A condição 2 a consistência normal  fica atendida porque as variações de consistência normal do cimento já ficam incluídas no processo de quantificação da água da mistura.
  3. A condição 3 o tamanho e a graduação também são incluídos no processo de quantificação da água da mistura. 
  4. A condição 4, pelo mesmo motivo do item3
  5. A absorção de água pelos agregados, só existirá se estes estiverem sem umidade interna e se também a mistura nas betoneiras forem realizadas com menor tempo em que o agregado não absorva  a água internamente. Este fato de menores tempos de mistura e agregados sem umidade interna faz com que ocorra a perda de Slump .Logicamente deve ser obedecidos os tempos de mistura para que não ocorram tais problemas.
  6. Idem ao item 5.


Eng Ruy Serafim de Teixeira Guerra 

0 comentários:

Postar um comentário

Os comentários são muito bem vindos e importantes, mas assine com seu Nome/URL, onde trabalha e de qual estado/cidade você é.

 
Clube do Concreto | by TNB ©2010