Reconhecimento de uma mistura trabalhável no concreto

28 de setembro de 2015


Conforme citado, a trabalhabilidade é uma propriedade de avaliação subjetiva. No entanto, Sobral (1990) e Walz apud Sobral (1990) consideram que uma mistura é trabalhável quando apresenta as seguintes características:

a) Mantém-se bem misturada e homogênea no tempo em que for utilizada;

b) Não segrega ou exsuda durante o transporte;

c) Apresenta pouca ou nenhuma segregação durante o manuseio e lançamento;

d) Pode ser facilmente e adequadamente compactado com os equipamentos disponíveis, preservando sua homogeneidade;

e) Preenche as fôrmas, envolvendo e aderindo totalmente às armaduras.

A trabalhabilidade do concreto está relacionada ao esforço para manipular uma quantidade de concreto com uma perda mínima de homogeneidade. Mehta & Monteiro (1994), usando este princípio, contrário ao proposto por Sobral (1990), afirmam que a trabalhabilidade não é uma propriedade intrínseca do concreto uma vez que depende do tipo de construção e dos equipamentos disponíveis para o adensamento e acabamento do concreto.

No entanto, por julgarem ser a trabalhabilidade intimamente ligada a fluidez e a coesão da mistura, são taxativos na observância desta propriedade no estudo de dosagem quando apregoam: “... uma mistura que não possa ser lançada facilmente ou adensada em sua totalidade, provavelmente não fornecerá as características de resistência e durabilidade esperadas”. Desta forma fazem algumas recomendações que podem auxiliar a compatibilização entre a trabalhabilidade e as exigências de resistência e durabilidade requeridas para o concreto, a saber:

a) A fluidez do concreto fresco não deve ser superior à necessária para os procedimentos de lançamento, adensamento e acabamento do concreto;

b) Nas situações onde seja necessário aumentar a coesão da mistura, pode-se fazer por meio do aumento da relação areia/agregado graúdo ou aumento da relação pasta/agregado (para uma mesma relação água/cimento). Com relação ao aumento da coesão, Giammusso (1992) recomenda aumentar o teor de cimento e agregado miúdo passante na peneira ABNT 50 (0,3mm) e o uso de aditivo incorporador de ar.

c) Para misturas que requeiram elevada fluidez, é preferível o uso de aditivos redutores de água que a adição de mais água ao concreto.

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